Sumário Econômico 1490

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Destaque da edição:

Saldo da balança comercial alcança recorde em maio

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Saldo da balança comercial alcança recorde em maio

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a balança comercial apresentou o melhor resultado desde 1989. O superávit de maio de 2017 foi de US$ 7,661 bilhões contra US$$ 6,433 bilhões no ano anterior, diferença de 19,1%. As exportações em maio somaram US$ 19,79 bilhões, com alta de 7,5% em relação a maio de 2016, e as importações somaram US$ 12,13 bilhões, com alta de 4% sobre o mesmo mês de 2016. As exportações superaram as importações no acumulado do ano, de US$ 87,932 bilhões contra US$ 58,900 bilhões. Separando por setor agregado, os valores alcançados esse mês pelas exportações foram: básicos (US$ 9,703 bilhões), manufaturados (US$ 6,873 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,778 bilhões). Sobre o ano anterior, cresceram as exportações de semimanufaturados (+16,4%) e básicos (+11,6%), enquanto retrocederam os manufaturados (-1,2%).

A política comercial dos Estados Unidos: o que sabemos até agora

Muitas incertezas ainda existem sobre as mudanças da administração de Donald Trump no que diz respeito às políticas comerciais. Muitos postos-chave do governo norte-americano continuam vazios e muitas discussões ocorrerão ainda entre o Executivo e o Congresso. Contudo, já é possível identificar uma postura mais protecionista a partir das últimas decisões e posições tomadas. Já no seu discurso de posse, o presidente Trump havia enfatizado a importância de políticas protecionistas na sua gestão através do lema “compre americano e empregue americano”. Essa orientação foi confirmada na divulgação da Agenda de Política Comercial de 2017, que lista quatro prioridades para a política comercial: defender a soberania nacional em política comercial; aplicar estritamente as leis de defesa comercial; usar a alavancagem para abrir mercados; negociar novos e melhores acordos comerciais.

PIB cresce 1,0% e País sai da recessão após dois anos

Apesar do resultado levemente acima do esperado, fragilidade na retomada a partir do segundo trimestre preocupa. CNC revisa de +0,2% para +0,4% previsão para 2017. Após oito trimestres consecutivos de quedas no nível de atividade econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer nos três primeiros meses de 2017. O relatório das Contas Nacionais divulgado recentemente pelo IBGE revelou que a economia avançou 1,0% na comparação com o quarto trimestre do ano passado, na série com ajustes sazonais. O resultado nessa base comparativa foi altamente influenciado pelo desempenho da agropecuária (+13,4%), setor no qual registrou-se o maior avanço desde os três últimos meses de 1996 (+23,1%). Apesar de menos expressivo, o crescimento do produto industrial (+0,9%) foi o maior desde o segundo trimestre de 2013 (+3,4%). Ainda sob a óptica da produção, a estabilidade do setor de serviços, responsável por mais de 70% do valor adicionado, interrompeu uma sequência de oito trimestres no vermelho. No comércio, houve recuo pela nona vez (-0,6%).

Expectativa para inflação de 2017 volta a cair

No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (02/06), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano recuou para 3,90%, após aumentar 0,3 ponto percentual na semana anterior, taxa menor do que a previsão de 4,01% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,46% para maio e 0,20% para junho deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,44% e -0,12%, respectivamente, valor próximo ao esperado pelo mercado para maio, entretanto bem abaixo do estimado para junho. A projeção para o IPCA de 2018 mostra estabilidade, permanecendo em 4,40%. Na última reunião do Copom, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida em 1 ponto e alcançou 10,25%. A próxima reunião deste ano será nos dias 25 e 26 de julho, quando o mercado espera um corte de menor intensidade, 0,75 ponto, alcançando 9,50%. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2017 é de 8,50%, ou seja, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance patamar de um dígito. Para 2018, a mediana também é de 8,50%.

Grandes incertezas

A convergência de maneira vertical dos preços médios para próximo do centro da meta inflacionária (4,5%), ou até abaixo deste nível, como tem acontecido até o momento no acumulado em 12 meses (IPCA-15 em 3,8%) e tem sido esperado pelo mercado para encerrar o corrente ano (Boletim Focus, 3,9%), não se faz acompanhar pelo declínio da taxa de juros em intensidade parecida para o consumidor final. Sinal de que a taxa de juros real continua elevada, apesar dos esforços das autoridades em buscar o equilíbrio. Sem perder o olhar na meta da inflação, assim como no seu desempenho mais para a frente, o Copom tem realizado cortes na Selic em sintonia com a desaceleração inflacionária, também preocupado com as incertezas predominantes na economia. No radar, tem-se a crise política comprometendo a aprovação das reformas; e as expectativas empresariais segurando investimentos. Enquanto os juros altos vão cumprindo o papel de atrair dólares, estabilizando a demanda de crédito e consumo, também vão contendo inversões produtivas – o que é ruim porque afetam a capacidade de produção, diminuindo o produto potencial.

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