Entrevista: Itelvino Pisoni, diretor da CNC e presidente da Fecomércio-TO

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Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

As últimas pesquisas de confiança dos empresários mostram que estes estão apenas mantendo seu estoque. Então, é possível que, para o final de ano, os estoques estejam dentro do adequado. Já a contratação do setor de comércio no último levantamento do Caged (MTE) mostrou uma variação negativa. Esperamos que até o Natal esses dados mudem, porém acredito que não haverá superávit de contratações. O setor de serviços ainda mantém nível positivo, com variação positiva.

Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

As últimas pesquisas de confiança dos empresários mostram que estes estão apenas mantendo seu estoque. Então, é possível que, para o final de ano, os estoques estejam dentro do adequado. Já a contratação do setor de comércio no último levantamento do Caged (MTE) mostrou uma variação negativa. Esperamos que até o Natal esses dados mudem, porém acredito que não haverá superávit de contratações. O setor de serviços ainda mantém nível positivo, com variação positiva.

 Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

 Acredito que o comércio terá uma alavancada no volume de vendas próximo do Natal, mas não será acima da expectativa, já que o Estado vem enfrentando várias dificuldades econômicas, principalmente relacionadas aos servidores públicos, que são um pouco mais da metade dos empregados formais do Tocantins. Além disso, temos outros fatores, como alta nos juros e insegurança. O Dia dos Pais registrou queda nas vendas, e é possível que esse aumento só comece depois de outubro.

 Na área em que o senhor atua como empresário (apontar a área), que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

 No varejo, principalmente, o empresário deve investir em uma maior qualidade no atendimento, para alavancar vendas (podem ser feitos treinamentos e capacitações por meio do Senac), calcular melhor na hora de efetuar a compra do estoque, inovar, aproveitando as oportunidades e aprendendo com quem já realiza ações inovadoras, reduzir custos (cortando supérfluos), economizar energia e materiais de expediente e, no caso mais extremo, demitir de funcionários, realizar liquidações e promoções, bem como ações de marketing, além de manter a motivação de toda a equipe.

 A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

 Com certeza. O empresário trabalha de acordo com o movimento da economia. Ou seja, caso haja aumento de tributos e no preço das mercadorias, naturalmente ele tem que repassar para os consumidores, o que se torna um ciclo. Principalmente a tarifa enérgica e a alta no preço do combustível têm impactado o mercado, pois são itens de extrema importância.

 A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

 Eu acredito que a principal vilã é a insegurança causada pela instabilidade econômica, que força os empresários a deixar de investir. E em alguns casos, a demissão de funcionários também é uma saída, e a população, de forma geral, passa a consumir somente os produtos e serviços estritamente necessários, provocando queda nas vendas, o que, consequentemente, tem reflexos negativos no comércio.

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