Sumário Econômico 1416

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Destaque da edição:

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ICF atinge piso pela sétima vez em 2015 – Em agosto, o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 81,8 pontos, em uma escala que varia de 0 a 200. O indicador antecedente da CNC apurou queda de 32,3% em relação ao mesmo mês de 2014, alcançando, pelo sétimo mês seguido, seu valor mais baixo em toda a série histórica. A percepção das condições correntes do mercado de trabalho por parte das famílias recuou 22,1% em relação ao nível de um ano atrás. Essa queda adveio de uma deterioração mais acentuada na avaliação do nível de renda corrente (-26,6%). De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, o varejo registrou, de janeiro a junho de 2015, seu pior resultado (-2,2% no conceito restrito) em termos de volume de vendas em um primeiro semestre desde 2003 (-5,6%). Diante da deterioração das condições de consumo ainda em curso, recentemente a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo revisou de -1,9% para -2,4% sua expectativa quanto à variação do volume de vendas para o varejo restrito em 2015. Apropriando o desempenho esperado pelos segmentos de materiais de construção e comércio automotivo, a previsão da CNC para o fechamento do ano corrente aponta para uma queda de 6,5%. Somam-se a esse cenário os reflexos negativos oriundos do mercado de trabalho sobre os níveis de confiança dos consumidores. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas, atingiu, em julho, seu patamar mais baixo em toda a série histórica, iniciada em setembro de 2005.

 

Outras matérias:

Dimensionando a dependência das exportações da América Latina para a China – Recente trabalho produzido pelo segmento de pesquisas e análises econômicas do Banco BBVA analisa a dependência dos países latino-americanos das exportações para a China. Foi construído um índice de dependência de exportação para identificar os setores e países da América Latina mais expostos às flutuações na demanda chinesa. A pesquisa mostrou que a dependência da América Latina em relação à China aumentou para a maioria dos países e produtos ao longo dos anos avaliados, mas enquanto a economia chinesa desacelera, os países experimentam a diminuição em seus volumes de exportações, assim como nos preços das commodities. A fim de reequilibrar as relações comerciais com a China, os países latino-americanos precisam pensar em dinamizar as pautas de exportações, além das commodities. Esse dinamismo terá efeito com esforços para exportações de novos produtos que agregam novas tecnologias e para as exportações de serviços, já que a China é o segundo maior importador de serviços comerciais do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Brasil e Alemanha garantem menos carbono – Em artigo publicado pela Assessoria de Comunicação (Ascom) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Alemanha e o Brasil acordaram declaração conjunta para reduzir o avanço das mudanças climáticas. A presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciaram, no dia 20 de agosto, o compromisso de ambos os países na “descarbonização” de suas economias. A declaração alinha-se com os interesses do Brasil e da Alemanha, em relação ao acordo internacional sobre mudanças do clima, que será realizado em dezembro de 2015, em Paris, e à 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 21), quando representantes de cerca de 200 países estabelecerão um novo acordo global, com compromissos para todos mitigarem emissões de gases de efeito estufa (GEEs). O novo acordo é fundamental para criar o ambiente favorável e acelerar a transição para uma nova economia de baixo carbono. Entendemos que a liderança do Brasil no processo de transição, associando inovações na esfera pública, no setor privado e no terceiro setor, será fator fundamental de competitividade e inserção da economia brasileira no contexto global.

Para arrefecer efeitos – No corrente ano, mais de 250 concessionárias fecharam as portas. O fim se deu com a demissão de 12 mil pessoas também. Mau sinal, emitido por um setor formado por uma complexa cadeia, que envolve a articulação de diversas empresas, como montadoras, produtoras de autopeças, revendedoras de peças, equipamentos e automóveis, entre outras. A partir de 2013, as vendas do segmento automobilístico começaram a revelar declínio, reflexos da retração do mercado consumidor em face da inflação e do aumento dos juros. De lá para cá, é possível compreender que o que aconteceu com as concessionárias foi fruto dos ajustes no mercado. As medidas adotadas por dois bancos públicos (CEF e BB) para estimular financiamentos em condições atraentes para as empresas do segmento podem ser, ao mesmo tempo, estimulantes e, por outro lado, encaradas como paliativos, enquanto as vendas não se reanimam, podendo gerar fôlego para as empresas enfrentarem a crise, mitigando alguns efeitos sobre o mercado de trabalho.

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