O 2º Ciclo de Seminários Internacionais de Educação – Educação no Século XXI: modelos de sucesso – foi encerrado apresentando a terceira fase de debates com foco no tema ” Fronteiras do Ensino Profissional”. A parceria entre o Sistema Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC-Sesc-Senac) concluiu com grande êxito os seus objetivos.
Participaram do evento especialistas da Europa, da Ásia e das Américas:
– Maria Helena Barreto Gonçalves – Centro Técnico-Pedagógic o da Diretoria de Educação Profissional do Departamento Nacional do Senac.
O 2º Ciclo de Seminários Internacionais de Educação – Educação no Século XXI: modelos de sucesso – foi encerrado apresentando a terceira fase de debates com foco no tema ” Fronteiras do Ensino Profissional”. A parceria entre o Sistema Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC-Sesc-Senac) concluiu com grande êxito os seus objetivos.
Participaram do evento especialistas da Europa, da Ásia e das Américas:
– Maria Helena Barreto Gonçalves – Centro Técnico-Pedagógic o da Diretoria de Educação Profissional do Departamento Nacional do Senac. Tema: Senac: educação profissional na perspectiva de uma educação continuada.
– Cândido Alberto Gomes – Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Apresentou a síntese e lições da experiência internacional.
– Kari Pitkanen -deputado diretor-geral e diretor de administração do Conselho Nacional de Educação da Finlândia (Finnish National Board of Education). Tema: Finlândia: a nova escola secundária.
– Rolf Seubert – professor e pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade de Siegen, Alemanha. Tema: Áustria e Suiça Alemã: onde o treinamento vocacional está vivo.
– Bernhard Fichtner – diretor do Inedd (Internacional Education Doctorade Programm) e professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de Siegen. Tema: Repensando a educação pós-secundária: o quadro de referência do Tratado de Bolonha.
– David Homes – chefe do Centro de educação no estado de Idaho, organização sem fins lucrativos que atende a indivíduos com deficiências em aprendizagem. Atuou como professor universitário e funcionário do Departamento de Educação dos EUA. No Brasil, atuou como consultor para a Escola SESC de Ensino Médio – ESEM, no Rio de Janeiro.Tema: EUA: Career Academies.
– Lonnie Barber – superintendente do Distrito Escolar de Blaine County (escolas rurais que atendem à população hispânica de baixa renda. Tema: EUA: Career Academies.
O vice-presidente da CNC, senador Adelmir Santana, abriu o encontro dando as boas-vindas a todos os presentes, afirmando que o Sistema CNC-Sesc- Senac orgulha-se da parceria com a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. “Juntos, mobilizamos eméritos professores internacionais que deixaram aqui as suas experiências, os seus métodos de ensino e os seus resultados. Isso nos fornece os subsídios necessários para uma ampla reflexão sobre o nosso sistema educacional, a partir do estudo de iniciativas bem sucedidas”, ressaldou o Vice-presidente.
O senador Adelmir relembrou a criação do Sesc e do Senac:
“Em 1945, os empresários do comércio se reuniram em Teresópolis, no Rio de Janeiro, a fim de discutir a criação de uma estrutura para promover o trabalho e a justiça social. Naquele encontro, foram lançadas as sementes do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e do Serviço Social do Comércio (SESC). Ambas as instituições têm cumprido um papel extremamente importante na área de educação.
Especialmente em relação ao tema do seminário desta segunda-feira (10/11), o vice-presidente da CNC concluiu que o SENAC vem possibilitando, por meio da educação profissional e da produção de conhecimento voltadas para o Setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a inserção no mercado de trabalho de brasileiros que não querem apenas assistir ao crescimento do país, mas fazer parte dele. Disse mais: “A educação profissional é mais do que uma ponte para o mundo do trabalho, pois fomenta a inclusão social com vistas a tornar o Brasil mais justo e solidário”.
Senac Nacional e a educação continuada
O ensino profissionalizante não deve se limitar a cursos eventuais, na opinião da coordenadora do Centro Técnico Pedagógico do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Maria Helena Barreto Gonçalves. Durante o seminário, a professora destacou a formação continuada como estratégia do Senac para cumprir seus objetivos de oferecer capacitação técnica aos setores de comércio, serviços e turismo. “Organizamos a oferta de cursos de modo a atender aos desafios do mercado de trabalho”, explicou.
Segundo Gonçalves, essa filosofia orienta toda a prática pedagógica do Senac, desde sua criação, em 1946. Esse princípio, complementou, norteia o trabalho da entidade nos cursos de curta duração, de graduação e de pós-graduação. Assim, prosseguiu, o sistema permite que o profissional seja sujeito de seu itinerário de aprendizagem.
“Ele pode decidir quando e como estudar, de acordo com as suas possibilidades e seus interesses profissionais”, disse. A coordenadora ressaltou ainda que atualmente, cada vez mais existem empresas que motivam os trabalhadores a permanecerem em cursos de educação profissional continuada.
Expansão das escolas de ensino profissional
O coordenador-geral de planejamento e gestão da Secretaria de Ensino Profissional e Tecnológico do Ministério da Educação, Alexandre Vidor, anunciou que, segundo o plano de expansão do governo, até 2010 haverá 354 escolas de ensino profissional no País. Vidor destacou o papel da Câmara na aprovação, no último dia 5, do Projeto de Lei 3775/08, do Poder Executivo, que estabelece um novo modelo de ensino profissional e tecnológico ao criar a rede federal de educação profissional.
Encerramento
Ao encerrar o evento, o presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados, deputado João Matos, destacou que o Brasil tem tradição de formar bacharéis, em detrimento de investimentos em capacitação técnica. “Temos que inverter esses modelo, pois o mercado de trabalho requer cada vez mão-de-obra com especialização técnica”, enfatizou.
O presidente da CEC também ressaltou a importância para a educação brasileira da parceria com o Sistema CNC-Sesc-Senac, destacando os nomes dos seus presidente e vice-presidente, Antonio Oliveira Santos e Luiz Gil Siuffo Pereira, que empregam todos os esforços na realização desses encontros internacionais em prol do desenvolvimento educacional do Brasil.
Os debates foram presididos pelo deputado Severiano Alves (PDT-BA), que chamou atenção para o empenho da comissão em dialogar com os setores que representam todos os segmentos da educação no Brasil.
CNC, 11 de novembro de 2008.