Sumário Econômico 1363

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Destaque da edição:

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Uma reforma tributária viável – É inquestionável a aspiração da sociedade brasileira quanto à necessidade e urgência de uma reforma tributária. Não há maiores divergências quanto aos objetivos centrais da reforma: 1º) redução da elevada carga tributária (36% do PIB, uma das maiores do mundo), que sufoca os cidadãos e entrava as atividades empresariais; 2º) redução da quantidade de tributos: impostos, taxas e contribuições que atormentam os contribuintes; 3º) consolidação da legislação e redução da quantidade de normas tributárias em vigor – 3.089.413, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o que onera as empresas com a criação de departamentos especializados; 4º) simplificação das obrigações tributárias, notadamente as pertinentes ao Imposto de Renda, ICMS, Imposto Territorial Rural, impostos de transmissão, Cofins e o próprio Simples, com suas múltiplas tabelas e alíquotas, que exigem a assessoria de especialistas; 5º) desoneração dos investimentos geradores de emprego e renda; e 6º) desoneração da folha de salários, de modo a estimular a criação de novos empregos. Diversos projetos foram elaborados nos governos Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva e também no atual governo, mas todos esbarraram na extensão das propostas, que ampliam demasiadamente o texto constitucional, dando margem à falta de consenso entre os parlamentares e às divergências entre os Estados, estas, sobretudo, quanto à federalização da legislação do ICMS.

 

Outras matérias:

Receita dos serviços registra queda real de 2,3% em março de 2013 – A receita bruta do setor de serviços cresceu 4,4% na passagem de fevereiro para março, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada recentemente pelo IBGE. O crescimento no mês, puxado pelo comportamento da receita no segmento dos serviços prestados às famílias (8,1%), reverteu a queda da comparação mensal anterior (-3,3%). No comparativo com o mesmo mês de 2013, houve variação positiva de 6,8%, porém, com desaceleração ante os 10,1% da leitura de fevereiro. Nessa base comparativa, o aumento da receita verificado em março foi o menor dos últimos sete meses. Os segmentos com as maiores taxas na comparação interanual foram os serviços prestados às famílias (10%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (8,8%). Já os serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (3,2%) impediram uma alta maior da receita nominal do setor terciário.

Crescimento econômico e ajustes – O cenário interno revela, a cada mês deste ano, mais dados que reforçam o arrefecimento da atividade, corroborando com o cenário já esperado de crescimento moderado em 2014. O Banco Central divulgou, na terceira semana de maio, o déficit em transações correntes, que somou US$ 8,2 bilhões, o maior para o mês na série histórica. O Caged anunciou, também na mesma semana, a pior geração de empregos formais em 15 anos. Adicionalmente, os índices de confiança dos consumidores, a ICF, da CNC, e o índice da FGV demonstraram forte deterioração da perspectiva de consumo das famílias. A desaceleração recente do IPCA foi um dos motivos que levou o Banco Central a interromper o ciclo de elevação dos juros, dados os significativos aumentos que foram feitos desde abril de 2013 até então e que estão influenciando o encarecimento do crédito e, portanto, o endividamento das famílias.

Estimativa para o PIB reduzida para 1,5% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (30/05), a mediana das expectativas para o IPCA permaneceu em 6,47%, sendo cada vez mais distante da meta de 4,5% (diferença de 1,97 pontos percentuais). Há quatro semanas a estimativa estava em 6,5%. As projeções para 2015 aumentaram para 6,01%, 0,49 pontos percentuais abaixo do limite superior (6,5%). No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,45% para maio e 0,34% em junho. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,43% para maio e 0,35% para junho, similar ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses, até abril deste ano, foi de 6,28%. Após a taxa de juros Selic terminar o ano de 2013 em 10% e ter aumentos consecutivos nos primeiros meses do ano, projeta-se para o final de 2014 uma meta de 11%, ou seja, sem mais alterações do Banco Central ao longo deste ano. A previsão é que em 2015 haja novos aumentos e que a Selic termine o ano em 12%. A próxima reunião do Copom será em julho (dias 15 e 16).

Tendências do Varejo – No começo deste ano, entre 12 e 15 janeiro, aconteceu em Nova Iorque mais uma versão da NRF Big Show, principal feira do varejo do planeta. Com mais de um século, a edição de 2014 contou com aproximadamente 30 mil participantes para discutir as tendências, tecnologias e soluções inovadoras. O progresso da tecnologia atual foi discutido para contextualizar as diretrizes do futuro não muito remoto. Na percepção dos expositores nacionais, o impulso dado ao mercado brasileiro mostrou-se favorável ao varejo, criando um cenário promissor, graças à expansão da renda e do crédito ao consumidor. No contexto no qual as empresas brasileiras estabelecerão estratégias para conquistar mercados, clientes e gerar novos negócios, a vinda de franquias de produtos alimentares, varejo de moda e autosserviço, entre outros tipos de negócios, poderão fazer parte do investimento estrangeiro no País, da mesma forma que o mercado internacional poderá ter espaço para as empresas brasileiras que se dispuserem a arriscar nas exportações.

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