A pauta “Incentivos para o turismo sustentável” foi desenvolvida no CTur em três importantes painéis.
A pauta “Incentivos para o turismo sustentável” foi desenvolvida no CTur em três importantes painéis.
No primeiro, Luciane Gorgulho, chefe do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES e integrante do ProCopa, abordou os novos instrumentos financeiros destinados à construção e modernização da rede hoteleira. “Hoje, para atender a micro e pequenas empresas, disponibilizamos duas vias principais: as operações diretas – solicitadas, analisadas e contratadas sem intermediários no Banco; e as indiretas – trazidas por instituições que agem na ponta, fazem a análise, assumem o risco da transação e cobram um spread por este trabalho ao cliente. Tais políticas de fomento contemplam empresas com faturamento anual de até R$ 90 milhões. Diante da realização dos megaeventos no Brasil, fomos orientados pelo Ministério do Turismo a melhorar as condições de atratividade dessas linhas, com, por exemplo, a extensão de prazos de amortização, explanou”.
Na sequência, Ricardo Bezamat, diretor de Novos Negócios de Eficiência Energética da Eneltec – Energia Elétrica e Tecnologia, refletiu: “Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade, a economia não cresce. Se esta não se expande, as condições de vida das populações se deterioram. E, com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia seu tempo de vida, o futuro fica insustentável. Cerca de 85% da energia nacional advêm de hidrelétricas, de alto impacto ecológico”. Ele apresentou propostas capazes de trazer soluções para os Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente, no sentido de minimizar a necessidade de execução de usinas. A partir de uma economia futura estimada em R$ 208 milhões anuais – argumentou –, o setor conquista o direito de reivindicar uma desoneração real na tarifa de energia elétrica.
Por último, Jefferson do Nascimento Monteiro, responsável pelo desenvolvimento de projetos eficientes e sustentáveis do Grupo Gás Fenosa, falou sobre modelos de negócios focados na gestão do setor. “A ideia foi ter o BNDES como um parceiro na implementação de padrões de eficácia nas empresas. Como gestores especializados, participamos do desenvolvimento do projeto em todas as fases e transferimos o ativo à companhia. O aporte financeiro é integralmente assumido pelo Grupo. Aquilo que o contratante paga à distribuidora, o fará com sua economia. Por isso, o projeto se revela tão atraente. Se não houver economia, não fechamos o negócio. Não estamos vendendo dinheiro, mas soluções que, depois, criam conscientização e replicam práticas em torno da sustentabilidade. Através delas, queremos ajudar os hotéis a se tornarem organismos mais competitivos”.