Empresários, representantes e presidentes de sindicatos ligados à Fecomércio-PE participaram, dia 4 de setembro, do café da manhã como o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. O economista ministrou palestra sobre o cenário econômico atual, com dados e perspectivas sobre as conjunturas brasileira e internacional, além de levar à discussão alternativas para a sustentabilidade do mercado brasileiro, principalmente, do varejo.
Empresários, representantes e presidentes de sindicatos ligados à Fecomércio-PE participaram, dia 4 de setembro, do café da manhã como o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. O economista ministrou palestra sobre o cenário econômico atual, com dados e perspectivas sobre as conjunturas brasileira e internacional, além de levar à discussão alternativas para a sustentabilidade do mercado brasileiro, principalmente, do varejo.
De acordo com Carlos Thadeu, mesmo depois da Copa do Mundo, ainda não é possível perceber sinais convincentes de recuperação da atividade econômica no Brasil. “A recessão por que passa a economia brasileira, confirmada pela divulgação do segundo trimestre consecutivo de queda no PIB, deverá se refletir na atividade para além de 2014”, disse.
Além disso, o mercado de trabalho apresenta contraste entre seus índices. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, registrou o pior resultado para o mês julho desde 1999, com crescimento de cerca de 11,8 mil empregos formais. No entanto, os resultados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, mostram a menor taxa de desemprego de julho da série histórica: 4,5% – a mesma de junho.
Para 2015 a expectativa não é de grandes mudanças ou reações do mercado. Para o varejo, as vendas continuarão fracas, em consequência de uma desaceleração do segmento, que cresceu apenas 4% este ano, atingindo seu pior desempenho dos últimos anos, quando apresentava, em média, um crescimento anual da ordem de 10%. Além disso, os juros continuarão altos, a inflação, ainda elevada, e o dólar, em ascensão. “A alternativa é não acumular estoques desnecessários, dado que para carregá-los custa muito caro, além do custo de oportunidade de tirar proveito dos juros altos no mercado de capitais”, ressaltou o economista.