FGTS cria linha de crédito para compra de material de construção

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Uma linha de crédito especial para compra de material de construção pela classe C foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no dia 10 de janeiro. Segundo o representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no conselho, Claudio Conz, a medida vai ajudar a alavancar o crescimento das vendas de material de construção neste ano, período em que as instituições financeiras poderão ficar mais cautelosas na hora de emprestar dinheiro por conta dos efeitos da crise econômica mundial.

Uma linha de crédito especial para compra de material de construção pela classe C foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no dia 10 de janeiro. Segundo o representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no conselho, Claudio Conz, a medida vai ajudar a alavancar o crescimento das vendas de material de construção neste ano, período em que as instituições financeiras poderão ficar mais cautelosas na hora de emprestar dinheiro por conta dos efeitos da crise econômica mundial.

A expectativa é de expansão das vendas entre 7 e 8% neste ano, em relação aos 4,5% de 2011. A princípio, R$ 300 milhões serão destinados do fundo para essas operações. Porém, o valor poderá ser elevado para até R$ 1 bilhão, dependendo do comportamento da demanda. Segundo Conz, atualmente, o custo anual desse tipo de operação varia de 25% a 45% ao ano.

Para ter acesso à linha de crédito, o interessado precisa ser cotista do FGTS. O valor do empréstimo está limitado a R$ 20 mil e o prazo de pagamento será de até 120 meses. A taxa de juros será bem mais atrativa do que as oferecidas atualmente no mercado. O juro foi fixado em até 12% ao ano.

O representante do Ministério do Trabalho na reunião, Paulo Furtado, explicou que todos os cotistas, independente da renda mensal, poderão solicitar o empréstimo. O valor do imóvel que será reformado, no entanto, terá que obedecer aos limites do FGTS, ou seja, R$ 500 mil. Além disso, se o valor do empréstimo exceder R$ 10 mil, o interessado terá que apresentar documentação de que está sendo efetuado o pagamento de benefícios previdenciários aos trabalhadores da obra.
Para o representante da CNC, o valor de R$ 20 mil por cotista não é baixo. Segundo ele, em média, os empréstimos para essa finalidade variam entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. “Está bem adequado à realidade”, afirmou.

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