Destaque da edição:
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Queda nas vendas demandará menos vagas temporárias de final de ano – A expectativa de que as vendas do varejo voltadas para o próximo Natal registrem seu pior resultado em pelo menos doze anos deverá frear a demanda por trabalhadores temporários em 2015. Segundo estimativa da CNC, o faturamento real do setor deverá cair 4,1% em relação ao Natal passado. A confirmação desse quadro levaria o se¬tor a registrar a primeira retração nessa data comemorativa, no levantamento realizado pela entidade desde 2004. O Natal é a principal data comemorativa do varejo, com previsão de movimenta¬ção financeira de R$ 32,2 bilhões em 2015. Afetado pela significativa desva¬lorização cambial, pela inflação eleva¬da e, sobretudo, pelo encarecimento do crédito, o segmento de móveis e eletro¬domésticos deverá experimentar, em 2015, retração ainda maior (-16,3%) do que aquela verificada no mesmo período de 2014 (-2,5%).
Outras matérias:
Expectativa para IPCA em seu maior nível – No último relatório Focus divulga¬do pelo Banco Central (02/10), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 9,53%, após chegar a 9,29% há quatro semanas passadas. Esta é a terceira aceleração consecuti¬va, continuando bem acima do limite superior da meta (6,50%) e na sua maior estimativa desde o final do ano passa¬do. Acompanhando este crescimento nas previsões, as projeções para 2016 aumentaram para 5,94%, ultrapassando a estimativa de 5,58% há quatro sema¬nas. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,51% para setembro e 0,53% em outubro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,54% para setembro e 0,60% para outubro, ambos os valores próxi¬mos ao mercado, apesar de ligeiramente maiores. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em agosto alcançou 9,53% no acumu¬lado dos últimos 12 meses. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2015 em 14,25%, estimativa estável há dez semanas.
Conselho de Economia – Na manhã do dia 28 de setembro, os membros do Conselho de Eco¬nomia da Fecomércio-SP reuniram-se na sede desta federação, para debater a conjuntura econômica brasileira. Para esse fim, compareceram represen¬tantes da LZN Consultoria (presidente do Conselho), Tendências, Fecomércio¬-SP, CNC, USP, Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abi¬nee), Deux Consultoria, Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), IPEA, Associação Comercial de São Paulo, FIPE-USP e Banco Votorantim. A reunião do Conselho tem como ca¬racterística precípua a de ser setorial. O que significa que cada presente tem a oportunidade de apresentar estatísticas, mostrar projeções, fazer análises sobre a área que representa, bem como demonstrar a percepção da conjuntura sob a ótica do seu mercado. Dessa forma, apesar de revelarem as es¬pecificidades setoriais, os conteúdos en¬contram-se influenciados pelas flutuações do mercado, devido ao fato de estarem contextualizados pela macroeconomia, pela performance agregada da economia, a qual é revelada através do desempenho das principais contas, subcontas e indicadores representativos do produto e da demanda.
A alternativa do comércio eletrônico – No atual cenário econômico, onde o desemprego vem afe¬tando também profissionais qualificados – e sem perspectiva de reco¬locação a curto prazo – é natural a busca por alternativas que apontam para a montagem de um negócio próprio. À primeira vista, aparenta ser contraditório tentar iniciar um empreendimento em um momento de crise e, que ninguém se engane, as dificuldades não serão poucas. No entanto, se sabe que na China, o mesmo ideograma que representa a palavra “crise”, também representa “oportunidade”. E o comércio eletrônico é uma das alternativas que vêm sendo elei¬tas pelos novos empreendedores, inclusive para pequenos negócios. Não que isso represente uma vara de condão ou que não exija um alto grau de profissionalismo. Ao contrário, o estabelecimento de um Plano de negócio realista, a desco¬berta ou escolha de um nicho de mercado significativo (nada de pen¬sar em lojas virtuais de variedades, pois isso é coisa para os grandes players), a elaboração e execução de um plano de marketing e divul¬gação – incluindo blogs e participa¬ção em redes sociais – e o cuidado com a logística, respeitando prazos de entrega e uma política de trocas eficaz, são elementos-chave para o sucesso do negócio.