Destaque da edição:
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ICF reflete deterioração da confiança das famílias – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 2,3% (122,4 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 4,2% em relação a maio de 2013. O índice está no menor nível da série histórica. A inflação pressionada, principalmente de serviços e de alimentos, os juros altos e as incertezas sobre o futuro próximo mantiveram o ritmo da intenção de consumo em queda. Apesar do resultado, o índice ainda mantém-se acima da zona de indiferença (100 pontos), indicando um nível favorável. O cenário de pessimismo causado pelas inseguranças até o final do ano e o elevado nível de endividamento, combinado com a tendência de alta da taxa básica de juros vêm desaquecendo o consumo. Na mesma base de comparação, o último resultado positivo foi em dezembro de 2012. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou queda de 2,2% na comparação mensal. As famílias com renda acima de dez salários mínimos também apresentaram retração (-2,5%). O índice das famílias mais ricas encontra-se em 124,6 pontos, e o das demais, em 122,1 pontos.
Outras matérias:
Vendas do varejo registram maior queda em dez anos – Em março, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu -0,5% em comparação a fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, a maior retração mensal desde maio de 2012. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 15/05 pelo IBGE, a queda no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e de combustíveis e lubrificantes (-1,5%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (-0,6%) e materiais de construção (-3,1%) acusou variação de -1,2% na mesma base comparativa. A alta de julho foi a maior desde janeiro de 2012. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de -1,1%, a maior desde outubro de 2003 (-3%). Os ramos de equipamentos de informática e comunicação (-4,9%), artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%) e hiper e supermercados (-2,8%) registraram recuos expressivos e puxaram a retração do varejo no comparativo anual. Ainda nessa base comparativa, não se pode desprezar a contribuição do “efeito calendário”, uma vez que o carnaval de 2013, ocorrido em fevereiro, produziu, em março do corrente ano, uma base comparativa mais elevada.
IPCA esperado para 2014 alcança 6,5% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (23/05), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou pela segunda vez consecutiva, alcançando 6,47%, sendo cada vez mais distante da meta de 4,50% (diferença de 1,97 pontos percentuais). As projeções para 2015 permaneceram em 6,0% pela sexta semana, 0,5 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,45% para maio e 0,34% em junho. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,43% para maio e 0,35% para junho, similar ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o IPCA de abril de 2014 foi de 0,67%. O índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 5,28%. Após a taxa de juros Selic terminar o ano de 2013 em 10% e ter aumentos consecutivos nos primeiros meses do ano, projeta-se para o final de 2014 uma meta de 11,25%. A previsão é que em 2015 haja novos aumentos e que a Selic termine o ano em 12%. A próxima reunião do Copom será em julho (dias 15 e 16).
Workshop de Franquias – No dia 15 do corrente mês, em uma das salas de negócios de um hotel em Ipanema, no Rio de Janeiro, foi realizado o evento intitulado Workshop de Franquias. Na audiência, com público estimado de trinta pessoas, era bem reduzido o número dos que já possuíam a experiência de serem franqueados. A maioria compunha-se de potenciais investidores. Participaram, também, interessados em obter informações relevantes, principalmente novidades, tendências e conceitos relativos ao segmento de franquias no Brasil. A partir de certo momento, a empresa promotora do encontro visou mostrar oportunidades para novos franqueados no Estado do Rio de Janeiro, apresentando-se para fazer uma ponte entre as empresas e eventuais franqueados. A contextualização no mercado de bens e serviços é que, sem dúvida, o segmento de franquias tem crescido bastante. Inflação controlada, crescimento do emprego e da renda e diferenciação do produto e maior segurança por causa do conhecimento público com a marca são algumas das razões para explicar e apontar o segmento como um dos que mais revelam condições e potencial para expansão.
Inovar Auto – Encontra-se em vigor no País um regime para a indústria automobilística nacional. O Programa de Incentivos à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar Auto) apresentado pela Medida Provisória nº 563/2012, convertida na Lei nº 12.715/2012 e regulamentada pelo Decreto nº 7.819/2012, que entrou em vigor em janeiro de 2013 com validade até 2017. O objetivo do programa é apoiar o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a segurança, a proteção ao meio ambiente, à eficiência energética e a qualidade dos veículos e autopeças. Para se habilitar ao programa a empresa deverá atender a condições gerais e específicas. Entre as condições gerais apresentam-se a regularidade em ligação aos tributos federais e o compromisso de atingir níveis mínimos de eficiência energética em relação aos produtos comercializados no País. Outra importante condição para habilitar-se ao Inovar Auto está dispêndios em pesquisa e desenvolvimento em percentuais mínimos (0,15% em 2013; 0,3% em 2014; 0,5% de 2015 a 2017) incidentes sobre a receita bruta total de vendas de bens e serviços, excluídos os impostos e contribuições incidentes sobre a venda.