Inadiável e urgente
Ela é uma espécie de unanimidade nos diagnósticos das principais questões a serem enfrentadas pelo País para que a economia funcione de forma mais equilibrada. Ao mesmo tempo, o tema não consegue estabelecer consensos entre as diversas partes interessadas. Resultado: uma postergação que custa ao Brasil a possibilidade de alcançar níveis de desenvolvimento compatíveis com o desejo de sua sociedade.
Inadiável e urgente
Ela é uma espécie de unanimidade nos diagnósticos das principais questões a serem enfrentadas pelo País para que a economia funcione de forma mais equilibrada. Ao mesmo tempo, o tema não consegue estabelecer consensos entre as diversas partes interessadas. Resultado: uma postergação que custa ao Brasil a possibilidade de alcançar níveis de desenvolvimento compatíveis com o desejo de sua sociedade.
Estamos falando, claro, da reforma tributária. Para as empresas do comércio de bens, serviços e turismo, que a CNC tem a responsabilidade de representar, é um tema de grande importância, que se reveste de um caráter de urgência na definição de soluções adequadas, principalmente no atual cenário de quase estagnação econômica que o País vem enfrentando.
Unânime quanto à sua necessidade, é preciso dar impulso às ações que almejam reorganizar e reestruturar essa importante parte da economia. O Brasil é, reconhecidamente, um dos Países com um dos mais complicados e perversos sistemas tributários do mundo. E vai enfrentando percalços, com a miudeza cotidiana de apanágios e remendos econômicos que não atacam a essência, quando, com o empenho em alguns grandes blocos de soluções no atacado, poderia colher muito melhores resultados. Como no caso da reforma tributária.
Na reportagem de capa desta edição, a CNC oferece uma contribuição para o encaminhamento da questão, mostrando as principais linhas do que entende ser uma reforma tributária factível. Em sua essência, o modelo defendido pela Confederação pressupõe respeito aos princípios da boa tributação: transparência, justiça, equidade, simplicidade e universalidade, além de aderência à capacidade contributiva dos cidadãos e das empresas.
Em outras palavras, um sistema orientado pelo bom senso e por um sentido de racionalidade que reverbere por toda a economia, contribuindo para direcionar e manter o País na rota de um desenvolvimento mais robusto e sustentável.
Boa leitura!