Em artigo publicado hoje (15) na coluna Ponto de Vista do jornal Brasil Econômico, intitulado “Ajustes virão também do exterior”, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, alerta que, além dos desequilíbrios macroeconômicos internos, no ano de 2015 a economia brasileira também continuará contando com um cenário externo desafiador.
Em artigo publicado hoje (15) na coluna Ponto de Vista do jornal Brasil Econômico, intitulado “Ajustes virão também do exterior”, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, alerta que, além dos desequilíbrios macroeconômicos internos, no ano de 2015 a economia brasileira também continuará contando com um cenário externo desafiador. Mas destaca que os desafios no âmbito externo mudaram, pois antes os riscos eram relacionados ao colapso do sistema financeiro internacional, ao prolongamento da recessão nos países desenvolvidos e aos efeitos colaterais advindos das políticas monetárias ultraexpansionistas dos maiores bancos centrais do mundo. “Agora os principais riscos advêm do processo de normalização da política monetária americana e da redução do protagonismo da China no crescimento da economia mundial,” revela.
Carlos Thadeu mostra que o cenário da economia mundial continua complexo, dado que os Bancos Centrais perseguem políticas monetárias com objetivos diferentes. Os EUA devem apresentar crescimento econômico maior que o esperado em 2015, próximo de 3%, diante dos 2,5% em 2014. Por outro lado, os demais países desenvolvidos e emergentes, principalmente os europeus, devem apresentar atividades econômicas bastante fracas e suas moedas tendem a ter suas trajetórias de desvalorização em relação ao dólar acentuadas ao longo do ano. O economista conclui então que, em 2015, o Brasil vai conviver com um cenário de grande incerteza, no qual, além dos ajustes dos desequilíbrios internos, enfrentará também um cenário externo desafiador, de recuperação econômica bastante desigual entre os países, políticas monetárias divergentes entre os Bancos Centrais e eventuais crises de aversão ao risco. Leia abaixo o artigo na íntegra.