Sumário Econômico 1491

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Destaque da edição:

Confiança do comércio fica estável em junho com piora das expectativas

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Confiança do comércio fica estável em junho com piora das expectativas

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou estabilidade (+0,0%) na passagem de maio para junho, atingindo 102,0 pontos. O resultado foi influenciado por aumento no índice de avaliação das condições correntes (+1,1%) e por quedas no índice de expectativas de curto prazo (-2,8%) e no índice de intenções de investimento (-0,9%). Em todas as regiões, apurou-se redução da confiança dos comerciantes em junho, exceto na região Centro-Oeste, onde a confiança cresceu (+1,3%). O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) do Icec alcançou 71,6 pontos em junho, aumento de +1,1% na série com ajustes sazonais. Na comparação anual, o Icaec teve mais uma importante variação positiva (+75,5%), porém o índice ainda se encontra na zona negativa, abaixo dos 100 pontos.

CNC projeta alta de 1,4% nas vendas em 2017

Mais próximo da recuperação do volume de vendas, a manutenção da inflação dos alimentos em níveis reduzidos nos próximos meses será fundamental para o varejo virar o jogo contra a crise. O volume de vendas no comércio varejista brasileiro vem dando sinais de recuperação no curto prazo. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril, divulgada hoje (13/06) pelo IBGE, o faturamento real dos dez segmentos que compõem o comércio varejista no conceito ampliado apresentou crescimento médio de 1,5% na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Essa foi a quinta alta registrada nos últimos seis meses, e o segundo melhor resultado do varejo desde abril de 2016 – em janeiro, o varejo no conceito ampliado apurou variação de +3,0%. Destacaram-se positivamente nessa base comparativa os ramos de vestuário e acessórios (+3,5%) e de equipamentos de informática e comunicação, cuja variação mensal observada em abril (+10,2%) foi a maior desde novembro de 2015 (+16,0%).

Marketplace e a nova regulação

Uma nova regulação do Banco Central, que atinge todas as empresas que recebem do cliente por cartão de crédito e repassam fluxos de pagamento a terceiros, vai impactar diretamente as “marketplaces”. Estas são lojas on-line que negociam serviços e produtos de outras lojas e recebem comissão por isso, por exemplo: iFood, Peixe Urbano, Mercado Livre e B2W. Atualmente, as transações se dão por meio de uma série de TEDs e DOCs, entretanto no novo sistema as transações serão liquidadas diariamente pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), que já liquida boa parte da movimentação financeira do País. Os únicos participantes que ainda permanecem fora dessa liquidação centralizada são os chamados subadquirentes, como PayPal, Moip e MercadoPago, e as marketplaces. Em teoria, esse tipo de liquidação pode até reduzir os custos de transação das empresas, mas sua implementação é complicada e impõe custos, pois, para ser homologada pela CIP e ter acesso à liquidação centralizada, cada empresa terá que ser capaz de compartilhar seus dados na mesma linguagem de programação usada pela CIP.

Seminário CNI

Na quarta-feira, dia 7 do corrente mês, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou em Brasília a quarta versão do seminário Pense nas Pequenas Primeiro. Com apoio do governo federal através do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, a CNI conseguiu reunir bom público para ouvir os debates sobre diversos temas afeitos ao segmento das micro e pequenas empresas (MPEs). Assim como a CNI e a CNC, outras entidades integrantes do Fórum Permanente das MPEs enviaram representantes, como o Sebrae e a Conampe, por exemplo. Dessa vez sem trazer palestrantes estrangeiros para colher experiências de outros países, o foco do 4º Pense nas Pequenas Primeiro ficou centrado no desafio ao crescimento dessas empresas, no fornecimento do crédito, na

produtividade e na Indústria 4.0, e na reforma trabalhista, que poderá desengessar investimentos e gerar empregos. Um dos pontos altos do evento foi a formalização do convênio entre a CNI e a instituição bancária Caixa Econômica Federal. Com o convênio, a grande rede do sistema da indústria, formada por federações, sindicatos e empresas, deverá receber tratamento diferenciado por parte desse banco quanto à cobrança de tarifas, taxas e relacionamento dos empresários com os gerentes, em especial com relação a linhas de crédito e financiamento.

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