Destaque da edição:
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Comércio espera abrir 138,7 mil vagas temporárias de final de ano – A demanda sazonal por emprego no comércio varejista deverá levar o setor a oferecer 138,7 mil vagas de final de ano em 2014, número que corresponde a uma expansão de 0,8% em relação às vagas temporárias criadas para o Natal do ano passado, segundo estimativa da CNC. De acordo com os dados mais recentes do Caged, o comércio varejista acumula um saldo de -78,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano. Portanto, assim como no ano passado, caberá ao emprego temporário de final de ano a reversão do déficit de vagas em 2014. A temporada de contratação compreende os meses de setembro, outubro e principalmente novembro, mês que costuma concentrar 65% das contratações temporárias de final de ano. O Natal é a principal data comemorativa do varejo, com previsão de movimentação financeira de R$ 32,5 bilhões em 2014, 3,0% a mais que o Natal do ano passado em termos reais, segundo estimativas da própria entidade. Em 2013, as vendas natalinas cresceram 5,1%. Os maiores aumentos de vendas deverão ocorrer nos segmentos de farmácias e perfumarias (+6,9%) e artigos de usos pessoal e doméstico, como eletrônicos, brinquedos e material esportivo (+7,5%).
Outras matérias:
Estimativa para o PIB é reduzida para 0,52% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (29/08), a mediana das expectativas para o IPCA permaneceu em 6,27%. Mantendo-se estável, após cinco semanas consecutivas com redução nesta estimativa. As projeções para 2015 aumentaram para 6,29%, 0,21 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,23% para agosto e 0,39% em setembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,22% para agosto e 0,41% para setembro, similar ao mercado. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2013 foi de 5,91%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses até julho deste ano foi de 6,50%. Projeta-se a meta para a taxa de juros Selic para o final de 2014 de 11,0%, ou seja, sem mais alterações do Banco Central ao longo deste ano. A previsão é que em 2015 haja novos aumentos e que a Selic termine o ano em 11,75%, abaixo dos 12,0% esperados na semana anterior. A próxima reunião do Copom será em setembro (dias 2 e 3).
Bons números no comércio eletrônico – Cinco milhões de novos consumidores fizeram sua estreia no comércio eletrônico brasileiro no primeiro semestre desse ano. Com isso, um total de 25 milhões de pessoas realizaram pelo menos uma transação de compra no período. E a expectativa é de que 11,6 milhões de pessoas realizem a sua primeira aquisição através da internet até o final de 2014, fazendo parte de um contingente de 63 milhões de consumidores esperados nesse ano. Em termos de faturamento, o varejo online somou R$ 16 bilhões, um crescimento nominal de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o final do ano, a previsão é atingir uma receita de R$ 35 bilhões, resultado que será 21% superior ao registrado em 2013. São números fabulosos – principalmente quando comparados com outros indicadores da economia – que reafirmam que esse canal de vendas já faz parte do cotidiano dos consumidores e das empresas comerciais brasileiras, conforme demonstra a 30ª Edição do Webshoppers, produzido pela consultoria E-Bit, referente ao primeiro semestre de 2014.
Aperfeiçoamentos do Simples – No dia 7 de agosto passado, durante a cerimônia de sanção da Nova Lei Geral das MPEs (a Lei Complementar nº 147/2014, que fez profunda reforma na LC nº 123/2006) no Palácio do Planalto, o Sebrae e a Fundação Getulio Vargas (FGV), com apoio da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, assinaram termo de compromisso para que a FGV elabore estudos sobre possíveis mudanças no regime tributário das MPEs – o Simples Nacional (SN) – no prazo de 90 dias. Portanto, até o final do ano a FGV compromete-se a examinar o SN e a elaborar simulações, de forma a realizar estudos procurando avaliar o impacto das mudanças neste regime de tributação sobre as receitas da União, Estados e Municípios. Evidentemente que o estudo também irá procurar atender interesses das empresas de menor porte, de sorte que os aperfeiçoamentos a serem propostos tornem-se, numa segunda fase, minuta de projeto de lei. Um dos objetivos do estudo da FGV: o esquadrinhamento vai considerar situações como a possibilidade de unificar todos os serviços numa única tabela de vinte alíquotas com vinte faixas de faturamento bruto anual – que a lei chama de Anexo. Isso porque a LC nº 147/2014 inovou, ao permitir a opção do SN para diversas MPEs dos serviços criando o Anexo VI.
A extinção dos lixões – O Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi sancionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2 de agosto de 2010. A Lei institui a responsabilidade compartilhada entre os geradores de resíduos. Assim, a competência de dar um destino aos resíduos passa a ser também de quem os produz. É o caso dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, assim como as entidades governamentais, cidadãos, e aos titulares de serviços de manejos dos resíduos, conhecidos como catadores. O programa também cria metas, que têm como objetivo principal a eliminação dos lixões até 3 de agosto de 2014, e estabelece instrumentos de planejamento que funcionarão nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal, metropolitano e municipal. Muitos municípios alegam principalmente a falta de recursos, tanto para adequação das normas, quanto à manutenção dos aterros que seriam construídos. O Plano não engloba apenas a substituição dos lixões, mas também a inserção da educação ambiental e o cadastramento de catadores para programas municipais de assistência social.