Sumário Econômico 1425

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Destaque da edição:

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Varejo se aproxima do seu pior resultado em 15 anos – Em agosto, as vendas do comércio varejista brasileiro registraram sua 7ª queda consecutiva (-0,9%), de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada em 14/10 pelo IBGE. Os segmentos do varejo que mais contribuíram para o pior resultado da série histórica do varejo na passagem entre os meses de julho e agosto foram os de combustíveis e de vestuário (-1,3% e -1,7%, respectivamente). No conceito ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (-5,2%) e de mate¬riais de construção (-2,3%), a queda foi ainda mais acentuada (-2,0%). Dos dez segmentos acompanhados pela PMC, oito registraram retração em relação a julho. Na comparação com agosto do ano passa¬do, a queda do varejo restrito superou as expectativas, mostrando recuo pela quin¬ta vez consecutiva (-6,9%). Os segmentos que mais contribuíram para o pior desempenho do varejo nessa base comparativa foram os de hiper e supermercados (-4,8%), móveis e eletrodomésticos (-18,6%) e vestuário (-13,7%). Juntos, estes três ramos responderam por 82,6% do pior resultado interanual do varejo desde março de 2003 (-11,3%). No varejo ampliado, as quedas significativas nos segmentos automotivo (-15,7%) e de materiais de construção (-9,1%) levaram a média das dez ativi¬dades pesquisadas a registrar o seu pior desempenho para os meses de agosto na série histórica da pesquisa. Em termos regionais, o varejo restrito registrou quedas mensais em 23 das 28 unidades da Federação, destacando-se, em agosto, a média dos Estados da região Nordeste (-2,4%). Em relação a agosto de 2014, todas as unidades da Federação apuraram quedas nas vendas, destacando-se, novamente, a mesma região (-9,6%).

 

Outras matérias:

Expectativa para o IPCA continua sendo elevada – No último relatório Focus divulga¬do pelo Banco Central (23/10), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 9,85%, após chegar a 9,46% há quatro semanas passadas. Esta é a sexta aceleração consecutiva, continuando bem acima do limite su¬perior da meta (6,50%), e na sua maior estimativa desde o final do ano passado. Acompanhando este crescimento nas previsões, as projeções para 2016 au-mentaram pela décima segunda semana consecutiva, para 6,22%, ultrapassando a estimativa de 5,87% há quatro sema¬nas. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,78% para outubro e 0,60% em novembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,81% para outubro e 0,63% para novembro, ambos os valores próximos ao mercado, apesar de ligei¬ramente maiores. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em setembro alcançou 9,49% no acumulado dos últimos 12 meses. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2015 em 14,25%, estimativa estável há 13 semanas. Ou seja, sem mais acréscimos ao longo do ano. A próxima reunião do Copom será nos dias 24 e 25 de novembro, quando se espera que a meta da Selic não seja alterada. A previsão é que em 2016 a Selic recue e termine o ano em 13,0%, menor do que a taxa atual de 14,25%. Há quatro semanas, a previsão era de que os juros fossem de 12,50% ao final de 2016. A mediana para o crescimento do PIB de 2015 piorou pela décima quinta se¬mana seguida, para uma expectativa de retração de 3,02%, contra uma queda de 2,80% esperada há quatro semanas. O resultado das Contas nacionais divulgado pelo IBGE mostrou retração de 2,6% no segundo trimestre, contra o mesmo período de 2014. Para 2016, espera-se uma queda de 1,43%, uma piora em relação ao crescimento de 0,1% realizado em 2014.

Declaração Ambiental de Produto (DAP) – A Declaração Ambiental de Produto – DAP (em inglês, Environmental Product Declaration (EDP)), que é uma rotulagem que quantifica os impactos ambientais e fornece informações com base em uma Análise do Ciclo de Vida (ACV) do produto. O grande diferencial deste selo é que os dados apresentados são revisados, verificados e validados por uma terceira parte, o que garante transparência e credibilidade do rótulo aplicado. A DAP vem sendo amplamente utilizada para comprovação de práticas am¬bientais na comunicação com os consumidores (business-to-consumer – B2C), com empresas clientes e fornecedores (business-to-business – B2B) e também na participação das empresas em licitações públicas, como um critério diferencial. Na Europa, já existem mais de 1600 produtos que possuem a decla¬ração, e que, por isso, têm se destacado no setor de compras sustentáveis. O Instituto Nacional de Metrologia (In¬metro) iniciou o processo para implantar no País um programa que permite avaliar o desempenho ambiental dos produtos nacionais. A intenção é que, a partir de uma Declaração Ambiental de Produto (DAP), a indústria brasileira consiga demonstrar para outros merca¬dos o perfil ambiental de seu produto, baseado na avaliação de seu ciclo de vida, fornecendo informações sobre suas propriedades ambientais de forma padronizada e objetiva. O desenvolvimento de rótulos ambien¬tais baseados em Avaliação do Ciclo de Vida (AVC) é uma das principais ações do Programa Brasileiro de Avaliação do Ciclo de Vida (Pbacvc), aprovado pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), em dezembro de 2010, e conduzido em parceria entre o Inmetro e o Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia (Ibict).

A internet no continente americano – A revolução provocada pelas te-lecomunicações e pela internet, embora ainda muito desigual, já vem alcançando e beneficiando o mundo in¬teiro. Os dados mais recentes apontam que 45% da população mundial já está conectada, e que, em números absolu¬tos, a Ásia já conta com 1,5 bilhão de pessoas com acesso à rede mundial de computadores, ou 39% da população desse continente. Essa distribuição é mais ampla na América do Norte, onde 89% da população tem acesso à rede. Esse coeficiente de participação também é ampliado na Oceania e na Europa, em torno de 73%. Mas ao observarmos o desempenho da taxa de crescimento no período 2000/2014, vemos que as regiões mais atrasadas também buscam participar dessa rede, apresentando expressivas taxas de crescimento. E isso vale especialmente para a Ásia, América Latina e Oriente Médio. Já para a África, ainda que a taxa de crescimento em 15 anos tenha sido de impressionantes 6.800 %, apresenta a deformação de iniciar a série com uma base muito baixa, tanto assim que o nível de inclusão da população é de apenas 27%. Na América do Norte, onde a internet está praticamente universalizada e beneficia quase toda a população, se des¬taca o Canadá, com 95% da população conectada, enquanto nos EUA são 87%, mais que o dobro da média mundial, de 40%. Essa expressiva democratização da internet fica ainda mais patente quando se observa que a América do Norte conta com apenas 4,9% da população mundial – cerca de 354 milhões de pessoas – mas 10,2% da população mundial de internautas. A comparação dos números da internet entre as regiões do continente americano, evidencia um ainda grande gap digital entre a América do Norte e as demais áreas. Mas a adoção de políti¬cas públicas acertadas e a redução nos custos de hardware, dos serviços de comunicação e de facilidades no uso dos equipamentos vêm permitindo maior inserção das populações dos países de menor desenvolvimento relativo. Em números absolutos, o Brasil lide¬ra o ranking da América Latina. Já são 110 milhões de internautas, que correspondem a 50% dos usuários da região. Porém, o nível de inserção da população ao meio ainda é insatisfa¬tório, na casa de 54%.

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