Confiança do comércio fecha 2018 no maior nível em cinco anos – Superadas as turbulências do cenário político, as expectativas em relação ao desempenho da economia são as maiores desde 2013. Três em cada quatro varejistas pretendem contratar mais nos próximos meses, e a percepção de acúmulo de estoques é a menor em quatro anos. Após as sequências de frustrações decorrentes do fraco desempenho da economia e do varejo ao longo de 2018, as avaliações em relação ao nível de atividade apresentaram melhoras significativas no último mês do ano de 2018.
Confiança do comércio fecha 2018 no maior nível em cinco anos – Superadas as turbulências do cenário político, as expectativas em relação ao desempenho da economia são as maiores desde 2013. Três em cada quatro varejistas pretendem contratar mais nos próximos meses, e a percepção de acúmulo de estoques é a menor em quatro anos. Após as sequências de frustrações decorrentes do fraco desempenho da economia e do varejo ao longo de 2018, as avaliações em relação ao nível de atividade apresentaram melhoras significativas no último mês do ano de 2018. O indicador que mede o grau de satisfação com as condições correntes (Iceac) registrou avanço de 5,4% em relação a novembro, já descontados os efeitos sazonais – maior crescimento desde fevereiro de 2018 (+6,7%).
Expectativas conjunturais para 2019 – No dia 10 de dezembro de 2018, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) realizou o IV Seminário de Análise Conjuntural com o objetivo de traçar possíveis cenários econômicos e políticos para este ano, com o economista Armando Castelar Pinheiro como mediador. O primeiro orador foi o pesquisador José Júlio Senna, que focou principalmente no âmbito internacional. Ele chamou a atenção para o fato da queda nos juros reais nos principais países desenvolvidos ter origem externa. Em seguida, a economista Silvia Matos analisou a conjuntura doméstica. Para ela, o movimento do câmbio dos últimos meses pode ser explicado pelo contexto internacional, com exceção para o mês de outubro, com forte influência do período eleitoral. Como conclusão, o mediador comentou que a redução nos juros reais mencionada anteriormente ajudou na situação fiscal nacional e alguns indicadores apresentaram melhora nos resultados após a greve dos caminhoneiros em maio.
Salário mínimo volta a ter aumento real em 2019 – Como tarefa deixada pelo antecessor, Michel Temer, o atual presidente, Jair Bolsonaro, assinou, no primeiro dia do ano, decreto que aumentou o valor do salário mínimo (SM) nacional em R$ 44,00, de R$ 954,00 para R$ 998,00. A taxa de crescimento de 4,6% abrange o primeiro ganho real do mínimo nos últimos três anos. Esse rendimento real aos que possuem renda e benefícios indexados ao SM foi possível, pois o Produto Interno Bruto (PIB)do País cresceu 1% em 2017. De acordo com a Lei nº 12.382, em vigor desde 2012, a regra para reajuste do SM corrente leva em conta o PIB registrado dois anos antes, e a inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). Em 2019, o governo Bolsonaro escolherá se mantém ou não a regra de valorização do mínimo nos próximos quatro anos. Vale lembrar que, antes da lei com a política para o valor do SM, ele era definido pelo presidente, a cada período anual.