O Índice de Consumo das Famílias (ICF) ficou em 137,2 pontos em dezembro, registrando uma ligeira queda de 0,2% em relação ao resultado do mês anterior. O resultado reforça a expectativa da CNC para um crescimento do comércio varejista em torno de 5,8% no Natal. O ICF foi puxado pelo desempenho aferido nas capitais do Centro-Oeste, Norte e Sul, que tiveram baixas de 3,4%, 0,6% e 0,6%, respectivamente.
O Índice de Consumo das Famílias (ICF) ficou em 137,2 pontos em dezembro, registrando uma ligeira queda de 0,2% em relação ao resultado do mês anterior. O resultado reforça a expectativa da CNC para um crescimento do comércio varejista em torno de 5,8% no Natal. O ICF foi puxado pelo desempenho aferido nas capitais do Centro-Oeste, Norte e Sul, que tiveram baixas de 3,4%, 0,6% e 0,6%, respectivamente.

“Diferentemente de 2010, em que o aumento sazonal do consumo se refletiu no forte crescimento do índice, a maior cautela das famílias levou a estabilidade em dezembro deste ano. No entanto, este resultado está bem acima da zona de indiferença (100 pontos), o que indica um nível favorável de consumo”, afirma Bruno Fernandes, economista da CNC.
Na comparação anual, a intenção de consumo das famílias brasileiras apresentou queda de 4,3%. No período, todos os índices relacionados ao consumo e ao crédito registraram patamares inferiores aos registrados em dezembro de 2010. Esse resultado indica que a moderação da demanda doméstica ao longo do ano se estendeu no último trimestre de 2011, levando a atividade econômica a manter uma expansão inferior à de 2010.
O mercado de trabalho vem impedindo uma queda maior na confiança das famílias. A comparação anual mostra que mais famílias estão satisfeitas com seus empregos, e 51,9% se sentem mais seguros em relação ao mesmo mês do ano anterior. A queda anual da confiança em relação à renda (indicador ‘renda atual’ com queda de 2,8% em dezembro, ante igual período de 2010) reflete não só a desaceleração dos rendimentos nominais como principalmente o aumento do custo de vida ocorrido ao longo de 2011.
“A aceleração da inflação no período vem corroendo os salários reais, impedindo um forte crescimento da renda como ocorrido no ano passado. A tendência é que os indicadores relacionados ao mercado de trabalho continuem a manter a confiança das famílias num nível positivo, principalmente em relação às condições de emprego, pois, mesmo em um menor ritmo, os efeitos da desaceleração da economia ainda não foram capazes de reverter o processo de criação de postos de trabalho”, afirma Bruno Fernandes.
A íntegra da pesquisa nacional de Intenção de Consumo das Famílias de dezembro, com a análise econômica e os gráficos, está disponível na Central do Conhecimento.