Destaque da edição:
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Comércio eletrônico se mantém positivo – As vendas do varejo através do canal comércio eletrônico também começam a sentir os efeitos da retração da economia. O setor, embora tenha apresentado resultados positivos no primeiro semestre, revelou uma taxa de crescimento mais modesta que em períodos anteriores: 16% de acréscimo em relação a 2014, somando R$ 18,6 bilhões. Comparados ao varejo tradicional, esses números são estimulantes, mas outro dado já revelava uma tendência preocupante, pois pela primeira vez houve queda no número de compradores: 17,6 milhões de pessoas fizeram compras online nos primeiros seis meses do ano, o que significa uma redução de 7% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Para o segundo semestre e, por conseguinte, para o ano inteiro, as instituições pesquisadoras de dados do comércio eletrônico mantêm, por enquanto, a previsão de crescimento de 15%. Ou seja, muito acima do comércio em geral, mas muito inferior ao crescimento médio de 25%. O primeiro grande teste do segundo semestre foi o Dia das Crianças, que para fins de pesquisa, é considerado pela consultoria e-Bit como o período entre 28 de setembro e 11 de outubro. De acordo com a consultoria, ocorreu uma queda de 4% no número de pedidos em relação a 2014, totalizando 3,8 milhões. No entanto, ocorreu elevação da receita nominal de 9,4%, tendo o faturamento atingido R$ 1,34 bilhão.
Outras matérias:
Expectativa para IPCA de 10,0% em 2015 – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (06/11), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 9,99%, após chegar a 9,70% há quatro semanas passadas. Esta é a oitava aceleração consecutiva, continuando bem acima do limite superior da meta (6,50). Acompanhando este crescimento nas previsões, as projeções para 2016 aumentaram, pela décima quarta semana consecutiva, para 6,47%, ultrapassando a estimativa de 6,05% há quatro semanas. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,62% para novembro e 0,71% em dezembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,66% para novembro e 1,10% para dezembro, ambos os valores próximos ao mercado, apesar de maiores. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em outubro alcançou 9,93% no acumulado dos últimos 12 meses. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2015 em 14,25%, estimativa estável há quinze semanas. Ou seja, sem mais acréscimos ao longo deste ano. A próxima reunião do Copom será nos dias 24 e 25 de novembro, quando se espera que a meta da Selic, assim como na reunião anterior, não seja alterada. A previsão é que em 2016 a Selic recue e termine o ano em 13,25%, menor do que a taxa atual de 14,25%. Há quatro semanas, a previsão para a Selic era uma mediana de 12,63% ao final de 2016.
Deve passar – Chegou para trâmite de análise no Senado Federal o PL nº 125/2015, o Crescer sem Medo. O projeto veio da Câmara dos Deputados e tem como escopo Simples Nacional, regime tributário das micros e pequenas empresas. O evento aconteceu no dia 27 de outubro, quando houve sessão temática no plenário do Senado Federal, para que os senadores pudessem se pronunciar a respeito e ouvir manifestações dos convidados − os agentes interessados na mudança. A mesa de abertura do evento foi composta por autoridades, políticos e representantes de entidades ligadas às MPEs. Ao lado do presidente do Senado, compartilharam do espaço senadores, deputados, um representante do Sebrae, da Fiesp e do Ministério da Fazenda – este também do Comitê Gestor do Simples Nacional. Na plateia, compareceram representantes das entidades participantes do Fórum Permanente das MPEs, outros convidados e integrantes da Secretaria da Micro e da Pequena Empresa. Diante das exposições havidas naquela casa do Congresso, pode-se dizer que o PL nº 125/2015 foi muito bem recepcionado pela relatora, que se apresentou bastante sensibilizada à causa das MPEs, ponderando, inclusive, no final da sessão que as modificações a serem elaboradas deverão ser muito poucas com relação ao texto advindo da Câmara.
Diretoria de Qualidade Ambiental do MMA coordena conferência de químicos – A Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Meio Ambiente( Ascom/MMA) divulgou que pela primeira vez o Brasil terá um representante eleito para o próximo Bureau – Comitê de Coordenação da 5ª Conferência Internacional de Gestão de Substâncias Químicas (International Conference on Chemicals Management – ICCM5). A diretoria de Qualidade Ambiental na Indústria do Ministério do Meio Ambiente, Letícia de Carvalho, foi eleita representante da América Latina e do Caribe no evento. O Bureau é formado por cinco representantes, um de cada região da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta edição do ICCM, os países eleitos foram: Índia (Ásia-Pacifico), Polônia (Europa Central e Oriental), Alemanha (Europa Ocidental e Outros), Brasil (América Latina e Caribe) e Zâmbia (África). Por um sistema rotativo, a presidência do Bureau é da Alemanha, enquanto a vice-presidência cabe aos demais países. A diretoria de Qualidade Ambiental na Indústria explica que a importância do ICCM5 é construir o caminho de como será a gestão de químicos no futuro (pós-2020). “Esse será o grande mandado: discutir os arranjos, estratégias, processos para a gestão segura e ambientalmente adequada de substâncias químicas”, disse. “Temos trilho para seguir até 2020”. Agora, acrescenta, “o desafio é colocar a gestão ambiental adequada das substâncias químicas a serviço dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e da agenda de desenvolvimento até 2030”.
As disputas no mar do sul da China – O mar da China Meridional ou mar do sul da China, que banha países como a própria China, Taiwan, Filipinas, Brunei, Malásia, Indonésia, Cingapura, Tailândia, Camboja e Vietnã, é um dos locais atualmente mais cobiçados da Ásia. A área vem sendo motivo de disputas, que recentemente se acirraram com a no arquipélago de Spratly, e a falta de reconhecimento internacional à soberania do País sobre as mesmas. As desavenças na região, além de cunho histórico e nacionalista, possuem também motivos econômicos e comerciais. A zona possui reservas estimadas em 14 trilhões de metros cúbicos de gás natural e 125 bilhões de barris de petróleo. Ademais, pelo local é transportado cerca de um terço da produção mundial de petróleo, e grande parte das mercadorias transacionadas na região, além de ser uma área com ótimas condições para a indústria da pesca. Pelos estreitos de Malaca, Sunda, Lombok e Makassar passa metade do volume da frota mercante internacional, e através somente do estreito de Malaca é transportada quantidade de petróleo seis vezes maior do que o montante conduzido pelo canal de Suez. No mar do sul da China trafegam aproximadamente US$ 5 trilhões em valor de mercadorias, 60% do abastecimento energético do Japão, Coreia do Sul e Taiwan é feito através do local, e 80% do óleo bruto importado pela China também transita por essa via marítima. De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), os países têm direito a 12 milhas náuticas de mar territorial e 200 milhas a partir da costa para utilizar como zona econômica exclusiva (ZEE). Essa regra coloca o arquipélago de Spratly dentro da ZEE das Filipinas e da Malásia, mas com a construção de ilhas artificiais e a reivindicação chinesa por sua soberania, a China passou a considerar a área como parte de sua zona econômica exclusiva, onde somente o País teria direito à exploração.