Com inflação alta, serviços têm queda real de receita em 2013

Compartilhe:

A receita bruta do setor de serviços cresceu 8,5% em 2013, segundo os últimos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (19) pelo IBGE. O resultado do ano passado foi pior que o de 2012, quando o faturamento nominal decorrente da prestação de serviços às famílias e às empresas brasileiras avançou 10,0%. Em relação a novembro, houve alta de 7,8%, puxada pelos serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (+14,0%).

 

A receita bruta do setor de serviços cresceu 8,5% em 2013, segundo os últimos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (19) pelo IBGE. O resultado do ano passado foi pior que o de 2012, quando o faturamento nominal decorrente da prestação de serviços às famílias e às empresas brasileiras avançou 10,0%. Em relação a novembro, houve alta de 7,8%, puxada pelos serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (+14,0%).

 

Os dados nominais de 2013 deflacionados pela inflação dos serviços apurada pelo IPCA (+8,75%) no mesmo período apontam para uma variação real de -0,2% da receita com a prestação de serviços. Em 2012, o faturamento real do setor variou +1,3%. “Além de ainda não contar com um deflator específico para a obtenção de um índice de volume dos serviços, a PMS ainda não conta com ajuste sazonal nos dados mensais. Educação, saúde e serviços financeiros não integram a coleta mensal da PMS”, explica Fabio Bentes, economista da CNC. Ainda assim – destaca o economista –, o indicador mensal do IBGE cobre aproximadamente 36,5% do valor adicionado bruto gerado no País e mais de 1/3 do pessoal ocupado no mercado de trabalho. “A inflação de serviços continuou elevada em 2013 (+8,73%) e foi praticamente a mesma de 2012 (+8,75%). A diferença é que no ano passado a receita do setor não cresceu o suficiente para proporcionar ganho real no faturamento do setor”, complementa Fabio.

 

Leia mais

Rolar para cima