Fusão de bancos aumenta polêmica em relação a MP

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A fusão entre o Itaú e o Unibanco, anunciada na segunda-feira (3), acirrou os ânimos na Câmara em relação à Medida Provisória 443/08, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprarem bancos em dificuldades. O líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), disse que a fusão reforça a importância da MP, pois é justo que os bancos públicos também tenham a oportunidade de adquirir outras instituições financeiras.

A fusão entre o Itaú e o Unibanco, anunciada na segunda-feira (3), acirrou os ânimos na Câmara em relação à Medida Provisória 443/08, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprarem bancos em dificuldades. O líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), disse que a fusão reforça a importância da MP, pois é justo que os bancos públicos também tenham a oportunidade de adquirir outras instituições financeiras. Já o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou que esse entendimento da base aliada mostra “a intenção estatizante do governo, com a qual não podemos concordar”.


Maurício Rands argumentou que a união entre o Itaú e o Unibanco é uma prova da consolidação do sistema bancário. E, segundo ele, não há motivos para excluir os bancos públicos desse processo, pois deve prevalecer o “princípio da isonomia”.


O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, também disse que a fusão mostra a relevância da MP. Ele afirmou que o negócio entre as duas instituições aumenta a solidez do mercado financeiro brasileiro, e este é o objetivo da MP.


Chinaglia queria que a medida fosse votada nesta quarta-feira (5). Porém, ela só deverá ser analisada no Plenário da Câmara na próxima semana.


Prazo em debate

De acordo com o líder do PT, o mecanismo que dá liberdade ao Banco do Brasil e à Caixa para comprar participações em outros bancos não deve ter prazo de vigência, como querem os oposicionistas. O líder do DEM discorda: “Se não for previsto um prazo, não haverá acordo [para votar a matéria], pois isso seria uma carta-branca ao governo para promover uma estatização absolutamente incompatível com as regras de mercado e com as necessidades da economia.”


O relator da matéria, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), já começou a debater o texto com as bancadas partidárias. Nesta terça-feira (4), por exemplo, ele conversou com deputados do DEM.

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