Sumário Econômico 1482

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Destaque da edição:

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A maior recessão da história econômica recente do Brasil – A combinação entre a maior crise política vivida pelo País desde o início dos anos 1990 e a inércia de uma das mais altas taxas de juros reais do mundo traduziu-se em mais um ano de fortes perdas no nível de atividade para a economia brasileira em 2016. De acordo com o IBGE, no ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 3,6% em relação ao ano anterior. Nem mesmo as quedas das taxas de câmbio e de inflação ao longo do ano livraram a economia de mais um resultado altamente decepcionante. Pior que isso, associado ao pífio desempenho de 2015, o nível de atividade econômica acumulou um recuo de 7,2% somente no último biênio lançado, portanto o País está na mais grave recessão econômica desde o início da contabilidade nacional brasileira ainda na primeira metade do século passado.

Mercado espera novo corte na taxa Selic – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (24/03), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano foi reduzida para 4,12%, menor do que a previsão de 4,36% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. Seguindo esta tendência, outros índices de inflação também tiveram redução em suas estimativas para este ano, como o IGP-DI (4,32%) e o IGP-M (4,51%). No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,23% para março e 0,43% para abril deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,20% e 0,41%, respectivamente, valores próximos aos esperados pelo mercado. A projeção para o IPCA de 2018 mostra estabilidade, permanecendo em 4,50%. Na última reunião do Copom de 2017, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida em 0,75 ponto pela segunda vez e alcançou 12,25%. A próxima reunião deste ano será nos dias 11 e 12 de abril, quando o mercado espera um corte ainda maior, de 1 ponto na taxa, alcançando 11,25%.

O Fórum Permanente das MPE – Suspensas desde 2014, as atividades deste Fórum deverão retomar o mais rápido possível, assim que a Secretaria Técnica recadastrar as entidades para formar os Comitês Temáticos (CT) e publicar no D.O. Pelo menos foi o acertado pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa (Sempe) no dia 23 de março, na primeira plenária, ocorrida no Anexo I do Palácio do Planalto. Criado em 2000, o Fórum Permanente já sofreu alterações e reveses tanto no formato quanto na forma de atuar, devido a mudanças de governo. Por exemplo, quando foi instalado, pertencia ao Ministério do Desenvolvimento. Mais à frente (2012), com a criação da Secretaria Especial da MPE, com status de ministério e vínculo à Presidência da República, foi absorvido pela Sempe, onde funcionou até 2014. Agora volta ao MDIC sob a Presidência da Sempe. Em relação ao passado, não houve profundas alterações em relação à natureza, à composição e às competências.

Aproveitamento de águas residuais – A ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu, no dia 22 de março de 1992, o Dia Mundial da Água, que visa à conscientização da população sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural. Divulgou também a “Declaração Universal dos Direitos da Água”, documento composto de 10 artigos que focam nas condições essenciais da água para o planeta e para a continuidade da vida. O referido documento destaca a importância da consciência ambiental de todas as pessoas e que os recursos hídricos do planeta devem ser preservados e protegidos. Segundo o art. 4º do documento: “O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam”.

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