Destaque da edição:
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Consumo esbarra na dívida? – Com o crescimento de apenas 4,2% no primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado, o volume de vendas do varejo, mensurado pela Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, confirma o cenário de desaceleração do consumo das famílias, que vem contribuindo para uma atividade econômica mais fraca este ano. Com esse resultado, a expectativa de crescimento das vendas do varejo para este ano foi reduzida de 4,5% para algo em torno de 3,5%. Se confirmada essa expectativa, o desempenho do varejo vai apresentar um ritmo de crescimento inferior ao registrado no ano passado (4,3%). Esse patamar permanece bastante inferior à média de crescimento de 7,9% registrada entre os anos de 2004 e 2012. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, mostram um aumento do endividamento e do comprometimento médio de renda das famílias com dívidas no primeiro semestre do ano. O impacto da alta dos juros foi maior para as famílias com perfil de endividamento mais concentrado no curto prazo, representadas na pesquisa pelo grupo com renda mensal de até dez salários mínimos. O aumento da taxa de juros ainda não levou a uma alta da inadimplência por um efeito composição. Um estudo recente do Banco Central mostrou que a composição do crescimento atual do endividamento, mais concentrado em operações de menor risco, como o crédito imobiliário, contribuiu significativamente para a redução das taxas de inadimplência. Como o crédito habitacional continua se expandindo em ritmo acelerado, o efeito desse aumento do endividamento não é refletido na inadimplência. Contudo, representa um fator limitador do consumo das famílias, pois contribui para o aumento do comprometimento de renda, reduzindo o potencial de consumo. As famílias não apenas demandam menos crédito, mas também encontram condições mais difíceis para novos financiamentos e renegociação de dívidas antigas.
Outras matérias:
Proposições da Comissão Portos – A Comissão Portos – onde a CNC se faz representar – é uma entidade privada, que congrega as organizações envolvidas com a atividade portuária, incluindo operadores, usuários e empresas de navegação. Tendo em vista as eleições para Presidente da República e considerando a recente promulgação da nova lei dos portos – Lei nº 12.815, de 06/06/2013 – e a atenção que a mesma requer em sua implementação, a Comissão Portos endereçou carta aberta aos candidatos presidenciáveis. A versão integral da carta aberta pode ser obtida mediante solicitação à Divisão Econômica.
Estimativa para o PIB continua decrescente – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (22/08), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou ligeiramente para 6,27%. Este é o primeiro aumento após cinco semanas consecutivas com redução nesta estimativa. As projeções para 2015 aumentaram para 6,28%, 0,22 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,23% para agosto e 0,40% em setembro. A mediana para o crescimento do PIB de 2014 foi reduzida para 0,70% esta semana, a décima terceira redução seguida e 0,2 p.p. abaixo do resultado de quatro semanas atrás, 0,90%. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, as contas nacionais cresceram 1,9% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período no ano anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2013, o avanço foi de 0,2%. Para 2015 o resultado esperado manteve-se em 1,20%, maior do que o estimado para este ano. Os dois valores projetados estão abaixo do crescimento do PIB realizado em 2013, 2,5%. No âmbito externo, a estimativa é que a taxa de câmbio de fim de período termine este ano em R$ 2,35/US$ e esteja em R$ 2,50/US$ ao fim de 2015. O mercado estima um déficit de US$ 81,90 bilhões na conta corrente, superior ao déficit de US$ 80,0 bilhões esperado pelo Banco Central. Em relação à Balança comercial de 2014, são esperados US$ 2,5 bilhões pelo mercado e US$ 5,0 bilhões pelo Banco Central. Para 2015, os analistas consultados preveem um valor de US$ 75,0 bilhões negativos para as transações correntes e US$ 8,0 bilhões positivos correspondentes à Balança comercial.
Menor aprendiz na MPE – Pela importância do tema, no último encontro dos grupos de trabalho (GT) do Fórum Permanente, ocorrido nos dias 5 a 7 de agosto, a coordenadora do GT Desoneração e desburocratização pediu para que divulgássemos esta ação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) junto ao Sistema da CNC. O aprendiz na MPE é um desdobramento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Resulta da parceria entre os Ministérios da Educação, Desenvolvimento Social, Trabalho e Emprego e essa Secretaria. O objetivo é a ampliação da inserção de jovens no mercado de trabalho, sobretudo nas MPEs. O público-alvo são os jovens acima de 15 anos, prioridade dada àqueles em situação de vulnerabilidade social. Aderindo ao Pronatec Aprendiz, a MPE isenta-se de pagar a matrícula do jovem no curso, cujo custo de formação caberá ao programa. A MPE que se interessar pelo programa encontrará no ambiente web o acesso, bem como ao se dirigir a uma unidade do Sistema Nacional de Emprego (Sine).