Destaque da edição:
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Confiança dos empresários do comércio recuou 2,4% em janeiro – A queda mensal no Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) na passagem de dezembro para janeiro (-2,3%) pode ser interpretada como uma reação natural à desaceleração típica do comércio no início do ano. Entretanto, influenciado por percepções menos positivas das condições correntes – em especial pelas condições econômicas em geral –, o Icec acumulou seis meses de queda na comparação anual, variando -2,4% entre janeiro de 2014 e o mesmo mês de 2013. Juros mais elevados e desvalorização do real provocaram correção na trajetória recente do subíndice que mede as expectativas (-2,3% na comparação anual). Por outro lado, a recente recuperação das vendas do comércio levou a uma avaliação ligeiramente mais favorável (+0,6% sobre janeiro de 2013) do índice de investimentos. O subíndice que mede a percepção das condições correntes (Icaec) foi, mais uma vez, o maior responsável pela queda no Icec, em particular no que se refere à avaliação das condições econômicas correntes, que variou -9,3% ante o mesmo mês do ano passado. Houve piora no ambiente econômico na opinião de 54,0% dos empresários entrevistados. Foram registradas quedas nesse quesito nas cinco regiões pesquisadas, com taxas que variaram de -7,9% (Nordeste) a -12,2% (Sul).
Outras matérias:
Indústria cresce 1,2% em 2013 – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial recuou pelo segundo mês consecutivo em dezembro, em comparação com o mês imediatamente anterior, em 3,5%, taxa maior que a de novembro (-0,6%) e a mais intensa desde dezembro de 2008 (-12,2%) – dados com ajuste sazonal. Entre as categorias de uso, todas mostraram taxas negativas, sendo Bens de Capital (-11,6%) a mais expressiva. Na comparação com dezembro de 2012 houve uma queda de 2,3% – primeira taxa negativa após três meses seguidos com crescimento (2,0% em setembro, 1,0% em outubro e 0,2% em novembro). Esse é o maior resultado negativo desde março de 2013 (-3,3%). Tanto a indústria extrativa (-6,3%) quanto a indústria de transformação (-2,0%) se retraíram. Semelhantemente à análise anterior, a maioria das categorias obtiveram variações negativas, com Bens de Consumo (-3,2%) sendo o maior destaque. A única diferença foi Bens de Capital, que aumentou em 1,8%.
Resolução Conama 334/2003 – A proposta de revisão da Resolução Conama nº 334/2003, que dispõe sobre os procedimentos de licenciamento ambiental referentes ao recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos, será um dos itens de pauta da sétima reunião da Câmara Técnica de Controle Ambiental do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que se realizará nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2014, em Brasília (DF). A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou no Ministério do Meio Ambiente (MMA), no dia 29 de agosto de 2013, a pedido do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), a proposta para revisão da Resolução mencionada. A justificativa apresentada pela CNI foi que, anteriormente à instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a responsabilidade pela destinação de agrotóxicos impróprios para utilização ou em desuso era atribuída aos fabricantes, importadores e comerciantes desses produtos. No entanto, o sistema de Logística Reversa (LR) vigente para agrotóxicos não contemplou os resíduos de agrotóxicos da mesma maneira como fez com as embalagens vazias desses produtos.
Empreender – A arte de empreender no Brasil é cada vez maior, vis-à-vis a preocupação em estabelecer uma legislação condizente com as necessidades empresariais, a criação da Secretaria das MPEs e os números crescentes destas, a formalização dos MEIs, o franchising, MPEs no Simples Nacional e as pesquisas que retratam o aumento da presença de novos negócios na economia. Os estudos também mostram o potencial de evolução, graças à intenção das pessoas de possuir negócio próprio. Eles lidam com sonhos e riqueza, boas ideias, oportunidades no mercado, talento empresarial ou necessidade. Para que um empreendimento cresça e prospere, rendendo frutos para o dono, os funcionários, a comunidade e o meio-ambiente, precisa de tempo e paciência. Na realidade, ele deve seguir alguns princípios comumente disseminados, ressaltando-se que, para atingir o sucesso num mundo em constante transformação graças às inovações e aos ciclos, não existe uma cartilha pronta.
E-book – O futuro chegou – Pouca gente sabe, mas um dos maiores sucessos editoriais do momento, Cinquenta Tons de Cinza, cuja trilogia já vendeu mais de 90 milhões de unidades em 47 países, foi um lançamento virtual. Um site de uma pequena editora digital inglesa – Writer’s Coffee Shop – fez a distribuição através de lojas virtuais de e-books, e somente após a explosão inicial na rede é que uma grande editora associou-se à iniciativa para a distribuição tradicional. No Brasil, as vendas até hoje somam 2,3 milhões de exemplares, sendo 53 mil no formato virtual. Na verdade, a mudança está apenas começando, mas os números já refletem uma tendência avassaladora: nos EUA e na Coreia do Sul, mais de 22% dos livros já são comercializados como e-books. Na Inglaterra são 20%. Na França e na Alemanha ainda representam 5% do mercado. No Brasil – onde houve um atraso significativo no lançamento de títulos digitais, em razão da legislação (aliás, problemas não totalmente resolvidos) –, já significam 3% das vendas de livros, no caso de Amazon, Apple, Google e Kobo. Editoras brasileiras como a Sextante têm 2% de suas vendas feitas através de e-books. Destaca-se o título Inferno, de Dan Brown – dos 500 mil exemplares colocados até agora no mercado, 25 mil foram em formato digital, ou seja, 5% do total. Já a Objetiva vendeu 15 mil e-books em 2012 e findou 2013 com 95 mil livros digitais vendidos – um crescimento de 650% –, que representaram 3% das vendas da editora.