Destaque da edição:
Destaque da edição:
A hora é esta – De longa data, os empresários do comércio vinculados à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo vêm se manifestando, coerentemente, sobre os grandes temas de interesse nacional que estão sendo negligenciados nos debates sobre as possíveis soluções para as dificuldades enfrentadas na conjuntura atual, principalmente no campo político e econômico. É nosso entendimento que a crise atingiu um perigoso ponto de ruptura, que precisa ser corrigido com urgência, antes que possa desaguar em uma crise social de sérias consequências. No campo das chamadas reformas de base, nossa convicção é de que o Governo, tanto o Poder Executivo, como o Legislativo, precisam coincidir nos esforços para concluir os diagnósticos da crise e a formulação das soluções. Há um amplo consenso no mercado sobre a necessidade de serem adotadas medidas urgentes para corrigir as principais causas responsáveis pela séria crise econômica. De um modo geral, podemos destacar três áreas onde, visivelmente, se impõe uma reforma urgente: Na área tributária, é evidente a necessidade de redução dos numerosos impostos e contribuições que pesam sobre o setor produtivo. Na atualidade, o Brasil ostenta uma carga fiscal que se aproxima de 38% do PIB, maior do que a de muitos países desenvolvidos, que ostentam serviços públicos de alta qualidade.
Outras matérias:
Serviços registram retração de 3,6% em 2015 – Em 2015, a receita bruta do setor de serviços recuou 3,6% em relação ao ano anterior, registrando, portanto, sua primeira variação negativa na série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) iniciada em 2012, quando o setor apurou avanço de 4,3%. Em 2013 e 2014, a PMS registrou variações de +4,1% e +2,5%, respectivamente. Em relação a dezembro do ano anterior, a retração chegou a 5,0%, a menor taxa desde setembro de 2015. Os destaques desta queda inédita do volume de receitas em 2015 foram os subsetores de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios (-6,1%) e os serviços prestados às famílias (-5,3%), entretanto, os demais subsetores obtiveram, respectivamente seus piores resultados anuais, a saber: serviços de comunicação e informação (0,0%), serviços profissionais administrativos e complementares (-4,3%) e, outros serviços (-9,0%). A PMS também aponta para uma difusão regional da retração do setor. Das 27 unidades da Federação, apenas o estado de Rondônia não apresentou queda real de receita, contra nove registros de taxas negativas em 2014. As regiões Nordeste (-5,5%), Sul (-4,0%) e Norte (-3,8%) lideraram as perdas, destacando os recuos nos estados do Amapá (-11,8%), Maranhão (-11,3%) e Amazonas (-9,8%). Nos serviços de transporte, a principal queda se deu nas atividades de transporte terrestre (-10,4%), enquanto nos serviços prestados às famílias, destacou-se o recuo mais significativo dos serviços de alojamento e alimentação (-5,5%). A queda mais acentuada da receita dos serviços prestados às famílias no quarto trimestre do ano passado (-6,1% ante os três últimos meses de 2014) e, principalmente no grupo transportes (-7,4%), reforçam a percepção de uma queda mais acentuada do PIB no 4º trimestre do ano passado.
PIB recua 3,8% em 2015 – Segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE, o PIB finalizou 2015 com queda de 3,8%, somando o valor de R$ 5,9 trilhões a preços correntes. Com isso, o PIB per capita foi de R$ 28.876, uma queda de 4,6% em relação a 2014. A Taxa de Investimento (FBKF/PIB) ficou em 18,2%, a menor desde 2007, quando ficou em 18,0%. A Taxa de Poupança (Poupança/PIB) foi de 14,4% em 2015. Este foi o primeiro resultado negativo nos últimos cinco anos. A última retração tinha sido em 2009 (-0,1%), além de ser a mais intensa da série histórica iniciada em 1996. Dentre este período, houve apenas esses dois recuos. Pelo lado da oferta, a Agropecuária foi a única atividade com crescimento, + 1,8%, apesar de ser a uma taxa menos intensa do que nos dois anos anteriores, +8,4% em 2013 e +2,1% em 2014. O Comércio teve oscilação negativa de 8,9%, também o pior resultado da série histórica, sendo responsável por uma participação de 10,5% no PIB. Em 2014, a participação deste setor era de 11,1% no PIB. A Indústria foi a atividade com maior queda, – 6,2%. Pela ótica da demanda, as Exportações conseguiram um avanço de 6,1%, enquanto as Importações caíram 14,3% no ano passado. Considerando a comparação do quarto trimestre de 2015, com o quarto trimestre de 2014, a queda nas Contas nacionais foi ainda maior. O PIB obteve recuo de 5,9%, dado também ocorrido na relação do quarto trimestre de 2014 com o quarto trimestre de 2013, apesar de ser com uma taxa menos negativa, -0,7%. A Agropecuária cresceu apenas 0,6%, acompanhada por uma retração de 8,0% na Indústria e de 4,4% nos Serviços. Considerando apenas o Comércio, houve redução de 12,4% no índice. Pela ótica da demanda, o maior destaque foi o setor externo, com aumento de 12,6% nas Exportações e queda de 20,1% nas Importações.
Panorama do Brasil na América Latina – Segundo o relatório do Banco Mundial sobre a perspectiva econômica global, a atividade econômica reduziu na região da América Latina e Caribe (ALC) em 2015, principalmente nas maiores economias, como o Brasil, devido à queda dos preços do petróleo, menos negociações com parceiros e problemas domésticos, tendo uma expectativa de melhora apenas no médio prazo. A diminuição dos preços do cobre, minério de ferro, ouro e grão de soja pioraram os termos de negociação de países da região, como o Brasil, Peru, Chile e República Dominicana. Os investimentos no território nacional têm-se reduzido desde 2013, e em 2015 a desconfiança do investidor aumentou por razão do escândalo da Petrobras, e também pelo aperto monetário e fiscal em conjunto com a aceleração da inflação, consolidando a menor expectativa de crescimento do PIB da região. Entretanto, a depreciação da taxa de câmbio deu suporte para a melhora das exportações líquidas, das quais o Brasil liderou com o aumento de 4% na América do Sul. O índice de preços do consumidor teve grande aceleração em algumas regiões da ALC. No Brasil, o aumento ocorreu por conta da diminuição de subsídios e aumento dos preços administrados, mas o principal fator foi a elevação da inflação subjacente, sem os efeitos sazonais. Ao contrário da diminuição das taxas de juros vistas na República Dominicana, Costa Rica, Guatemala e México, o Brasil, Colômbia, Chile e Peru aumentaram as taxas ao longo dos anos, na tentativa de conter o aumento dos preços.