Destaque da edição:
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Novas tendências – Na última semana de novembro foi divulgada a equipe que será responsável pela política econômica a partir de janeiro do próximo ano. Os integrantes são Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini – os dois últimos alocados no Ministério do Planejamento e no Banco Central. O principal objetivo da nova equipe será recompor os fundamentos macroeconômicos do País, que enfrenta baixo crescimento, inflação elevada, problemas com as contas públicas e credibilidade fraca, tanto interna quanto externamente. Eles explicitaram que objetivam também o ajuste gradual das contas públicas e o fim das transferências de recursos do Tesouro para bancos públicos e o reequilíbrio do cenário, para manter as políticas sociais atuais. Nesse sentido, foram divulgadas as metas para o superávit primário: 1,2% do PIB para o próximo ano e 2% para os anos de 2016 e 2017. Nesse mesmo contexto, Tombini concedeu entrevista e deu a entender que o estoque de swaps cambiais “atende à demanda até o presente momento”, sugerindo que pode haver uma redução ou até mesmo o fim dos leilões diários de swaps no ano que vem. Ao diminuir tais intervenções, o dólar poderá oscilar de forma mais livre, configurando-se também numa ferramenta auxiliar para o ajuste da economia. Ainda assim, a autoridade monetária deve seguir com a rolagem dos contratos atuais.
Outras matérias:
Vendas e empregos temporários de natal revisados para baixo – O volume de vendas do comércio varejista voltadas para o Natal deverá registrar alta de 2,3% em 2014. A expectativa atual também é menor do que o desempenho de 2013 (+5,1%) e inferior às previsões recentemente realizadas pela CNC para essa data (+3,0% em setembro) e (+2,6% em outubro). Confirmada a atual previsão, esse seria o menor crescimento das vendas de final de ano desde o início da série histórica, em 2004. O crédito mais caro, a inflação ainda elevada e desaceleração no mercado de trabalho foram fatores que impuseram dificuldades ao setor ao longo do ano, fazendo com que, em todas as datas comemorativas de 2014, o crescimento do volume de vendas registrasse desaceleração em relação ao ano passado. Apesar do desaquecimento da demanda, a data movimentará R$ 31,5 bilhões neste ano, volume equivalente a mais de 20% do total de vendas esperadas para o último mês do ano. De cada R$ 100 gastos no varejo, R$ 62,30 deverão ocorrer nos segmentos de supermercados e de vestuário. Entretanto, em ambos os casos, as taxas de crescimento de 2014 (+2,0% e +0,7%, respectivamente) deverão ser menores do que as do Natal de 2013 (+3,2% e +3,6%, respectivamente). Em termos relativos, os destaques na data comemorativa desse ano deverão ser os ramos de farmácias e perfumarias (+9,3% sobre o Natal de 2013) e de artigos de uso pessoal e doméstico (+7,3% no mesmo período).
Crédito tem sua maior proporção no PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 0,8% em outubro contra o mês imediatamente anterior, a menor taxa desde julho de 2014, 0,2%, e 0,5 ponto percentual abaixo do resultado de setembro, 1,3%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 2,9 trilhões no último resultado, representando 57,3% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro de 2014, a variação foi de +12,2%, 2,4 p.p. abaixo da variação de 14,6% observada no mesmo período do ano anterior. O resultado acumulado no ano até outubro foi um crescimento de 7,8%, novamente abaixo do resultado no mesmo período de 2013, quando houve avanço de 10,1%. Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1.537,9 bilhões, 30,1% do PIB e 52,6% do saldo total do crédito. Na comparação mensal houve crescimento de 0,2%, em 12 meses, e a aceleração foi de 4,9%. No acumulado do ano a taxa foi positiva em 1,9%. Este avanço na relação mensal foi influenciado pelo aumento de 0,7% nos empréstimos a pessoas físicas (PF), enquanto houve retração de 0,2% nos empréstimos a pessoas jurídicas (PJ). Já no acumulado do ano, os empréstimos a pessoas físicas (PF) neste tipo de recurso avançaram 3,7% até outubro de 2014, contra um aumento de apenas 0,3% dos referentes às pessoas jurídicas (PJ). Nos últimos 12 meses os empréstimos PF mostraram avanço bem abaixo da média geral, 7,6%.
Acordo Setorial de lâmpadas é assinado – O Acordo setorial para logística reversa de lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista foi assinado no dia 27 de novembro, em Brasília, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, por entidades representativas do setor de lâmpadas fluorescentes e pelas empresas signatárias. O Acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de 2010 e o Decreto Federal nº 7.404/2010. A Lei que institui a política (nº 12.305/2010) prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana criem um sistema de recolhimento e destinação final, independente dos sistemas públicos de limpeza urbana. O Acordo também prevê responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e propicia que esses materiais, depois de usados, possam ser reaproveitados. A proposta passou por consulta pública e aprovação do Comitê Orientador para a Implantação da Logística Reversa (Cori). O Comitê é composto por representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agricultura e Abastecimento e Fazenda.