O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, foi convidado pela presidente da República, Dilma Rousseff, a participar do evento que celebrou a visita oficial do presidente da República Popular da China, Xi Jinping, em 17 de julho de 2014, no Palácio do Planalto.
O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, foi convidado pela presidente da República, Dilma Rousseff, a participar do evento que celebrou a visita oficial do presidente da República Popular da China, Xi Jinping, em 17 de julho de 2014, no Palácio do Planalto.
O presidente Xi Jinping assinou acordos na reunião bilateral, na visita ao Brasil. Os dois países celebram 40 anos de cooperação em 2014. Segundo o Itamaraty, a China é, desde 2006, o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2013, foram trocados US$ 83,3 bilhões entre os países – um aumento de 10% em relação a 2012. Esse valor deverá ultrapassar US$ 90 bilhões neste ano.
O embaixador Francisco Mauro Brasil de Holanda, diretor do Departamento da Ásia do Leste do Itamaraty, afirmou que o Brasil pretende reforçar o compromisso. “Pretendemos também expressar o interesse para que a pauta exportadora possa contemplar uma proporção maior de produtos de maior valor agregado.”
Assinatura de atos
Os 32 atos assinados na cerimônia abrangem áreas de transporte, energia, infraestrutura, tecnologia, comércio e educação. Entre vários tópicos, os acordos falam sobre facilitação de vistos de negócios, cooperação na área de Defesa, Aviação Civil e cooperação industrial, além da ampliação da presença de estudantes brasileiros na China por meio do programa de bolsas de intercâmbio do governo brasileiro, do aprendizado do mandarim no Brasil e do lançamento de um serviço chinês para buscas na internet.
Comércio bilateral e investimentos
No segmento do comércio, o embaixador enfatizou dois pontos que se espera expandir: vendas de aviões da Embraer e normalização do acesso à carne bovina. Francisco Mauro também citou outras áreas em que se pretende aumentar as trocas: educação, cultura, ciência e inovação aeroespacial e satélites meteorológicos. Segundo Holanda, a maior expectativa é em relação a avanços de cooperação em infraestrutura, em particular ferroviária e portuária.
Durante a assinatura de atos, a presidente lembrou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, passando de US$ 3 bilhões para quase US$ 90 bilhões em 2013. O volume deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e a disposição de compra de carne bovina para a China. Dilma afirmou, ainda, que a relação bilateral ganha força com as indústrias chinesas que serão instaladas no País.
O evento reuniu autoridades como o vice-presidente, Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves.