Sumário Econômico 1380

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Destaque da edição:

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Confiança do comércio volta a cair em setembro – Com queda de 4,7% ante o mês anterior, o subíndice que mede a percepção das condições correntes (Icaec) voltou a registrar deterioração em setembro. Todos os três componentes desse subíndice variaram negativamente no comparativo mensal, destacando-se a queda na avaliação das condições econômicas do setor comercial (-6,5%). Regionalmente, o Sul (72,7 pontos) e o Sudeste (71,0 pontos) concentram as piores avaliações. Para 62,4% dos empresários pesquisados as condições atuais do setor estão piores que há um ano, sendo que na opinião de 28,9% houve piora acentuada nos últimos 12 meses. Com esse resultado, a avaliação das condições correntes do setor atingiu o seu patamar mais baixo desde o início da pesquisa, em 2011. De acordo com os últimos dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, o comércio varejista não registra crescimento mensal desde janeiro de 2014 (+0,3%) na série com ajuste sazonal. Mesmo em relação ao primeiro semestre de 2013, o avanço nas vendas ao longo de 2014 (+3,5%) tem mostrado a dificuldade do setor para superar a tendência de encarecimento do crédito ao consumidor ao longo deste ano. A taxa média de juros cobrada nas operações livres destinadas às pessoas físicas registrou a primeira queda mensal do ano em agosto, passando de 43,2% ao ano – nível recorde desde 2011 – para 43,1% ao ano, segundo dados do Banco Central.

 

Outras matérias:

Indústria retrai 3,1% no ano – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial avançou em 0,7% em agosto deste ano, mesma taxa observada em julho, após uma queda de 1,6% em junho. Desde março, são observadas oscilações negativas nesta base de comparação: -0,5% em março, -0,5% em abril, -0,8% em maio e -1,6% em junho – em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A Indústria Extrativa cresceu 2,4%, enquanto a de Transformação aumentou em 0,2%, continuando a tendência positiva pelo segundo mês consecutivo, apesar de menor intensidade. Houve aceleração apenas na categoria de uso de Bens Intermediários, com crescimento de 1,1%. A categoria de Bens de Capital ficou estável. O item Bens de Consumo mostrou retração de 0,8%. Na comparação com agosto de 2013, houve uma queda de 5,4% na produção industrial, com recuo de 6,8%, foi a principal influência, sendo que a Indústria Extrativa acelerou em 7,6%. Em ambos os casos houve continuidade de suas tendências. As categorias de uso demonstraram resultados negativos, com Bens de Capital sendo o mais expressivo (-13,4%), assim como Bens de Consumo Duráveis (-17,9%).

Comércio eletrônico no Dia da Criança – O comércio eletrônico – aí considerado somente o varejo – somou um faturamento de R$16 bilhões no primeiro semestre deste ano, ou seja, uma variação positiva de 26% em relação a 2013. Trata-se de um setor dinâmico que tem apresentado índices que superam os demais indicadores econômicos, a previsão é de que se chegue ao final de 2014 com vendas totais de R$35 bilhões, que representam crescimento de 21% em relação ao ano passado. Nos primeiros seis meses de 2013, o número de transações foi de 35,5 milhões. No mesmo período desse ano, somaram 48,2 milhões de pedidos, um crescimento de 35,7%. O contínuo fluxo de novos consumidores on-line é expressivo: cinco milhões de pessoas fizeram sua primeira compra na internet de janeiro a junho deste ano e se agregam ao contingente de compradores das lojas virtuais, que deve atingir o número de 63 milhões até dezembro. Ou seja, um mercado magnífico e que ainda tem muito espaço de crescimento. Como todo o varejo, o comércio eletrônico também aproveita as datas comemorativas – como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Natal, por exemplo – para realizar grandes promoções e incrementar as vendas. Neste ano, um evento específico – Copa do Mundo – ofereceu ao varejo virtual melhores possibilidades em relação ao tradicional.

Espécies exóticas invasoras e Unidades de Conservação (UCs) – De acordo com o Sistema de Unidade de Conservação (Lei Federal nº 9.985/2000), é proibida a introdução de espécies exóticas em Unidades de Conservação (UCs). As Unidades de Conservação são instituídas legalmente pelo Poder Público para garantir que se faça de maneira adequada a conservação da natureza dentro de limites territoriais definidos (art. 2º, Lei do SNUC nº 9.985/2000). Portanto, dentro das Unidades de Conservação, as ameaças à biodiversidade devem ser prevenidas, controladas e eliminadas. Segundo o art. 31 da lei que estabelece o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC), é proibida a introdução de espécie exótica em Unidade de Conservação de proteção integral. A Estratégia Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras (Resolução Conabio nº 5/2009) reconhece e enfatiza a necessidade de ações de erradicação, controle e monitoramento de espécies exóticas invasoras nas Unidades de Conservação (UCs). As Unidades de Conservação de proteção integral devem ser consideradas com especial atenção, pois são refúgios naturais que devem ser salvaguardados em regime de perpetuidade. A presença de espécies exóticas invasoras nessas áreas é incompatível com a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais e devem ser objeto de erradicação ou de controle permanente.

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