Em artigo publicado no jornal Brasil Econômico, intitulado “Defasagens e ajuste fino”, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, enfatiza, na abertura do texto, que a política monetária atua sobre a economia com defasagens longas e variáveis. “Seus efeitos não são imediatos. Atualmente, estima-se que a defasagem dos efeitos da política monetária sobre os preços no Brasil seja de três a cinco trimestres.
Em artigo publicado no jornal Brasil Econômico, intitulado “Defasagens e ajuste fino”, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, enfatiza, na abertura do texto, que a política monetária atua sobre a economia com defasagens longas e variáveis. “Seus efeitos não são imediatos. Atualmente, estima-se que a defasagem dos efeitos da política monetária sobre os preços no Brasil seja de três a cinco trimestres. Assim sendo, as decisões de política monetária são feitas pensando à frente, com base em modelos que estimam a trajetória futura da economia e a magnitude dos impactos da política monetária. Além das defasagens, os modelos econômicos e as projeções estão sujeitos a incertezas. Em uma economia dinâmica, vulnerável a choques, incertezas e longas defasagens, a estratégia da política monetária requer um constante ajuste fino”, afirma.
Depois de analisar o atual cenário da economia brasileira, o economista observa que, com a atividade fraca da economia, em que diversos fatores levam a um maior risco de retração e um menor risco de elevações dos prêmios de risco no futuro próximo, a política monetária deve ser mais cuidadosa no processo de reajuste das taxas de juros, o que implica um maior gradualismo na recondução da inflação para o centro da meta, mesmo com a perspectiva do não cumprimento da meta no ano de 2015.
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