Destaque da edição:
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O pior trimestre em mais de 12 anos – A queda de 5,7% no volume de vendas em relação ao terceiro trimestre do ano passado levou a CNC a revisar, pela 9ª vez no ano, a expectativa para o varejo restrito em 2015 (-4,0%). Para 2016, a perspectiva de variação passou para -2,9%. O volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu -0,5% em setembro, na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 12/11 pelo IBGE. A retração de setembro foi a oitava consecutiva. O recuo mensal foi particularmente influenciado pelos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%) e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,7%). O varejo ampliado, que conta com as variações reais das vendas do comércio automotivo (-4,0%) e de materiais de construção (-1,5%) registrou oscilação de -1,5% ante agosto. A queda de setembro foi a menor desde fevereiro de 2015, resultado que pode ser explicado pelo comportamento dos preços nos segmentos pesquisados pelo Instituto, cuja variação em setembro (+0,6%) foi a menor desde março deste ano (+0,3%). Entretanto, a menor perda nas vendas ainda não permite identificar um início de recuperação do setor varejista. Em relação a setembro de 2014, houve retração de -6,2%, destacando-se as taxas verificadas nos ramos de móveis e eletrodomésticos (-17,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-14,9%). Desde janeiro, móveis e eletrodomésticos (-13,0%) e combustíveis e lubrificantes (-4,4%) têm sido os ramos com maior contribuição para a queda das vendas.
Outras matérias:
18ª Missão Internacional Nordeste do Brasil à República de Cuba – Entre os dias 2 e 8 de novembro de 2015 foi realizada a 18ª Missão Internacional Nordeste do Brasil à República de Cuba, na cidade de Havana, e na cidade do Panamá, no Panamá. Participaram representantes da Fecomércio Pernambuco, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), além de empresários do estado de Pernambuco. A programação oficial da missão contemplou a visita à 33ª Feira Internacional de Havana (Fivah), evento que possibilitou a interação entre empresários brasileiros que já negociam ou pretendem negociar com parceiros em Cuba. Foi realizado extenso seminário sobre oportunidades de negócios e investimentos no nordeste do Brasil, com ênfase em Pernambuco. Adicionalmente, ocorreram diversas visitas institucionais à empresas instaladas em Cuba. Outro aspecto importante da missão foi a ida ao Porto de Mariel, que teve como principal objetivo apresentar aos participantes a Zona Especial de Desenvolvimento (ZED), estabelecida pela Lei sobre Investimentos Estrangeiros. O modelo da ZED e a Lei de Investimentos são os alicerces da política de atração de novos negócios à Cuba. A viagem ao Panamá englobou visita ao Canal do Panamá e à Zona de Livre Comércio. O Panamá tem apresentado bons resultados em sua economia nos últimos anos, mesmo em cenário de crise, o que tem despertado o interesse do empresaria¬do brasileiro, principalmente de Pernambuco e do nordeste, que passou a enxergar oportunidades de negócio no País.
Expectativa para IPCA de 2015 ultrapassa 10% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 13/11, a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 10,04%, após chegar a 9,75% há quatro semanas passadas. Esta é a nona aceleração consecutiva, continuando bem acima do limite superior da meta (6,50%) e na sua maior estimativa desde o final do ano passado, ultrapassando o nível de 10,0% pela primeira vez. Acompanhando este crescimento nas previsões, as projeções para 2016 aumentaram, pela décima quinta semana consecutiva, para 6,50%, maior do que a estimativa de 6,12% há quatro semanas e exatamente o limite da meta. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,66% para novembro e 0,75% em dezembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,69% para novembro e 0,90% para dezembro, ambos os valores próximos ao mercado, apesar de maiores. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em outubro alcançou 9,93% no acumulado dos últimos 12 meses. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2015 em 14,25%, estimativa estável há 16 semanas. Ou seja, sem mais acréscimos ao longo deste ano. A próxima reunião do Copom, a última do ano, será nos dias 24 e 25 de novembro, quando se espera que a meta da Selic, assim como na reunião anterior, não seja alterada. A previsão é que em 2016 a Selic recue e termine o ano em 13,25%, menor do que a taxa atual de 14,25%. Há quatro semanas, a previsão para a Selic era uma mediana de 12,75% ao final de 2016. A estimativa para o crescimento do PIB de 2015, após 17 semanas de que¬da, ficou estável em -3,10%, contra uma queda de 3,0% esperada há quatro se¬manas. O resultado das contas nacionais divulgado pelo IBGE mostrou retração de 2,1% no acumulado do ano até o segundo trimestre de 2015. Para 2016, espera-se uma queda de 2,0%, uma piora em relação ao crescimento de 0,1% realizado em 2014.
Educação Ambiental e Comunicação em Unidades de Conservação – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou a série Educação Ambiental e Comunicação em Unidades de Conservação em seu site www.mma.gov.br/publicacoes/educacao-ambientasl/categorry/154-serie-ea-uc, formada por cinco cadernos temáticos sobre o assunto. Elaborada pela Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic) do MMA, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a série foi lançada no VII Seminário Brasileiro sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (Sapis) e II Encontro Latino Americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (Elapis), em Florianópolis. Renata Maranhão, diretora de Educação Ambiental do MMA destacou a importância do tema para o fortalecimento dos mecanismos de participação social nos processos de criação, implementação e gestão das unidades de conservação. “A próxima etapa é o estabelecimento de parcerias para o uso do material em processos formativos continuados, que contribuam com a superação dos desafios postos para a conservação da biodiversidade”, afirmou. O lançamento dos exemplares é uma amos¬tra do esforço brasileiro para alcançar a primeira Meta de Aichi, com a previsão de que até 2020 a população brasileira tenha conhecimento dos valores da biodiversidade e das medidas que poderá tomar para conservá-la e usá-la de forma sustentável. No processo de elaboração do novo Plano Estratégico de Biodiversidade 2011–2020, o Secretariado da Convenção propôs que se estabelecesse um novo conjunto de metas, na forma de objetivos de longo prazo, que foram materializados em 20 proposições, todas voltadas à redução da perda da biodiversidade em âmbito mundial. Denominadas Metas de Aichi para a Biodiversidade, elas estão organizadas em cinco grandes objetivos estratégicos.
O varejo de óticas (I) – O setor apresenta expressivo número de estabelecimentos de micro e pequeno portes, assim como absorve contingente de trabalhadores compatível com a dimensão da atividade no Brasil. As óticas organizam-se de forma disse¬minada e pulverizada, com distribuição mais concentrada nas áreas populosas. As organizações empregam em média até cinco funcionários. Com relação à evolução, o número de estabelecimentos cresceu 11,1%, passando de 33.073 para 36.754 entre 2006-2014. Este intervalo pode ser dividido em dois períodos. Por razões conjunturais, a maior disseminação de óticas deu-se entre 2006 e 2008, quando foram criados mais de três mil. Diferentemente de 2008 a 2014, quando após algumas oscilações para mais ou para menos, o número de estabelecimentos muito pouco evoluiu (+1,7%), indicando que o setor praticamente não sofreu mudanças. Quanto a isso, é interessante considerar algumas justificativas para o aumento do número de estabelecimentos: i) o envelhecimento da população e a vista cansada, obrigando o maior número de pessoas ao uso de óculos; ii) o acesso à internet e o uso de computadores, que afetam a visão, desgastando-a; e iii) a proliferação dos smartphones, celulares com acesso à internet, que prejudicam a vista também. Com relação ao número praticamente constante de estabelecimentos a partir de 2009, pode-se estimar que o crescimento acelerado de 2006-2008 conseguiu atingir o relativo equilíbrio do mercado já em 2009.