Destaque da edição:
Destaque da edição:
Vendas para o Dia das Crianças terão 1ª queda em 12 anos – A CNC prevê queda de 2,8% nas vendas. Com poder de compra em queda e prestações mais caras, lojas especializadas na comercialização de brinquedos serão as únicas a apurar alta com a data. Assim como tem ocorrido nas demais datas comemorativas do comércio de 2015, o volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Crianças deverá re¬gistrar seu pior resultado dos últimos 12 anos. De acordo com a previsão da CNC, as vendas nessa data comemora¬tiva deverão registrar queda real de 2,8% em 2015. O Dia das Crianças é a quarta data mais importante do calendário do varejo brasileiro, devendo movimentar R$ 4,3 bilhões neste ano. O segmento de artigos de uso pessoal e doméstico deverá ser o único a apu¬rar alta nas vendas (+4,6%). Principal responsável pela comercialização de brinquedos e eletroeletrônicos, esse ramo deverá responder por 37,5% do faturamento do varejo com a data em 2015. Apesar do avanço, o crescimento das vendas nesse segmento será menor do que aquele verificado no mesmo período de 2014 (+7,9%). A previsão da entidade é de que os outros ramos influenciados pela data, como hiper¬mercados (-2,8%), vestuário (-3,2%) e livrarias (-12,3%) registrem quedas em relação ao ano passado.
Outras matérias:
Resultado do setor externo em agosto – O Banco Central divulgou na última semana os dados do Balanço de Pagamentos (BP) de agosto. As tran¬sações correntes registraram déficit de US$ 2,5 bilhões no oitavo mês do ano, redução de 61% em relação a agosto de 2014. O resultado ficou abaixo das expectativas dos 22 participantes do levantamento do Broadcast Agência Estado, em que a mediana das esti¬mativas era de US$ 3,25 bilhões. O resultado acumulado no ano é defici¬tário em US$ 46,1 bilhões, 30% menor do que o déficit registrado no mesmo período do ano passado. Destaca-se que o Banco Central adotou nova metodologia para le¬vantamento dos dados do Setor ex¬terno, no início deste ano, seguindo os padrões da última versão de apre¬sentação do Balanço de Pagamentos do FMI. Com as mudanças, algumas séries estão disponíveis apenas a partir de janeiro de 2014. A melhora no saldo da conta corrente em 2015 reflete especialmente a melhora do saldo da balança comercial, que acumu¬lado entre janeiro e agosto deste ano está superavitário em US$ 6,3 bilhões − ante os US$ 888 bilhões negativos observa¬dos no mesmo período do ano passado.
Varejo eletrônico acima da crise – Nem tudo é notícia ruim na econo¬mia. Passando por cima da crise, o varejo eletrônico brasileiro vem apre¬sentando resultados agregados muito positivos. De acordo com a 32ª edição do relatório WebShoppers, produzido pela E-bit/Buscapé, o setor faturou R$ 18,6 bilhões no primeiro semestre de 2015, o que significa um crescimento de 16% em relação aos seis primeiros meses de 2014. De acordo com o trabalho, 17,6 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra em lojas virtuais brasileiras, somando 49,4 milhões de pedidos no período. Isso representa uma queda de 7% no volume de compradores, o que, a princípio, revela uma contradição com o faturamento do canal. Aliás, o grande impulsionador do bom resultado do faturamento foi o valor do tíquete médio, 13% maior em relação ao primeiro semestre de 2014, atingindo a média de R$ 377, justificado princi¬palmente pelo maior volume de vendas em categorias como Eletrodomésticos e Telefonia/celulares.
III Prêmio em Estudo de Economia e Mercado Florestal – De acordo com a Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), entidade vinculada ao MMA, está com inscrições abertas, até o dia 29 de janeiro de 2016, para a terceira edição do Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudo de Economia e Mercado Florestal, nas categorias graduando e profissional. Po¬dem concorrer trabalhos individuais e em grupo, de candidatos de qualquer nacio¬nalidade, idade ou formação acadêmica. A premiação está prevista para o dia 21 de março de 2016, na semana em que se comemora o Dia das Florestas. De acordo com a Gerência de Planejamento Florestal (GPlan) do Serviço Florestal Brasileiro, o concurso tem a finalidade de estimular estudos e pesquisa na área de economia e mercado florestal. O foco é a produção sustentável no Brasil, seus desafios e perspectivas so¬cioeconômicas e ambientais, além de permitir a criação de um portfólio de estudos que contribuam para o avanço da capacidade do SFB.
Fórum Nacional II – Em continuidade ao texto do Fórum Nacional, sessão especial, que aconteceu na sede do BNDES-RJ, nos dias 15 e 16 de setembro, desta vez aproveitamos para destacar duas inter¬venções: a do coordenador, ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Veloso, e a do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Carlos Pastoriza. Reis Veloso atacou os problemas sociais e seus efeitos, alertando para a necessi¬dade de haver maior geração de opor¬tunidades para os pobres, processo que alavancaria as grandes massas. Para isso, a modernização das instituições políti¬cas seria importante. A reforma política consistiria num passo, com o Congresso Nacional exercendo papel fundamental para o alcance do equilíbrio fiscal e de outras reformas também relevantes. A saída da crise atual poderia encontrar soluções em eixos como a educação, o espírito empreendedor e os investimen¬tos em infraestrutura. A educação deve¬ria ser universal e o aprendizado para a vida toda. A difusão do conhecimen¬to poderia atingir todos, em especial as pessoas de baixa renda. O espírito empreendedor seria desenvolvido para aumentar a competitividade e o surgi¬mento de novas empresas. O papel do setor privado seria fundamental para o crescimento econômico. A infraestru¬tura seria o corolário dos investimentos públicos e privados para expandir a competitividade. A rentabilidade das concessões teria que atrair recursos. En¬tão, Veloso propôs a criação do imposto único (espécie de taxa ou pedágio) a ser pago exclusivamente pelos usuários do serviço ou do sistema de concessões, como aconteceu na década de 1960 e 1970, quando a demanda era bem atendida e o País comportava boa infraestrutura.