Destaque da edição:
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Receita de serviços cresce 2,3% no 1º semestre – A receita bruta do setor de serviços acumulou alta de 2,3% no pri¬meiro semestre de 2015, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (18/08) pelo IBGE. O crescimento no ano tem sido puxado pelo comportamento da receita dos serviços profissionais, técnicos e administrativos prestados às empresas (+6,0%). O resultado apurado pela PMS foi o pior para um primeiro semestre, desde o início da série histórica, em 2013. Os estados com melhor desempenho no primeiro semestre foram Rondônia (+7,3%), Pará (+5,5%) e Ceará (+4,6%). No mesmo período do ano passado, por exemplo, houve alta de 7,4%. No comparativo com o mesmo mês de 2014, houve variação positiva de 2,1%, com aceleração ante os +1,0% da leitura de maio. Considerando apenas a base comparativa intera¬nual, o aumento da receita verifi¬cado em junho foi o menor para o mês desde o início da série histórica da PMS, iniciada em 2013. Os seg¬mentos com as maiores taxas nessa comparação foram os serviços pro¬fissionais, administrativos e comple¬mentares (+5,9%) e os transportes e correios (+4,4%). Já os serviços de informação e comunicação (-1,7%) impediram uma alta maior da receita nominal do setor terciário.
Outras matérias:
Promoção comercial, investimento e cooperação industrial Brasil–Japão – No último dia 03 de setembro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) sediou reunião do Comitê de Promoção Comercial e Cooperação Industrial Brasil¬-Japão, que tem conduzido às negociações de um potencial acordo de cooperação, promoção comercial e investimentos entre Brasil e Japão. O Comitê bilateral é composto pela CNI, a Federação Ja¬ponesa de Negócios (Keidanren), além de representantes do próprio MDIC, e do Ministério de Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI). O objetivo da reunião foi a atualiza¬ção e a continuidade da discussão da agenda de interesses dos setores priva¬dos, o que, potencialmente e em breve, culminará na assinatura do Acordo de Parceria Econômica entre os dois paí¬ses. Estão no radar da parceria a certi-ficação de origem, investimentos em infraestrutura, parcerias público priva¬das, negociações de serviços, projetos de mobilidade urbana, energia, setor au-tomotivo, peças e bens intermediários, instrumentos cirúrgicos, hub logístico para o pré-sal, inserção das empresas brasileiras nas cadeias globais de valor, aumento da participação das pequenas e médias empresas no comércio bilateral, entre outros assuntos.
Taxa de inadimplência em seu maior nível – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema finan¬ceiro aumentaram 0,3% no sétimo mês de 2015, contra o mês imediatamente anterior, 0,9 ponto percentual abaixo do maior resultado do ano, ocorrido em março, de 1,2%, enquanto em abril hou¬ve estabilidade. Sendo que em janeiro houve a pior taxa do ano, com queda de 0,2%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, repre-sentando 54,5% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho de 2015, a variação foi de +9,9%, 1,3 p.p. abaixo da variação de 11,2% observada no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano até julho, o resultado foi um crescimento de 3,1% no crédito. Em relação ao crédito com recursos livres para Pessoa Física (PF), a taxa média de juros mostrou aumento de 1,1 p.p. no mês, alcançando o nível de 59,5% a.a., o maior nível da sé¬rie histórica iniciada em março de 2011. A última queda registrada foi em dezembro do ano passado, com redução de 1,5 p.p. na taxa de juros. Em relação ao final do ano passa¬do, dezembro de 2014, já houve um aumento de 9,9 p.p.. Contra o mês de julho de 2014, houve avanço ainda maior, de 10,0 p.p.. Cheque especial, com juros de 246,9% a.a., foi o maior destaque, seguido por Aquisição de outros bens (84,3% a.a.). Enquanto Aquisição de veícu¬los teve a menor taxa, 24,5% a.a.. Cheque especial foi a categoria com maior aumento na taxa de juros, tanto na comparação com julho de 2014 (+74,4 p.p.) quanto em relação a junho de 2015 (+5,6 p.p.). Aquisição de veículos foi a única modalidade com redução em sua taxa na compa¬ração com o mês anterior, -0,2 p.p.. Em relação a julho de 2014, todas as taxas aumentaram.
Dispositivo para medir a qualidade do ar é anunciado pelo PNUMA – A poluição atmosférica traz prejuízos, não somente à saúde e à qualidade de vida das pessoas, mas também acarreta maiores gastos do Estado, decorrentes do aumento do número de atendimentos e internações hospitalares, além do uso de medicamentos, custos esses que poderiam ser evitados com a melhoria da qualidade do ar dos centros urbanos. De acordo com informações da Organi-zação Mundial de Saúde (OMS), mais de 100 milhões de pessoas na região são ex¬postas a níveis de poluição que excedem os limites recomendados. Um dispositivo capaz de medir a qualida¬de do ar, com um custo 100 vezes inferior às soluções atuais foi anunciado no dia 31 de agosto de 2015, em Nairóbi (Quênia), na sede do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), ofe-recendo a possibilidade de revolucionar o controle de qualidade do ar em países em desenvolvimento. O aparelho, capaz de reunir todos os parâ¬metros vitais da qualidade do ar, custará em torno de US$ 1.500 dólares por unida¬de, permitindo aos governos estabelecer uma rede móvel e estática de pontos de controle, por cerca de US$ 150 mil a US$ 200 mil dólares. Atualmente, este orça¬mento é utilizado para estabelecer apenas um ponto de monitoramento.
Compre do pequeno – Está pelo menos na internet uma cam¬panha para sensibilizar consumidores a respeito da necessidade de fortalecer os pequenos negócios na hora das compras. A ação é mais do que louvável, ao consi¬derar principalmente a atual conjuntura econômica, na qual os pequenos negócios são mais frágeis e suscetíveis às oscilações do mercado. Com data focal para o próximo dia 05 de outubro, dia em que se comemora o Dia da Micro e Pequena Empresa, (coinci¬dentemente, também é o aniversário da Constituição Federal de 1988), o movi¬mento Compre do pequeno negócio vem tomando vulto, gradativamente, à medida que vai ocupando espaço nos acessos dos internautas às redes sociais. Assim, o movimento também vai ganhan¬do mais apoio e adesões, com destaque para acolhimento das organizações em¬presariais de grande porte, que reconhe¬cem a importância do segmento de menor porte para a completude do atendimento da demanda. Afinal de contas as MPEs são as responsáveis por irrigar a produção por todas as áreas do País, infiltrando bens e serviços, gerando emprego e renda e abrindo novas oportunidades de negócios. Como foi mencionado, o objetivo das ações da campanha é o de conscientizar consumidores para as compras junto às MPEs, uma vez que priorizando gastos nestes estabelecimentos os vendedores poderão impulsionar suas vendas e, desta maneira, potencializar condições para as empresas poderem reforçar o caixa para superar os tempos difíceis.