Destaque da edição:
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Tensões no processo de integração do Mercosul – O Mercado Comum do Sul (Mercosul) tem sua origem no Acordo de Cooperação entre Países Latino-Americanos (Alalc) para o livre comércio. Criada em 1960, a Alalc foi substituída pela Aladi, em 1980, um acordo firmado por dez países da América do Sul, inclusive o México. A Aladi expressava o desejo dos países da região de constituir um mercado comum regional, tendo como ponto de partida a criação de uma zona de preferência tarifária. As atribulações decorrentes dos problemas do endividamento externo da Argentina, do Brasil e do México na década de 1980 travaram a liberalização do comércio regional e, talvez por isso, numa escala menor, chegou-se ao Tratado de Assunção, de 1991, com a criação do Mercosul, projeto de integração econômica reunindo apenas quatro Países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Tratado de Assunção previa que o mercado comum estaria estruturado ao final de 1994, assentado em quatro pilares: a) livre circulação de bens, serviços e fatores de produção b) fixação de uma tarifa externa comum em relação a países terceiros c) coordenação da política macroeconômica e das políticas setoriais entre os estados membros e d) compromisso de harmonizar as legislações nacionais, para facilitar o processo de integração.
Outras matérias:
ICF segue refletindo a piora nas expectativas – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 0,3% (125,2 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 4,1% em relação a abril de 2013. O índice está no menor patamar desde agosto de 2013 (123,4 pontos). A continuidade da alta nos níveis de preços, superior às expectativas, a manutenção de um elevado nível de endividamento e o encarecimento do crédito pós-aumento da taxa básica de juros, a Selic, manteve a intenção de consumo em ritmo de queda. Apesar do resultado, o índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável. Na comparação mensal, a maior parte dos componentes da pesquisa apresentou variações negativas, exceto pelos componentes Emprego atual e Perspectiva de consumo, que apresentaram leve aumento. Já na comparação anual, a ICF apresentou variação negativa em todos os componentes da pesquisa, como no mês anterior. A alta acima do esperado do nível de preços no período, o nível elevado de endividamento e o aumento do custo do crédito vêm refletindo em um maior comedimento do consumo. Na mesma base de comparação, o último resultado positivo foi em dezembro de 2012.
Crédito representa 55,9% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 1,0% em março, contra o mês imediatamente anterior. Esta taxa foi superior ao crescimento dos meses anteriores. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 2,8 trilhões no último resultado, representando 55,9% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março de 2014, a variação foi de +13,7%, 3,0 ponto percentual abaixo da variação de 16,7% observada no mesmo período do ano anterior. O resultado acumulado no primeiro trimestre do ano foi um crescimento de 1,6%, abaixo do avanço de 2,5% no mesmo período em 2013. Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1.503,0 bilhões, 30,5% do PIB e 54,5% do saldo total do crédito. Na comparação mensal, houve avanço de 0,7% e em 12 meses a aceleração foi de 6,5%. Entretanto, no acumulado do ano houve queda de 0,4%. Este recuo foi influenciado principalmente pela redução de 1,4% nos empréstimos a pessoas jurídicas (PJ), enquanto os empréstimos a pessoas físicas (PF) aumentaram 0,7%, nesta base de comparação. Nos últimos 12 meses, os empréstimos a PF mostraram avanço bem abaixo da média geral, 7,1%.
Energia elétrica a partir do biogás – A quantidade de resíduos sólidos gerados pela atividade humana nas últimas décadas contribuiu com um acelerado incremento na produção de resíduos, tornando-se um grave problema para as administrações públicas. O crescimento desordenado da população mundial e o aumento sem planejamento de grandes núcleos urbanos dificultam as ações e o manejo dos resíduos, os quais, muitas vezes são depositados em locais não preparados para recebê-los, como lixões, e podem provocar graves problemas socioambientais. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010, vem para regulamentar a destinação final dos resíduos sólidos produzidos, inclusive os urbanos, agindo como um marco regulatório que reúne princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes sob os quais a integração entre os agentes públicos envolvidos, principalmente os municípios, deverão seguir. Adicionalmente, a PNRS adota medidas restritivas, como a proibição de coleta de materiais reciclados em lixões ou aterros; lançamento de resíduos em praias, rios e lagos; e queimadas de lixo a céu aberto. A PNRS também delineia o caminho para a reciclagem, a reutilização e o uso mais consciente dos materiais, ao responsabilizar as empresas geradoras pela Logística Reversa (LR) de seus produtos descartáveis e também a própria sociedade civil pela geração do lixo.