Sumário Econômico 1382

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Destaque da edição:

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Os pilares da competividade – Há palavras que, de repente, passam a fazer parte do nosso cotidiano. Uma delas é competitividade, que, numa primeira aproximação, expressa a capacidade de concorrer vantajosamente ante terceiros, em nível de empresas, setores econômicos e nações. A competitividade das nações vem sendo estimada desde 1997 pelo Institute of Management Development (IDM), sediado em Genebra e voltado para o desenvolvimento da gestão empresarial. O foco dessa pesquisa é um conjunto de 60 países que geram um ranking ou classificação ordinal, em ordem decrescente de competitividade. Em 1997 o Brasil ocupava a posição 34. Em 2012 passou a ocupar a posição 46, e em 2013 a posição 51, voltando à posição 46 em 2014. Seja como for, pelos sensores do IMD o Brasil tornou-se menos competitivo nesse espaço de tempo. Em outras palavras, entre os 60 países, sua posição estava acima da posição mediana e, atualmente, encontra-se bem abaixo. Em 2014, numa graduação de 0 a 10, o Brasil recebeu a nota 4,92, que contrasta fortemente com as notas 8,92, de Cingapura, e 8,60, da Alemanha. Para nosso consolo, a Argentina tem a nota 1,64, e a Venezuela, 1,02.

 

Outras matérias:

Balança Comercial: Perspectivas para 2014 e 2015 – Com o resultado negativo registrado em setembro (-US$ 939 milhões), a Balança Comercial (BC) acumula déficit de US$ 690 milhões este ano. As exportações somaram US$ 173,6 bilhões, enquanto as importações, US$ 174,3 bilhões. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda nas exportações foi de 1,7%, e nas importações, de 2,2%, o que culminou na redução de 2% no volume de comércio (US$ 348 bilhões). O resultado negativo da balança comercial até o nono mês deste ano foi influenciado pelo baixo volume das vendas de industrializados e pela queda nos preços de produtos básicos. O panorama de ligeiro déficit da BC, associado à baixa resposta à taxa de câmbio tanto das exportações quanto das importações, deverá permanecer pelos próximos meses. Até setembro, aumentaram 9,3% às vendas aos Estados Unidos, 9,2% à Europa Oriental e 1,2% à Ásia (sendo que para a China as exportações caíram cerca de 3%, em razão do grupo minério de ferro). No entanto, reduziram-se 12,9% para África, 12,7% para o Mercosul – sendo que para a Argentina a queda foi de 25,7% – e 5,1% para a União Europeia. Os seguintes determinantes impactaram negativamente as exportações: a forte retração da demanda argentina por produtos industrializados brasileiros (com destaque para o setor automotivo), a redução do número de plataformas de petróleo exportadas e o declínio dos preços das commodities, notadamente o do minério de ferro. É importante destacar que nem o viés de baixa do preço do minério de ferro nem os demais fatores eram inesperados, mas os impactos resultaram mais intensos do que as expectativas no início do ano; e não ocorreu compensação pelo volume recorde da safra de grãos nem pelo aumento confirmado das exportações de petróleo bruto.

Estimativa para o PIB reduzida para 0,27% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (17/10), a mediana das expectativas para o IPCA permaneceu em 6,45%. As projeções para 2015 também ficaram estáveis, em 6,30% – 0,20 p. p. abaixo do limite superior (6,50%) e similar, apenas um pouco abaixo, ao resultado esperado para este ano. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,50% para outubro e 0,59% para novembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,50% para outubro e 0,62% para novembro, semelhante ao mercado. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2013 foi de 5,91%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses até setembro deste ano foi de 6,75% – acima do teto da meta de inflação. Projeta-se a taxa de 11,0% de juros Selic para o final de 2014, ou seja, sem mais alterações do Banco Central ao longo deste ano. A previsão é que em 2015 haja novos aumentos e que a Selic termine o ano em 11,88%. A próxima reunião do Copom será em outubro (dias 28 e 29).

81 inovações do Simples – Na semana passada, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) disparou e-mail para as entidades participantes do Fórum Permanente, a fim de que fosse divulgada a publicação intitulada 81 inovações do Simples (Nacional). O trabalho é o fruto mais recente do esforço conjunto entre a SMPE e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), após a promulgação da Lei Complementar nº 147, no dia 7 de agosto de 2014. Além de esta Divisão Econômica ter cópia do arquivo em PDF à disposição de quem quiser se inteirar do assunto micro e pequena empresa e as últimas mudanças na Lei principal, o documento também está disponível para ser baixado no endereço eletrônico da própria SMPE: http://smpe.gov.br/documentos/81-inovacoes-simples.pdf. Apenas com o intuito de buscar ressaltar nosso compromisso com a SMPE e ao mesmo tempo com as entidades parceiras do Fórum Permanente das MPEs, mais federações e sindicatos do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio, convém dizer que, por meio da Assessoria de Gestão das Representações (AGR), nosso papel foi o de elaborar e enviar o Informe AGR nº 290, via e-mail, para um público de aproximadamente 400 destinatários, que poderia ser bem maior se estivessem incluídos os sindicatos. O texto também está disponível para download no site da CNC, numa subárea da Central do Conhecimento, em http://www.cnc.org.br/central-do-conhecimento/informes-digitais/representacoes/informe-representacoes-290.

Estudo sugere mudanças na política de combate ao desmatamento – Um estudo publicado na última edição da revista Proceeding of the National of Sciences (PNAS), da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, sugere mudanças na atual política de comando e controle para enfrentar o desmatamento na Amazônia brasileira. Assinado por um grupo de pesquisadores liderado por Javier Godar, do Instituto Ambiental de Estocolmo (Suécia), o estudo fez uma avaliação da participação de grandes (acima de 500 hectares) e pequenas (até 100 hectares) propriedades no desmatamento e na degradação florestal entre 2004 e 2011. Para isso, utilizou dados agropecuários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outros provenientes dos sistemas de sensoriamento remoto operados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) referentes a uma área correspondente a 70% da Amazônia Legal. Segundo o estudo, quase metade do desmatamento registrado nesse período (36.158 km²), o equivalente a 12% da área desmatada, ocorreu em áreas dominadas por pequenos proprietários. Ainda segundo o estudo, as áreas controladas por pequenos produtores tendem a ser menos fragmentadas e menos degradadas que aquelas controladas por grandes produtores.

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