Sumário Econômico 1390

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Destaque da edição:

 

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Retomada incerta do setor será desafio à confiança dos empresários em 2015 – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio fechou 2014 com queda de 13,4% ante o último mês de 2013. Essa foi a maior queda do indicador nessa base comparativa em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2011. A maior insatisfação com as condições atuais do setor e da economia cedeu 22,6%, levando esse subíndice a um novo piso histórico. Os demais subíndices relativos às expectativas (-9,9%) e aos investimentos (-10,3%) acompanharam esse movimento, embora em menor magnitude. Na comparação com o mês anterior, registrou-se a quarta queda seguida (-2,5%), a maior desde fevereiro de 2014. A estagnação da economia e o menor crescimento das vendas do comércio dos últimos 11 anos foram os maiores responsáveis pelo comportamento negativo da confiança do setor em 2014. Para 2015, a CNC projeta alta de 3,6% nas vendas. O subíndice que mede as condições atuais registrou a 17ª queda consecutiva na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando 76,6 pontos, seu menor nível desde o início da pesquisa. No comparativo mensal, o recuo de 6,7% foi o maior desde agosto de 2014 (-9,2%). Destacaram-se na composição do Icaec as quedas em ambas as bases comparativas no quesito que avalia o desempenho da economia brasileira.

 

Outras matérias:

• Inflação se situa abaixo do teto da meta em 2014 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,78% em dezembro, fechando o ano em 6,41%, abaixo do teto estipulado no regime de metas de inflação (6,5%). Em 2013, o índice apresentou menor aceleração, com alta de 5,91% na mesma base de comparação. A inflação em dezembro foi puxada principalmente pela alta dos preços das passagens aéreas, alimentação fora do domicilio e carnes. Esses itens registraram elevação de 42,5%, 1,3% e 3,7%, respectivamente. Juntos, contribuíram com 0,37 p.p., quase metade de toda a alta do índice total. A maior aceleração dos preços desses itens levou os grupos alimentação e transportes a registrar os maiores impactos sobre o IPCA, com altas de 1,08% e 1,38%, respectivamente, respondendo por 67% da toda a alta da inflação no período. O percentual de itens com variação positiva no IPCA, o chamado índice de difusão, registrou 68,5% no mês passado, resultado superior aos 61,6% de novembro. Analisando o comportamento da inflação em 2014, o índice mais uma vez se situou acima do centro da meta, porém dentro do teto estipulado. Dentre os grupos, alimentação e habitação obtiveram os maiores impactos sobre o IPCA, com altas de 8,03% e 8,80%.

• Indústria volta com resultados negativos em novembro – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial retraiu 0,7% em novembro de 2014, após um crescimento de 0,1% em outubro e queda de 0,3% em setembro. Ao longo do ano foram seis meses com taxas abaixo de zero, em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A indústria extrativa recuou 0,7%, o terceiro resultado negativo de 2014. Enquanto a de transformação recuou 1,2%, após aumento de 0,4% em outubro. Houve retração na maioria das categorias de uso analisadas, sendo bens intermediários a única exceção, com estabilidade, e bens de consumo o maior destaque (-0,9%). Bens de consumo duráveis obteve desaceleração de 2,1%. Na comparação com novembro de 2013, houve uma queda de 5,8%, continuando a tendência negativa observada em dezembro de 2013. Diferentemente da análise anterior, a indústria de transformação, com recuo de 7,0%, foi a principal influência, sendo que a indústria extrativa acelerou 4,1%. Em ambos os casos houve continuidade de suas tendências. Parecido com o observado na comparação anterior, todas as categorias de uso recuaram, com bens de capital mostrando o maior resultado negativo (-9,7%) e bens de consumo duráveis com queda de 11,0%.

• A reciclagem de garrafas PET – A embalagem PET (polietileno tereftalato) é considerada por alguns ambientalistas como um dos resíduos mais prejudiciais ao meio ambiente, devido ao longo tempo que o material leva para se desfazer na natureza. No caso em que as garrafas não têm destinação adequada e são descartadas diretamente na natureza, temos um problema ainda mais grave. Geralmente as garrafas vão parar nos rios, agravando a poluição da água e o problema das enchentes. O plástico demora mais de 100 anos para se decompor, e pode causar até a perda de biodiversidade. Fragmentos de plástico podem ser consumidos por animais que os confundem com comida, levando-os à morte. Isto está se tornando especialmente grave nos oceanos, onde estudos indicam que boa parte das águas já está contaminada. Algumas avaliações apontam o PET como o responsável por 5% do lixo urbano no País. O descarte inadequado do produto também gera problemas, sendo um foco de proliferação de insetos em terrenos baldios e um fator de poluição de rios e córregos. A produção brasileira de PET em 2012 foi de 562 mil toneladas, sendo 59% (331 mil/t) delas recicladas. Os principais consumidores de PET reciclado no Brasil são o setor têxtil, com 38,2% de participação, seguido das resinas insaturadas e alguídicas (usada na fundição e areia), com 23,9%. Outras embalagens (de alimentos e não alimentos) consomem 18,3% do volume reciclado.

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