Sumário Econômico 1494

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Destaque da edição:

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Turismo do RJ já perdeu R$ 320 milhões com aumento da violência em 2017 – De janeiro a abril deste ano, o faturamento do setor de turismo do Estado do Rio de Janeiro registrou queda de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice de Atividades Turísticas divulgado recentemente pelo IBGE. No comparativo com o ano anterior, a receita bruta das atividades tipicamente turísticas do Estado vem acumulando perdas desde o fim dos Jogos Olímpicos de 2016. Diversos fatores de natureza meramente econômica justificaram, ainda que de forma parcial, o recente desempenho negativo desse setor. A evolução desfavorável do mercado de trabalho, por exemplo, limitou a capacidade de consumo desse tipo de serviço nos últimos meses.

Inadimplência mostra o menor resultado do ano – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro teve queda de 0,2% em maio deste ano contra o mês imediatamente anterior, a segunda redução consecutiva. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 48,0% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio de 2017, a variação foi de -2,6%, 0,5 p.p. abaixo da variação de -2,1% observada no mesmo período do ano anterior. O aumento mensal de 0,6% no saldo das operações das pessoas físicas não foi o suficiente para compensar a queda de 1,0% nas operações das pessoas jurídicas. Mesmo na comparação dos últimos 12 meses, os empréstimos a pessoas físicas mantêm-se positivos, com crescimento de 4,0% e representando 51,8% do saldo total das operações de crédito. Os empréstimos a pessoas jurídicas recuaram 8,9% neste período e retratam 48,2% do saldo geral.

Comércio internacional – Novas tendências – Na cúpula do G20, que ocorreu em Hamburgo nos dias 7 e 8 de julho, um assunto em particular ganhou destaque: o isolacionismo de Donald Trump e a perda da liderança dos Estados Unidos. O principal quesito a ser entendido é o que isso pode significar para o futuro dos negócios globais. Além disso, há o questionamento sobre quem ditará as regras do comércio internacional frente à perda de influência dos Estados Unidos. No entanto, a resposta para essa questão parece estar ficando cada vez mais clara, ao passo que a União Europeia (UE) e o Japão chegaram a um “acordo político” sobre os contornos de um novo acordo comercial. Com a administração de Trump focada na revisão de acordos já existentes – seja saindo da Parceria Transpacífico ou renegociando outros acordos com o Nafta, em vez de lançar novos tratados, abriu-se espaço para acordos como o da UE-Japão e outros que também estão sendo desenhados. Dito de outra forma: é provável que o mundo veja muitos pactos comerciais, mas em que os Estados Unidos, a voz dominante no comércio há mais de 70 anos, estarão excluídos.

Reduzindo a meta – A Resolução Banco Central do Brasil (Bacen) nº 4.582, de 29 de junho do corrente ano, disparada no final do mês passado, correspondeu a uma boa notícia. Ela fixou a nova meta para a inflação no biênio 2019-2020 e o novo intervalo a vir a ser aceito como de tolerância. A divulgação dessa resolução pelo órgão executor da política monetária tornou pública a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). Os ministros da Fazenda e do Planejamento e o presidente do Bacen compõem o CMN. Para o exercício de 2019, as autoridades diminuíram o centro de 4,50% para 4,25%; enquanto, para 2020, abaixaram ainda mais: 4,00%. Elas também reduziram o patamar de tolerância, que passou de 2 pontos percentuais para 1,5. Será aceitável para o Bacen em 2019 que a inflação oscile entre 2,75% e 5,75%; para o ano seguinte, o mínimo aceitável de elevação média dos preços será de 2,50%, enquanto o teto vai até 5,50%.

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