Destaque da edição:
Destaque da edição:
Dia dos Pais terá menor crescimento em 2014 – Com movimentação financeira de aproximadamente R$ 4,4 bilhões, o volume de vendas voltado para o Dia dos Pais deverá registrar crescimento real de 4,3% em relação à mesma data do ano passado. Confirmado esse desempenho, o setor vai registrar a menor expansão de vendas desde 2004 (+1,6%). O Dia dos Pais, que no ano passado movimentou R$ 4,1 bilhões, é a terceira data comemorativa mais importante do varejo brasileiro, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. De acordo com o IPCA de 15 de julho, a variação média dos preços dos 16 bens (+4,4%) e serviços (+10,1%) mais demandados por essa data comemorativa está ligeiramente inferior ao do mesmo período do ano passado (+8,0% em 2014, contra +8,2% em 2013). Televisores (-7,2%), aparelhos telefônicos (-6,6%) e CDs e DVDs (-3,9%) estão mais baratos neste ano. Por outro lado, a alimentação fora de casa está mais cara (+10,2%) e segue sendo uma das principais fontes de pressão sobre os preços.
Outras matérias:
Estimativa para o PIB reduzida pela décima semana – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (1º/08) a mediana das expectativas para o IPCA foi reduzida para 6,39%. Esta é a terceira semana consecutiva com redução nesta estimativa. Em contrapartida, as projeções para 2015 continuaram aumentando, alcançando 6,24%, 0,26 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,14% para julho e 0,26% em agosto. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,15% para julho e 0,24% para agosto, similar ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses até junho deste ano foi de 6,52%, já acima do teto do centro da meta de inflação. A mediana para o crescimento do PIB de 2014 foi reduzida para 0,86% esta semana, a décima redução seguida de recuo e 0,21 p.p. abaixo do resultado de quatro semanas atrás, 1,07%. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, as contas nacionais cresceram 1,9% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período no ano anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2013, o avanço foi de 0,2%. Para 2015, o resultado esperado manteve-se em 1,50%, maior do que o estimado para este ano. Os dois valores projetados estão abaixo do crescimento do PIB realizado em 2013, 2,5%, entretanto superam o crescimento de 1,0% observado em 2012.
33º Enaex- Nos dias 7 e 8 de agosto desse ano se realiza a 33ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex). Trata-se do maior evento promovido pela iniciativa privada, visando discutir as questões do comércio exterior brasileiro e conta com o apoio institucional da CNC.
Convenção das Nações Unidas sobre biodiversidade – O Brasil é o País que possui a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. Detém o maior número de espécies conhecida de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quarto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal. Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores, à medida que aumenta o conhecimento. A diversidade biológica é o recurso do qual dependem famílias, comunidades, nações e gerações futuras. É o elo entre todos os organismos existentes no planeta, que diga cada um deles a um ecossistema interdependente, em que cada espécie desempenha sua função. Na 10ª Convenção das Nações Unidas sobre biodiversidade (COP-10), realizada em 2010, o Brasil se destacou por ter sido, junto com o Japão, a primeira nação a assinar o Protocolo de Nagoya, conhecido como regulamentação à utilização de recursos de biodiversidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que mais de 50 países ratificaram o texto do Protocolo de Nagoya. Com isso, o tratado entrará em vigor a tempo de ter sua primeira rodada de discussões durante a 12ª Conferência das partes, a ser realizada no condado de Pyeongchang, na Coreia do Sul, entre 6 e 17 de outubro de 2014. O Brasil, porém, apesar de ser o país com a maior biodiversidade do planeta, ficará de fora das negociações sobre os detalhes do documento, devido a não ratificação do texto. Com isso, o País poderá ver a aprovação de algo que contrarie seus interesses.
Regime de transição – Muito tem se falado na necessidade de aliviar a carga tributária das MPEs, para que estas empresas possam crescer, saindo da condição de pequena para média. Principalmente as inscritas no Simples Nacional, regime tributário que assegura vantagens competitivas e comparativas em relação às não optantes, como, por exemplo, diminuição da carga fiscal e facilidade do pagamento dos impostos. Um dos principais motivos para que haja acomodação do patamar de faturamento da pequena empresa, transformando-se em teto ou barreira é o impacto do aumento da carga tributária, que normalmente se dá numa proporção bem maior do que o crescimento das receitas. Ao desligar-se do Simples Nacional (faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões) quer vá para o lucro presumido ou real, há estudos que apontam que o incremento dos impostos seja de 30%. Contemplar algo menos impositivo, tipo regime de transição, poderia ser a alternativa. Para isso, vem-se debatendo leis e elaborando estudos, como os do Sebrae. Outra forma poderia ser corrigindo este teto, que deve acontecer no ano que vem. Ideias com efeitos práticos não faltam. O difícil é lidar com organismos do Estado Nacional e tentar mudar princípios como o da sanha arrecadatória, sem considerar primeiramente os efeitos benéficos sobre a sociedade.