A terceirização precisa ser tratada pelas empresas envolvidas como parcerias efetivas, para que o processo seja bem feito. Essa é a opinião de José Pastore, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Fecomércio-SP, que discursou no painel O panorama da terceirização – Movimento e perspectiva do seminário Terceirização e o STF – O que esperar?, realizado na sede da Federação paulista.
A terceirização precisa ser tratada pelas empresas envolvidas como parcerias efetivas, para que o processo seja bem feito. Essa é a opinião de José Pastore, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Fecomércio-SP, que discursou no painel O panorama da terceirização – Movimento e perspectiva do seminário Terceirização e o STF – O que esperar?, realizado na sede da Federação paulista.
Segundo Pastore, o esforço para fazer das relações de terceirização uma parceria já existe em diversos países. “Terceirização bem-feita, que dá resultado, não é uma mera compra e venda de serviços. Funciona bem quando contratado e contratante operam em um ambiente de parceria, de corresponsabilidade”, afirmou.
Pastore citou exemplos de empresas como Nike, Embraer e Apple, que terceirizam seus serviços para melhor qualidade nos seus produtos. “A Nike terceiriza as atividades produtivas e retém as suas atividades criativas. Na Apple, os 30% da mão de obra criativa geram 80% da receita final proveniente dos produtos da empresa”, explicou Pastore, que também é professor da Universidade de São Paulo (USP).
Os benefícios da terceirização, segundo o professor, tornam as empresas mais competitivas. “A terceirização é uma forma de as empresas se tornarem mais fortes em investimentos e na melhoria de suas tecnologias. Isso gera barateamento dos custos e, consequentemente, dos preços finais ao consumidor”, finalizou Pastore.
Insegurança jurídica
Ainda no mesmo painel, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sergio Longen, apresentou uma pesquisa feita pela CNI com empresários da indústria brasileira em janeiro de 2014.
Segundo os dados apresentados, 62,1% das empresas pretendem manter constantes as contratações de terceirizadas (sobe para 65,7% nas grandes indústrias), e 21,9% pretendem aumentar nos próximos anos. “O volume vai aumentar na maioria das indústrias. Raras são as empresas que conseguem dar conta de todos os serviços que são necessários para a produção”, afirmou Longen.
A pesquisa mostra, ainda, que a insegurança jurídica é a principal dificuldade no processo de terceirização para 59,9% das empresas. Além disso, caso a terceirização fosse proibida, 42% dos empresários entrevistados afirmaram que perderiam a competitividade, e 15,4% responderam que uma ou mais linhas de produtos seriam inviabilizadas, totalizando 57,4% das indústrias que sofreriam graves impactos negativos. “A proibição do uso ou a diminuição da terceirização refletiriam negativamente na geração de empregos, renda e impostos, impactando negativamente toda a sociedade”, concluiu Longen.
Sobre o seminário
As implicações econômicas e jurídicas sobre a terceirização no Brasil são o foco do seminário Terceirização e o STF – O que esperar?, que está sendo realizado nesta segunda-feira, 1° de setembro, na sede da Fecomércio-SP. O evento é realizado em parceria entre a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif).