Lázaro Luiz Gonzaga
Vice-presidente da CNC, presidente da Fecomércio-MG e coordenador da Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Farmacêuticos (CBFarma)
Qual a importância de existir um espaço dentro da CNC para discutir as principais demandas do comércio de produtos farmacêuticos?
Lázaro Luiz Gonzaga
Vice-presidente da CNC, presidente da Fecomércio-MG e coordenador da Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Farmacêuticos (CBFarma)
Qual a importância de existir um espaço dentro da CNC para discutir as principais demandas do comércio de produtos farmacêuticos?
No setor farmacêutico há uma grande diversidade de atuação (alopatia, homeopatia, área hospitalar, fitoterapia, manipulação, veterinária, entre outros) e a Câmara dentro da CNC permite unificar todas as linguagens e ações. Embora todos os segmentos estejam submetidos à mesma legislação, as regras mercadológicas, os nichos de mercado e o regime tributário podem ser diferentes. No caso do varejo, temos redes individuais e redes associativas. O universo farmacêutico é fragmentado e essa característica nos enfraquecia perante aos agentes reguladores. Por isso, o trabalho da CBFarma é importante, pois é um espaço que permite integrar filosofias e atuações que serão importantes para o fortalecimento do segmento.
Em sua opinião, quais os principais desafios do setor atualmente?
Um dos principais desafios é a legislação, que aumenta custos e engessa as possibilidades dentro do setor farmacêutico e limita nossa atuação. Outro desafio é a alta competitividade nesse segmento, que leva à necessidade de reduzir custos e impacta nossas margens operacionais, que precisam ser reduzidas para continuarmos competitivos.
Como o senhor vê a integração entre representantes do setor de diversos estados brasileiros na CBFarma?
Sabe-se que, embora existam condições e especificidades regionais, nossas legislações e agentes reguladores são nacionais, havendo pequenas diferenças nas tributações municipais e estaduais. Então, a integração é de suma importância e a existência de uma linguagem única continua sendo fundamental.
O varejo farmacêutico, incluindo cosméticos e perfumaria, é um dos poucos com algum tipo de crescimento no faturamento e no emprego, segundo pesquisas e análises da CNC. Como o senhor avalia que o setor esteja sendo impactado pela atual situação econômica do Brasil?
A situação econômica atual impacta todos os setores. Mas o zelo com a saúde e a preocupação com a imagem pessoal continuam crescendo. Há uma revolução no setor farmacêutico, que é a redução dos custos via medicamentos genéricos, que tem possibilitado um maior acesso da população de menor renda; a distribuição co-participativa, por meio de programas como a Farmácia Popular; e a distribuição gratuita, pelos agentes do governo.
Além disso, a cultura do visual criou uma conscientização maior das pessoas em relação à apresentação pessoal e a consequente demanda por cosméticos. Outro ponto importante é o ingresso do homem nessa faixa de consumo, o que também tem contribuído para o crescimento do setor.
Como o senhor vê o trabalho da CBFarma integrado à atuação da CNC na defesa dos empresários?
A grande representatividade da CNC configura inestimável apoio institucional, técnico e jurídico de todos os segmentos que se incluem no setor terciário da economia.