AEB prevê primeiro déficit da Balança Comercial desde 2000

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A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou os números de sua revisão anual para as projeções da balança comercial em 2013, relativamente aos dados divulgados em 18 de dezembro de 2012. A previsão de superávit de US$ 14,620 bilhões, que já significava queda de 24,8% em relação ao ano passado, transformou-se em déficit comercial de US$ 2,008 bilhões, o primeiro do setor, desde o ano 2000, quando a Balança Comercial fechou o ano em US$ 732 milhões, de acordo com o presidente da Associação, José Augusto de Castro.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou os números de sua revisão anual para as projeções da balança comercial em 2013, relativamente aos dados divulgados em 18 de dezembro de 2012. A previsão de superávit de US$ 14,620 bilhões, que já significava queda de 24,8% em relação ao ano passado, transformou-se em déficit comercial de US$ 2,008 bilhões, o primeiro do setor, desde o ano 2000, quando a Balança Comercial fechou o ano em US$ 732 milhões, de acordo com o presidente da Associação, José Augusto de Castro.

As exportações foram reduzidas de US$ 239,690 bilhões, queda de 1,2%, para US$ 230,511 bilhões, queda de 5% em relação a 2012. Já as importações foram ampliadas de US$ 225,070 bilhões, alta de 0,9%, para US$ 232,519 bilhões, aumento de 4,2% em relação a 2012. A corrente de comércio projetada para 2013, de US$ 463,030 bilhões, deverá ter pequena queda de 0,6% frente aos U$ 465,729 bilhões obtidos em 2012.

A redução das previsões de exportações deve-se à aceleração da queda das cotações das commodities em geral e à diminuição das vendas de petróleo, óleos combustíveis, milho e algodão. O minério de ferro continuará sendo o principal produto da pauta de exportações, com valor projetado de US$ 31,587 bilhões, montante similar aos US$ 30,989 bilhões apurados em 2012, graças à manutenção de seus preços médios e das quantidades previstas de exportação, porém, com elevação de sua participação na pauta de exportação de 12,8% em 2012 para 13,6% em 2013.

Em relação às importações, a AEB destaca que o aumento verificado no primeiro semestre deveu-se à menor taxa cambial vigente, à regularização dos registros de importação de petróleo e derivados, à expectativa de expansão do consumo interno e à manutenção do custo Brasil em níveis elevados. Para o segundo semestre, a previsão é de um menor crescimento das importações, em razão da elevação da taxa cambial e dos sinais de redução do consumo interno.

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