Sumário Econômico 1492

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Destaque da edição:

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Famílias mantêm maior confiança em relação ao ano anterior – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou queda de 0,7% na avaliação mensal e aumento de 12,3% em relação a junho de 2016. O índice total ainda permanece em um nível menor que 100 pontos, abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou piora de 1,1% na comparação mensal; e o daquelas com renda acima de dez salários mínimos apresentou aumento de 1,0%. O índice das famílias mais ricas está em 90,3 pontos; e o das demais, em 74,5 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam abaixo dos 100 pontos. Na base de comparação regional, uma delas mostrou variação mensal positiva. A maior variação ocorreu na região Centro-Oeste, melhora de 1,2% na intenção de consumo, e a pior na região Nordeste, queda de 1,2%.

Produção industrial mostra recuperação –  Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial teve uma pequena recuperação em abril de 2017, de 0,6%, após uma queda de 1,3% em março. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Além desse aumento, a Indústria de Transformação também mostrou aceleração de 0,6%. Enquanto a Extrativa recuou em 1,4%, corroborando com a tendência de queda dos dois meses anteriores (-1,3% em março e -0,3% em fevereiro). Houve aumento na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens Intermediários o maior destaque (+2,1%), seguido por Bens de Capital (+1,5%). A exceção foi Bens de Consumo Não Duráveis, onde houve retração de 0,8%. Com isso, a categoria de Bens de Consumo teve retração de -0,4%. Apesar do valor mensal positivo, na comparação com abril de 2016, houve queda de 4,5%. Assim como na análise anterior, a Indústria de Transformação, com recuo de 5,7%, foi a principal influência, pois a Indústria Extrativa obteve um avanço de 4,4%. Quando consideramos o mesmo período do ano anterior, a maioria das categorias de uso recuou, com Bens de Capital e Bens de Consumo Não Duráveis sendo as mais evidentes (-5,5% e -9,8%, respectivamente). Bens de Consumo Duráveis foi a exceção, tendo aumento de 0,6%. Com isso, a categoria de Bens de Consumo teve retração de -7,9%.

Agropecuária –  No PIB brasileiro, a participação do setor agropecuário já teve importância histórica. Até a primeira metade do século passado, representava quase ¼ desse valor agregado. Por exemplo, em 1948, o setor correspondia a 23,4%. De lá para cá, passou a encolher com o crescimento da indústria durante o período da industrialização de base na década de 1950 e mais recentemente com a evolução dos serviços. Atualmente, a agropecuária se insere no produto interno com 4,74%, enquanto a indústria participa com 21% e os serviços com 72%. Em face da característica dos primários, o setor adiciona pouco valor à economia, tendo assim baixo impacto na transmissão de efeitos pela economia – embora se registre o empoderamento do agrobusiness e a região Centro-Oeste sendo o Eldorado nacional. Este ano, teremos uma área de safra colhida de grãos 5% maior do que no ano passado. Juntamente com o aumento da área plantada, estima-se aumento da produção agrícola em 7,3% para 2017. As maiores variações com previsões feitas em maio de 2017 são milho (+17,2%), feijão (19,8%), arroz (3,9%) e soja (2,1%); enquanto decrescem trigo (7,3%), café (-4,4%) e batata-inglesa (-1,6%).

Estudo sobre a qualidade do ar na Grande São Paulo –  A Resolução Conama nº 03/1990 define que são padrões de qualidade do ar as concentrações de poluentes atmosféricos que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral. Segundo estudo realizado na Grande São Paulo sobre a qualidade do ar, os números continuam alarmantes. O estudo é um resumo dos resultados alcançados no Projeto Temático Narrowing the uncertainties on aerosol and climate changes in São Paulo State: Nuance-SPS, que recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) até a sua conclusão em 2016. Esse projeto contou com a participação de vários institutos da Universidade de São Paulo (USP) e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Apesar do crescimento da frota – aumento de 76% de 2002 a 2012, alcançando 11 milhões de veículos em 2014 –, as concentrações de poluentes diminuíram nos últimos dez anos, exceto para o gás ozônio e os materiais particulados finos, ambos relacionados a problemas de saúde e transtornos cognitivos, principalmente em crianças e idosos.

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