Sumário Econômico 1386

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Destaque da edição:

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A produtividade e a economia nacional – A noção de produtividade deriva de uma relação entre a quantidade de fatores empregados e o resultado obtido na produção. Daí falar-se em toneladas por hectare como medida da produtividade do solo ou o número de homens-hora necessários para a montagem de um automóvel. É uma medida verificada em termos físicos. A produtividade que mais frequentemente é objeto de mensuração e que se presta a comparações internacionais é a produtividade do fator trabalho. A partir da base de dados construída pelo The Conference Board, entidade com sede em Nova Iorque voltada para os temas empresariais, chega-se à conclusão que a produtividade do trabalho no Brasil corresponde a menos da quinta parte da produtividade observada nos Estados Unidos, cerca de um quarto da produtividade medida na Alemanha e de menos de um terço da verificada na Coreia do Sul. Ainda com a mesma base de dados, se considerarmos a evolução da produtividade do trabalho de um ano a outro nas “economias emergentes”, é possível concluir que, em 2013, os 0,8% de avanço na produtividade do trabalho no Brasil correspondem à metade do avanço observado na Rússia, a um terço do progresso medido para a Índia e menos de um sexto da melhora ocorrida na China.

 

Outras matérias:

Dados mais recentes confirmam desaceleração do varejo em 2014 – Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada recentemente pelo IBGE, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% em setembro, na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. O resultado ficou 0,1 ponto percentual abaixo da previsão realizada pela CNC para aquele mês (+0,5%) e 0,8 ponto percentual aquém do crescimento observado em agosto (+1,2%). O crescimento nessa base comparativa foi particularmente influenciado pelos ramos de móveis e eletrodomésticos (+1,8%) e de artigos de uso pessoal e doméstico (+1,2%) que, a despeito do recuo mensal na concessão de crédito, apresentaram evolução favorável dos preços (+0,2% e 0,0%, respectivamente). No varejo ampliado, que conta com as variações reais das vendas do comércio automotivo (-0,6%) e de materiais de construção (+0,5%) houve oscilação de +0,5% ante agosto. Em relação a setembro de 2013, a PMC registrou expansão de 0,5%, recuperando-se, portanto, das duas quedas verificadas em julho (-0,9%) e agosto (-1,0%). Destacaram-se as taxas verificadas nos ramos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+10,3%) e artigos de uso pessoal e doméstico (+5,8%). Apesar desse crescimento, o volume de vendas precisaria crescer 9,0% no último trimestre do ano, frente igual período do ano passado, para repetir o desempenho de 2013 (+4,3%), fato inédito desde 2012. Esse resultado, portanto, consolida 2014 como o ano de menor crescimento das vendas do varejo desde 2003 (-3,7%).

IPCA-15 registra alta de 0,38% em novembro – Em novembro, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou desaceleração para 0,38%, ante uma alta de 0,48% em outubro. Tal resultado foi favorecido não só pela perda de força de alguns itens, como pela queda de preços de sete em nove classes de despesas pesquisadas. O índice mede a prévia do IPCA – inflação utilizada no regime de metas pelo Banco Central. No acumulado do ano, o índice apresentou alta de 5,63%. Já nos últimos 12 meses encerrados em novembro, a inflação acumula 6,42%, se situando abaixo do teto da meta, que é de 6,5%. Apesar da desaceleração ante outubro, o grupo Alimentação e bebidas continuou a pressionar o IPCA-15, com alta de 0,56%, obtendo um impacto de 0,14 ponto percentual sobre o índice total. Habitação também influenciou positivamente o resultado, mesmo registrando menor variação (0,56% contra 0,80% no mês anterior), contribuindo com 0,08 ponto percentual. Ambos os grupos somaram 0,22 p.p., sendo responsáveis por mais da metade da taxa total em novembro.

PIB esperado pelo mercado é de 0,2% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (21/11), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou ligeiramente para 6,43%, após chegar a 6,45% há quatro semanas. As projeções para 2015 também aumentaram, para 6,45%, 0,05 p. p. abaixo do limite superior (6,50%) e similar ao resultado esperado para este ano. No curto prazo as projeções dos analistas são de 0,60% para novembro e 0,73% em dezembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,57% para novembro e 0,83% para dezembro, valores próximos ao mercado, com maior discrepância para o último mês do ano. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2013 foi de 5,91%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses até outubro deste ano foi de 6,59%, acima do teto da meta de inflação. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2014 de 11,50%, ou seja, com mais um acréscimo de 0,25 pontos na próxima reunião do Copom (dias 2 e 3 de dezembro). A previsão é que em 2015 haja novos aumentos e que a Selic termine o ano em 12,0%, previsão estável em relação à semana passada.

Sebrae em busca de medalhas olímpicas – Durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, a cidade do Rio de Janeiro recebeu alguns jogos e sediou a grande final no Maracanã. No período de 5 a 21 de agosto de 2016 constituir-se-á no palco para onde os holofotes do atletismo mundial estarão iluminando. Assim como aconteceu com o Pan em 2007, certamente os Jogos Olímpicos tornar-se-ão um sucesso. Faltam pouco mais de 630 dias para a sessão de abertura. Para que os próximos Jogos sejam como em Pequim (2008) e Londres (2012), a cidade vai ter que estar preparada. Diferentemente da Copa do Mundo, quando os investimentos foram repartidos pelas cidades, dessa vez estarão concentrados apenas num município. Portanto, os números do maior evento esportivo do mundo de 2016 serão bastante elevados, expressando a grandeza da importância dos jogos para o carioca, o Brasil e o mundo. Estima-se que no dia 5 de agosto de 2016, a sessão de abertura venha a ser assistida por 4,5 bilhões de pessoas, pouco mais da metade da população global. Se em Londres participaram 10.500 atletas, agora são esperados cerca de 12.500, vindos de 206 nações. Os dispêndios com infraestrutura poderão ultrapassar o montante de R$ 37 bilhões. Além das inversões em infraestrutura, transporte, complexos dos locais dos eventos esportivos, naturalmente haverá gastos com materiais para acomodação dos atletas e visitantes.

 

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