Sumário Econômico 1388

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Destaque da edição:

 

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A CNC, MPEs e Empresômetro – Com presença cada dia mais atuante na economia brasileira no tocante à geração de novos negócios, emprego e renda, as micros e pequenas empresas (MPEs) respondem por 52% dos empregos formais e participam com 27% do Produto Nacional. Em 2001, a participação das MPEs no PIB atingia 23%, mas a tendência é ultrapassar 30% até 2021 e caminhar para alcançar 50% até 2050. As leis que beneficiam as MPEs apontam nessa direção, se o tratamento diferenciado continuar sendo aprimorado e, sempre que possível, houver sensibilidade política do Governo e das entidades representativas para com a importância das MPEs no processo de estabelecimento de uma sociedade mais justa e equitativa. Para esse fim, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo tem contribuído intensamente, junto com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), o Fórum Permanente das MPEs e o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). No dia 18 de novembro foi lançado o portal Empresômetro MPEs, visando suprir uma lacuna com relação à escassez de informações, que permitam um diagnóstico mais preciso e a formulação de políticas. Esse Portal pode ser acessado em: http://empresometro.cnc.org.br/, onde o usuário obterá dados a respeito das MPEs, com informações que correspondem a um raio X quantitativo do segmento, em tempo real.

 

Outras matérias:

O crédito e o freio no consumo – Os dados das Contas Nacionais para o terceiro trimestre deste ano revelaram uma estagnação da demanda por consumo das famílias, contribuindo para o fraco resultado do PIB no período. O consumo das famílias recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior e o resultado do PIB foi um crescimento de apenas 0,1%. Nos últimos quatro trimestres, a despesa de consumo das famílias continuou sendo a principal contribuição positiva para o crescimento do PIB, com expansão de 1,5%. Entretanto, foi o pior resultado desde 2004. A desaceleração do consumo das famílias está relacionada ao comportamento do crédito às pessoas físicas, que manteve a trajetória de moderação em 2014. O crédito para as famílias está mais caro e escasso, e essas estão se mostrando mais cautelosas em relação ao consumo e ao endividamento. O saldo de crédito das famílias junto aos bancos apresentou, até outubro, um crescimento anual de 13,4% – significativamente abaixo da média histórica (a partir de 2007) de 19,5%. Adicionalmente, a maior parte do crescimento atual é proveniente de operações com crédito direcionado, a juros subsidiados, em particular o financiamento imobiliário. Excluindo as operações do crédito direcionado, o saldo de operações de crédito com recursos livres junto ao Sistema Financeiro Nacional apresentou crescimento anual de 5,2% em termos nominais no mesmo período, o que representa um crescimento abaixo da inflação. Entre as operações com recursos livres, destacaram-se, ao longo do ano, o crescimento de operações de curto prazo com cartão de crédito e cheque especial. As operações de prazo mais longo, entre elas crédito pessoal e aquisição de veículos, apresentaram recuo de 2,7%. Acompanhando essa retração, o resultado das vendas do comércio varejista também foi mais modesto, sobretudo nos segmentos mais sensíveis ao crédito, que compreendem bens duráveis, automóveis e materiais de construção. O setor de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, que havia apresentado crescimento real das vendas de 4,9% em 2013, acumula, nos últimos 12 meses até setembro, alta de apenas 2,0%. Diante desses dados, é notável o esgotamento dos efeitos do estímulo ao crédito na economia. A CNC estima que neste Natal – a data comemorativa mais importante para o comércio – o varejo terá um crescimento real de vendas ao redor de 2%, o que representa o pior resultado desde 2003.

Os números da Black Friday 2014 – Finalmente a Black Friday chegou em 28 de novembro e não decepcionou os comerciantes que participaram da promoção. Em um ano de retração nas vendas, todas as datas promocionais ou comemorativas tiveram um papel importante para equilíbrio do caixa e giro dos estoques. No âmbito do varejo eletrônico – ainda não se dispõem de dados do comércio presencial – a consultoria E-bit informa que o faturamento do evento somou R$ 1,16 bilhão, ou seja, um crescimento de 51% em relação a 2013. Interessante notar que somando as vendas do dia anterior (quinta-feira, 27 de novembro) quando grande parte das lojas já anunciavam descontos, a receita dos dois dias chegou a R$ 1,4 bilhão, com percentual idêntico de crescimento: 51% frente aos mesmos dias de 2013. Na data foram realizados 2,2 milhões de pedidos, com um tíquete médio de R$ 522,00. Isso significa um crescimento de 32% no valor de cada compra em relação ao ano passado. Dos 1,2 milhão de consumidores que aproveitaram as promoções, 18% realizaram sua primeira compra virtual. Os produtos mais vendidos foram celulares, eletrodomésticos, roupas, artigos de informática e eletrônicos. E a força da promoção pode ser medida nesse número: em relação a uma sexta-feira comum, a Black Friday registrou 867% a mais de faturamento.

Bagaço de cana-de-açúcar para fabricação de embalagens biodegradáveis – A cana-de-açúcar é apropriada para climas tropicais e subtropicais e sua utilização pelo homem data da época da nossa colonização. O bagaço é o resultado da extração do caldo após esmagamento nas moendas, rico em conteúdo celular, que serve para fabricação de açúcar e álcool. O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, produzindo cerca de 24% do total, em aproximadamente quatro milhões de hectares. Os resíduos originados da cana, após seu esmagamento nas moendas, geralmente coincide com o período de escassez de forragem em determinadas regiões. O aumento das áreas plantadas no Brasil e no mundo contribui para elevar a quantidade de subprodutos e resíduos oriundos da agroindústria. E o bagaço de cana ocupa lugar de destaque nos resíduos produzidos, estimando-se que sejam produzidas mais de 85 milhões de toneladas atualmente.

 

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