Sumário Econômico 1343

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Destaque da edição:

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O Brasil no mapa mundial da inovação – No ranking, a liderança está com a Suíça, com uma pontuação de 66,59, somados todos os fatores que facilitam o ambiente para a inovação. Não surpreende que no topo da lista estejam também os países do Norte da Europa e os Estados Unidos. No conjunto listado, composto por 142 países, a pontuação alcançada pelo Brasil – 36,33 – situa nosso País na posição 64, abaixo de outros países da América Latina: Chile, Argentina e México. Embora o ranking da inovação resulte de um modelo matemático, a informação veiculada pelas instituições acima referidas não permite distinguir inovações de grande alcance das inovações menores, denominadas incrementais. A falta dessa distinção impede que se faça uma correlação entre a dimensão econômica de um país e sua propensão a inovar. Quanto à capacidade de inovar, a posição 64 para o Brasil está em desacordo com sua posição na listagem das dez economias mais importantes no plano mundial. Assinale-se que, embora o Brasil não se destaque em relação a outros países da América Latina pela qualidade do seu sistema educacional, em especial no ensino das ciências e das matemáticas, tem, não obstante, em várias instituições acadêmicas e empresas, verdadeiros “bolsões de conhecimento”, que são fonte de inovação nos processos produtivos. É o caso, por exemplo, da Petrobras, que desenvolveu a tecnologia da exploração do petróleo em águas profundas, assim como da Embrapa, que vem gerando avanços constantes nas técnicas de ponta das atividades agropecuárias.

 

Outras matérias:

Percentual de famílias com dívidas sobe em novembro – Na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) referente ao mês de novembro de 2013, o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 63,2% em novembro de 2013, avançando em relação aos 62,1% observados em outubro, como também em relação aos 59,0% de novembro de 2012. Apesar da elevação do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou na comparação mensal, passando de 21,6% para 21,2% do total. Entretanto, houve alta do percentual de famílias inadimplentes em relação a novembro de 2012, quando esse indicador alcançava 21,0% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, apresentou redução nas comparações mensal e anual, alcançando 6,6% em novembro de 2013, ante 7,3% em outubro de 2013 e 6,8% em novembro de 2012.

Receita de serviços sofre desaceleração no 3º trimestre – Após duas altas mensais seguidas, a receita mensal do setor de serviços registrou variação nominal de 0,0% entre agosto e setembro. De acordo com a pesquisa mensal de serviços (PMS) divulgada recentemente pelo IBGE, o destaque positivo foi o desempenho do grupo serviços de informação e comunicação (+2,0%). Na comparação interanual, a receita do setor de serviços registrou desaceleração no 3º trimestre (+8,4% contra +9,3% no comparativo entre os segundos trimestres de 2013 e 2012). Em relação a setembro de 2012, houve aumento nominal de 9,6%, 3,0 pontos percentuais a mais do que a variação anual registrada em agosto (+6,6%). As maiores variações nessa base de comparação ocorreram nos transportes e correios (+12,1%). Os serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (+7,0%), por sua vez, não permitiram uma alta mais expressiva da receita bruta dos serviços. Os dados ainda não contam com ajuste sazonal e com um deflator específico. Deflacionados pela variação média dos preços dos serviços que integram o IPCA, a receita bruta dos serviços teria acusado variação real de +0,7% nos últimos doze meses e de -0,6% em relação ao mês anterior.

Intenção de Consumo das Famílias registra alta de 1,7% em novembro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou alta de 1,7% (128,4 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e recuo de 3,9% em relação a novembro de 2012. O aumento da confiança das famílias foi reflexo da perda de fôlego temporária da inflação até o fim de outubro, aliado a manutenção dos ganhos reais. A maior dificuldade de aquisição de crédito, o maior patamar da taxa de câmbio e o menor crescimento da massa real de salários mantiveram a intenção de consumo em um ritmo inferior ao do ano passado. O índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo. Na comparação mensal, com exceção de Momento para duráveis, todos os componentes da pesquisa apresentaram variações positivas. O comportamento mais favorável do nível de preços no período e a sustentação do crescimento da renda permitiram uma elevação da confiança em relação ao consumo em geral.

 

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