Com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, foi aberto, nesta quinta-feira (7), no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2014, evento de referência do setor. Promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o Enaex 2014 conta com o apoio institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), representada na cerimônia de abertura pelo consultor Econômico da Confederação, Ernane Galvêas, que é também presidente de honra da AEB.
Com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, foi aberto, nesta quinta-feira (7), no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2014, evento de referência do setor. Promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o Enaex 2014 conta com o apoio institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), representada na cerimônia de abertura pelo consultor Econômico da Confederação, Ernane Galvêas, que é também presidente de honra da AEB. O encontro reúne autoridades e lideranças empresariais do setor para debater os principais entraves ao pleno desenvolvimento do comércio exterior no Brasil.
O presidente da AEB, José Augusto de Castro, destacou a urgente necessidade de redução de custos para melhorar a competitividade das exportações do Brasil no mercado internacional. “O Brasil não é um país caro; ele está um país caro”, disse Castro, antes de abordar os principais pontos que impedem um melhor desempenho da balança comercial brasileira. Um deles é o câmbio, que desestimula os exportadores. “O câmbio apreciado pode ajudar no controle da inflação, mas, indiretamente, estimula as importações”, assinalou.
Como principais entraves para o comércio exterior brasileiro, José Augusto de Castro destacou, também, a elevada carga tributária, a excessiva burocracia e a infraestrutura desintegrada do País. “Temos um sistema tributário obsoleto, anti-industrial, antiexportação, e precisamos de um sistema integrado de infraestrutura, pois sem logística não podemos avançar”, destacou.
Castro falou, ainda, sobre a importância de os setores público e privado caminharem juntos. “Nós, setor privado, e o governo temos que caminhar juntos. A competitividade no Brasil precisa ser uma meta de todos”, afirmou.
O consultor Econômico da CNC, Ernane Galvêas, lembrou o cenário do comércio exterior por ocasião da realização do primeiro Enaex, em 1970, época em que era presidente do Banco Central. “O Brasil exportava US$ 2,7 bilhões, e, com o esforço conjugado do governo e dos empresários, dez anos depois estava exportando US$ 20 bilhões”, disse Galvêas, para enfatizar a importância do trabalho conjunto dos setores público e privado para a melhoria do desempenho da balança comercial. “Espero que este encontro seja mais um passo para ajudar a consolidar o comércio exterior brasileiro.”
Ministro Mauro Borges destaca multilateralismo
O ministro de Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, em seu pronunciamento na abertura do evento, apontou como um dos principais entraves ao avanço do comércio exterior o grande hiato de produtividade da economia brasileira, que está por trás do Custo Brasil e perpassa dois grandes déficits estruturais. “O de baixo estoque de capital físico e de capital humano, que são muito aquém da dimensão da economia brasileira”, explicou o ministro. Ele ressaltou que o envelhecimento do parque fabril brasileiro também impacta o Custo Brasil.
De acordo com Borges, a estratégia brasileira é focada no multilateralismo comercial, mas este só se sustenta com forte relação comercial com a União Europeia, os Estados Unidos e a China, além da integração produtiva com os países da América Latina. “É importante, em relação aos Estados Unidos, por exemplo, que haja incentivos para maior harmonização técnica, mais acordos de cooperação tecnológica, e selar um acordo de bitributação”, afirmou o ministro.
Estiveram também presentes na abertura da Enaex 2014 Antonio Henrique Silveira, secretário Executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República; Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior do MDIC; Ernani Argolo Checcucci Filho, subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Secretaria da Receita Federal do Brasil; Mauricio Borges, presidente da Apex-Brasil, e Benedicto Fonseca Moreira, presidente do Conselho de Administração da AEB.
O Enaex 2014, que tem como tema Propostas para a Redução de Custos no Comércio Exterior, prossegue nesta sexta-feira (8) debatendo temas como as perspectivas para a evolução do comércio exterior de serviços, financiamento e garantia às exportações e logística de transportes. Para abordar esses e outros assuntos, estão confirmadas as presenças, entre outros, de Nelson Akio Fujimoto, secretário de Inovação e de Comércio e Serviços do MDIC; Lia Valls, professora do Ibre/FGV; o embaixador Carlos Marcio Cozendey, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda; e Mário Povia, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Estão previstos, ainda, workshops sobre os dois anos de Siscoserv, drawback e licenciamento de importações e também sobre zona de processamento de exportação, além de uma reunião dos membros do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), que vai focar o papel dos CAPs e a importância da gestão corporativa nos portos organizados nacionais.