Ari dos Santos
Coordenador da Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPAVE)
Qual a importância de existir um espaço dentro da CNC para discutir as principais demandas do setor de autopeças?
Ari dos Santos
Coordenador da Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPAVE)
Qual a importância de existir um espaço dentro da CNC para discutir as principais demandas do setor de autopeças?
Extremamente importante pelo respaldo político que a envolve todo o cenário do comércio brasileiro. Em nosso caso, no segmento automotivo sempre foi carente de ações do governo Federal, estadual e municipal, que viessem a proporcionar-lhe melhores condições competitivas, como já ocorreu em outros setores. Ao contrário, só tem recebido decisões que o afeta sensivelmente, principalmente no tocante à criação da Margem de Valor agregado – ST, cujos parâmetros são completamente fora de nossa realidade comercial. A CNC, com o espaço aberto, criando as Câmaras Setoriais, certamente darão maior respaldo político aos nossos pleitos reivindicatórios.
Em sua opinião, quais os principais desafios do setor atualmente?
A nosso ver um dos principais desafios a enfrentar, é o ajustamento de custos operacionais internos das empresas, levando em conta que esses custos tendem a aumentar com as medidas das pressões exercidas pelos governos nos encargos trabalhistas, fiscais e tributários, num mercado que se nos obriga a sacrificar margens de contribuições, a fim de manter uma posição competitiva e tentar alguma lucratividade, sem o que a empresa tende a desaparecer. Essa equação é difícil de ser implementada a curto prazo porque envolve, principalmente, os aspectos sociais, de procurar manter a equipe de colaboradores.
Como o senhor vê a integração entre representantes do setor de diversos estados brasileiros na CBCPAVE?
Quando aceitei o convite do vice-presidente Darci Piana, entendi que esse chamado fazia sentido, uma vez que com a participação dos demais presidentes dos Sincopeças do Brasil e, utilizando a força política da CNC, poderíamos, efetivamente, sair de usar os esforços individuais de cada Presidente em seus Estados e unir essas forças individuais reivindicatórias. Poderíamos obter resultados benéficos ao nosso tão combalido mercado de revenda de peças automotivas. Aceitei isso como um ideal, sem nenhuma vaidade, mas certo de que somente com a participação efetiva de todos os presidentes do Sincopeças do Brasil, no mesmo sentido, é que chegaremos a resultados surpreendentes.
Como o comércio de autopeças e acessórios para veículos está sendo impactado pela atual situação econômica do Brasil?
Acredito que é igual a todos os outros setores, diante do cenário econômico e político que o nosso país está vivendo. Não obstante, temos que acreditar na reação do nosso segmento automotivo independente, uma vez que a idade média da frota tende a aumentar pela ausência de melhores ofertas de crédito, que obrigará ao usuário do veículo a utilizá-lo por mais tempo. Com isso terá que buscar as suas manutenções e, por consequência, utilizar mais peças, a partir de sair das garantias que são oferecidas aos veículos novos. A tendência para os próximos anos é a de aumentar a demanda de peças independentes, uma vez que veículos de mais de três anos são os que mais consumirão peças.
Como o senhor vê o trabalho da CBCPAVE integrado à atuação da CNC na defesa dos empresários?
Pude sentir em nossa última reunião do dia 26 de agosto que as perspectivas para a CBCPAVE são muito animadoras, pelo comprometimento demostrado pelo vice-presidente Administrativo da CNC, Darci Piana e seus assessores, interagindo-se nos pleitos que lhes são apresentados na busca de soluções. Acredito que os empresários do nosso segmento ganharão muito com isso. Friso, entretanto, que é preciso que nos unamos, membros da CBCPAVE, presidentes dos Sincopeças DO BRASIL, para ajudar e fazer acontecer; não podemos deixar nas mãos de uns poucos. Só teremos sucesso se todos se comprometerem a buscar resolver os objetivos comuns de nosso segmento de peças para o mercado independente.