Sumário Econômico 1431

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Destaque da edição:

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Sicomércio – 2015 (JC-1/12/2015) – Realizado o primeiro encontro em 1991, o Sicomércio, desde então, vem sendo palco das grandes ideias e da unidade de pensamento das entidades que compõem o Sistema Sindical do comércio. Vem consolidando uma estrutura forte, moderna, eficiente e de alta representatividade, viabilizada pela sincronia de mandatos e regramentos próprios, que estimulam o diálogo produtivo entre seus integrantes. O Congresso Nacional do Sicomércio 2015 conduziu o alinhamento de entendimentos e posicionamentos do setor, de forma a preparar a atuação dos líderes sindicais do comércio de bens, serviços e turismo, para um cenário realístico de enfrentamento da atual crise que vem afetando o desenvolvimento das atividades econômicas no Brasil. Para tanto, o Congresso se voltou para o necessário reconhecimento da importância do setor produtivo do comércio como o grande movimentador de riquezas no território nacional, e em sua fundamental contribuição, não apenas na geração de empregos, mas principalmente, na manutenção dos mesmos. De forma a viabilizar soluções para um País mais competitivo, o Sicomércio 2015 adotou, como uma das necessidades imediatas a serem implementadas, o necessário processo de modernização das relações de trabalho, fundado em alicerces sólidos, como a segurança jurídica, a valorização da negociação coletiva e, em especial, a redução dos custos trabalhistas.

 

Outras matérias:

Confiança do empresário do comércio atinge piso histórico em novembro – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu em novembro o menor valor da série histórica apurada pela CNC desde maio de 2011, com 80,1 pontos, ante os 81,9 pontos observados em outubro. Os três subíndices que compõem o Icec também registraram valores historicamente baixos, novamente com destaque negativo para a avaliação das condições correntes da economia. O Icec reduziu-se 3,4% na série com ajuste sazonal e 27,8% na base de comparação anual, corroborando a tendência de intensificação da piora da atividade econômica e das condições do mercado de trabalho. Novamente em novembro, o subíndice que mede as condições correntes (Icaec) foi o componente do Icec a registrar as maiores quedas, tanto na evolução mensal (-6,4%) quanto em relação ao mesmo mês do ano passado (-50,2%), e se encontra no menor nível da série histórica (39,0 pontos). A taxa negativa apurada no mês é, entretanto, a menor desde setembro, o que pode indicar, na margem, que a velocidade de deterioração da avaliação das condições correntes tem se reduzido. Todos os itens que compõem o Icaec, economia, setor e empresa, ampliaram suas quedas. A avaliação ruim por parte dos comerciantes alinha-se à evolução negativa da economia brasileira nos últimos meses. No varejo, a variação do volume de vendas do comércio varejista no conceito restrito acumulou recuo de 3,3% até setembro, segundo o IBGE. No comércio ampliado, a queda nas vendas foi de 7,4%.

Queda do PIB supera expectativas no 3º trimestre – De acordo com os dados das contas nacionais divulgados em 01/12 pelo IBGE, a economia brasileira encolheu 1,7% no terceiro trimestre de 2015, na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Pela ótica da produção, o setor agropecuário surpreendeu negativamente, oscilando -2,4%. A queda do setor primário foi acompanhada pela indústria (-1,3%) e pelos serviços (-1,0%). Apesar da retração menos intensa do que na leitura anterior (-2,1%), a economia brasileira registrou sua terceira queda consecutiva nessa base comparativa. O comércio (-2,4%) foi o segundo pior setor de atividade econômica, ficando atrás apenas da indústria de transformação (-3,1%) e registrou sua quarta queda seguida. Pelo lado da demanda, o destaque ficou com a retração dos investimentos (-4,0%), que acumularam nove trimestres seguidos de quedas. Sobressaiu ainda o consumo final das famílias (-1,5%), agregado que reponde por 63% do Produto Interno Bruto. O setor externo, por sua vez, contribuiu positivamente para o PIB, em decorrência, principalmente, da forte queda nas importações (-6,9%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2014, a economia registrou o seu pior desempenho em quase vinte anos. A queda de 4,5% foi a maior nesse tipo de comparação desde o primeiro trimestre de 1996 (-5,3%) sendo influenciada pelo recuo histórico nos investimentos (-15,0%). Outro reflexo da forte combinação entre as quedas no consumo, nos investimentos com a desvalorização cambial, as importações cederam 20,0% em relação ao terceiro trimestre de 2014.

Mercado espera retração de 3,50% para o PIB – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (04/12), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 10,44%, após chegar a 9,99% há quatro semanas passadas. Esta é a décima segunda aceleração consecutiva, continuando bem acima do limite superior da meta de inflação, e na sua maior estimativa desde o final do ano passado. Seguindo a mesma tendência de crescimento nas previsões, as projeções para 2016 aumentaram para 6,70%, maior do que a estimativa de 6,47% há quatro semanas. No curto prazo as projeções dos analistas são de 0,90% para novembro e 0,85% em dezembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,92% para novembro e 1,03% para dezembro, ambos os valores próximos ao mercado, apesar de maiores. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em outubro alcançou 9,93% no acumulado dos últimos 12 meses. Após a última reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic em 2015 ficou em 14,25%, assim como era esperado. A próxima reunião do Copom, já em 2016, será nos dias 19 e 20 de janeiro. A mediana das estimativas é que em 2016 a Selic termine o ano também em 14,25%. Este foi o terceiro avanço seguido nesta estimativa; há quatro semanas, a previsão para a Selic era uma mediana de 13,25% para o final de 2016.

Inovação e criatividade – Em tempos difíceis, como os de agora, quando a economia apresenta-se enfraquecida e sem perspectivas de recuperação no curto prazo, vale a pena observar que muitas empresas têm procurado fazer diferente para colher resultados diferentes. No ambiente hostil, é uma estratégia que pode vir a dar certo. Então, gerar estratégias que possam superar as expectativas dos clientes talvez seja um bom caminho para tornar a venda algo memorável, digna de ser guardada na memória dos consumidores. Agir desta maneira pode se transformar num diferencial para a empresa manter-se viva, evitar queda abrupta ou elevar receitas. Embora se saiba que não existem fórmulas e que as estratégias dependem da gestão, da governança, da missão, tipo de mercado no qual a empresa está inserida, impactos ambientais, entre outros; e, em particular, também da estrutura, porte, dos recursos utilizados bem como dos processos empregados na produção, alguns princípios devem prevalecer para o estabelecimento das diretrizes. De diversas maneiras, as empresas têm buscado cada vez mais o consumidor. Tal movimentação enseja despender energia e recursos inovadores para fazer com que haja sintonia com o mercado, em permanente mudança.

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