Conselho de Turismo debate a revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro

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Abrindo as atividades do semestre, o Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) debateu, na quarta-feira (23/07), o plano de revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro. O encontro foi realizado no mesmo dia em que o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou projeto de lei que dá isenção fiscal (para ISS e ITBI) e concede o perdão de dívidas para incentivar a construção de unidades habitacionais no projeto “Porto Maravilha”.

Abrindo as atividades do semestre, o Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) debateu, na quarta-feira (23/07), o plano de revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro. O encontro foi realizado no mesmo dia em que o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou projeto de lei que dá isenção fiscal (para ISS e ITBI) e concede o perdão de dívidas para incentivar a construção de unidades habitacionais no projeto “Porto Maravilha”.

O ex-chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro Breno Vidal apresentou a operação urbana Porto Maravilha, um projeto da Prefeitura de reurbanização e promoção do desenvolvimento socioeconômico da Zona Portuária. Segundo Vidal, serão 5 milhões de metros quadrados requalificados no Centro do Rio, além de 85 quilômetros de redes de esgoto, 120 quilômetros de rede de água, plantio de 15 mil árvores e a execução de 650 mil metros quadrados de calçadas.

Resgate do patrimônio histórico e cultural

Breno Vidal explicou que uma parte dessa área é constituída por aterro, onde não haverá obras subterrâneas, e que a região é de grande relevância histórica. “Tivemos uma preocupação muito grande na área não aterrada de verificar se havia algum patrimônio histórico a ser resgatado e reintegrado”, afirmou Vidal ao se lembrar do sítio arqueológico do Cais do Valongo, encontrado em escavações feitas durante as obras de revitalização da Zona Portuária, depois de 168 anos soterrado.

Mobilidade Urbana

“Pela primeira vez em muitos anos, estamos tendo um plano de mobilidade que pensa num arco viário, que vai interligar o Rio de Janeiro – a Zona Norte, a Zona Sul e a Zona Oeste”, afirmou Breno Vidal. Obras como a Via Expressa, que substitui a Perimetral e terá três faixas e mais de 2.500 metros de túneis, e ainda o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com a proposta de cobrir 28 quilômetros, estão previstas para ser finalizadas em 2016. Vidal citou, ainda, a Via Binária e a construção de 17 quilômetros de ciclovia na região do Porto.

Ele lembrou a importância de o carioca perceber que o Centro, como em outras capitais no mundo, dará prioridade ao deslocamento de pedestres e ao transporte coletivo. “O Centro da cidade já perdeu áreas de estacionamento e deve perder ainda mais”, disse Vidal, lembrando a construção dos passeios públicos, como o “Boulevard Avenida Rio Branco”, o “Parque Linear”, na Praça Mauá, e a interligação deste com a Praça XV.

Polêmica da Perimetral

O ex-chefe de Gabinete falou sobre a barreira territorial e a poluição geradas pelo Elevado da Perimetral, que foi derrubado. “Após a construção da Perimetral, a cada dois anos perdia-se uma quadra que ficava abandonada. A Perimetral foi praticamente um câncer; gerou isolamento e degradação, com pontos crônicos de alagamento, acúmulo de lixo e degradação do patrimônio arquitetônico, entre outros”, disse.

Breno Vidal substituiu o ex-secretário Municipal de Transportes do Rio de Janeiro Carlos Roberto Osório, que não pôde comparecer.

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