Claudio Conz
Coordenador da Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC)
Qual a importância de existir um espaço dentro da CNC para discutir as principais demandas do setor de materiais de construção?
É um espaço novo, mas que já apresenta bons resultados pelo fato de criar uma maior aproximação com a CNC e integrar os temas.
Claudio Conz
Coordenador da Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC)
Qual a importância de existir um espaço dentro da CNC para discutir as principais demandas do setor de materiais de construção?
É um espaço novo, mas que já apresenta bons resultados pelo fato de criar uma maior aproximação com a CNC e integrar os temas.
Acredito que a junção destas Câmaras com a coordenação, que vem sendo feita entre as Câmaras pela casa, começará a produzir resultados rapidamente, pois estamos caminhando para ajustar o foco das questões setoriais, que em muitos casos são coincidentes.
Em sua opinião, quais os principais desafios do setor atualmente?
Para o setor de comércio, sem dúvida, a logística e os serviços prestados. A logística, hoje, na dimensão nacional, chega a representar mais de 10% sobre os preços das mercadorias entre entregar e receber, além das dificuldades e restrições cada vez maiores com o trânsito nas grandes cidades.
Nos serviços prestados, a qualificação profissional é o maior desafio, pois cada vez mais um consumidor entra nas nossas lojas com um enorme poder de informação, e espera dela e de quem o atende o mesmo conhecimento (ou superior) sobre os produtos.
Agora, é treinar, treinar e treinar.
Como o senhor vê a integração entre representantes do setor de diversos estados brasileiros na CBMC?
Essa integração será cada vez mais fundamental: ou porque as empresas estão ampliando a concorrência com a ampliação de lojas, ou porque essa multifacetada substituição tributária, que cada Estado tem a sua, transtorna e enche de obrigações acessórias as nossas atividades. Têm sido muito proveitosas as trocas de experiências a esse respeito.
Como o setor de materiais de construção está sendo impactado pela atual situação econômica do Brasil?
O mundo das lojas de material de construção, formado por 148 mil lojas, sendo 98% de pequeno e médio porte, não está sentindo este impacto ainda, como outros setores.
Até o meio do ano, podemos dizer que, em faturamento, o setor está igual ao mesmo período do ano passado, o que mostra uma leve queda no volume físico vendido de -3%, segundo o IBGE. É bastante razoável imaginarmos que fecharemos o ano com pequeno crescimento nominal na casa dos 3%, já que o segundo semestre sempre é melhor para o nosso setor.
Para quem depende de venda a construtoras e obras de infraestrutura, os resultados serão piores, em face da atual conjuntura. Porém essas 148 mil lojas pouco fornecem para esses setores, que de maneira geral compram diretamente das indústrias.
Como o senhor vê o trabalho da CBMC integrado à atuação da CNC na defesa dos empresários?
Creio que, com o tempo, vamos criar importantes sinergias, notadamente nos grandes temas, como reforma tributária, relações no trabalho e melhoria do ambiente de negócios por meio de simplificação e desburocratização. Esses temas coordenados e capitaneados pela CNC darão muito mais resultados se buscarmos, unidos, a defesa desses interesses comuns. Apesar dos materiais vendidos serem diferentes, as demandas e necessidades são muito parecidas.