Sumário Econômico 1489

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Destaque da edição:

Serviços fecha o 1º trimestre com queda histórica

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Serviços fecha o 1º trimestre com queda histórica

Retração de 2,3% no volume de receitas é a maior da série histórica. CNC corrige de -1,9% para -2,6% expectativa para o desempenho do setor em 2017. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (12/05) pelo IBGE, em março, o volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% na comparação com o mês imediatamente anterior – esse foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012. Todos os cinco grandes grupos de atividades voltaram a apresentar retrações, fato que não ocorria desde outubro do ano passado quando o volume de receitas encolheu 2,2% – o pior resultado mensal da PMS até então. O setor de serviços privados responde por quase a metade (44%) do emprego formal do País.

Cresce a intenção dos comerciantes de investir em estoques

O Índice de Investimentos em Estoques, um dos componentes do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) que mede a intenção dos comerciantes de investir na renovação dos estoques, cresceu em relação a abril (+1,0%) e em relação a maio do ano passado (+2,8%). O índice, entretanto, está situado abaixo dos 100 pontos, na zona de percepção negativa sobre o nível de estoques diante da programação das vendas. Com isso, nota-se que o processo de ajuste vem equilibrando o nível dos estoques, porém de maneira lenta, no ritmo incipiente de retomada da atividade no comércio. A taxa de crescimento do índice na comparação anual é a segunda consecutiva, ou seja, já em abril passado o comércio demonstrou maior intenção de investir em novos produtos nas prateleiras, fato ocorrido pela última vez em janeiro e fevereiro de 2014. Assim, passadas duas importantes datas para o varejo, Páscoa e Dia das Mães, os comerciantes brasileiros indicaram maior adequação do nível dos estoques comparativamente ao mesmo período do ano passado. Para 29,5% dos empresários consultados, a situação dos estoques está “acima da adequada”. Essa proporção é significativa, embora esteja em queda.

XXIX Fórum Nacional

Nos dias 18 e 19 de maio do corrente ano, ocorreu a 29ª edição do Fórum Nacional no BNDES-RJ. Coordenado pelo economista Raul Velloso, o Fórum Nacional buscou explicações e soluções para a recessão, a crise estadual e a infraestrutura. Com isso, visou responder à seguinte pergunta: Para onde vai a economia brasileira? Assim como nas versões anteriores, o Fórum Nacional manteve-se atual quanto ao conteúdo dos painéis e apresentou um elenco de convidados célebres, mostrando a mesma consistência das discussões e apresentações. Segundo o programa distribuído, na quinta-feira, 18, de manhã, os debates ficaram por conta das visões sobre o futuro do Brasil. De tarde, o encontro se destinou a tratar da crise estadual e das saídas para a mesma, através da presença dos governadores de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso, Alagoas, Distrito Federal e Goiás ou de seus representantes. No dia 19, o painel matinal aprofundou questões sobre macroeconomia por intermédio de três ópticas: visão do governo; visão do setor privado e do meio acadêmico; e a fora do País.

Mercado espera Selic de 8,50% ao final de 2017

No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (26/05), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano aumentou para 3,95%, menor do que a previsão de 4,03% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. Apesar desse avanço, outros índices de inflação tiveram redução em suas estimativas para este ano, como o IGP-DI (1,62%) e o IGP-M (2,14%). No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,46% para maio e 0,23% para junho deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,44% e 0,15%, respectivamente, valores próximos aos esperados pelo mercado, entretanto ligeiramente menores. A projeção para o IPCA de 2018 também mostra crescimento, subindo para 4,40%. Na última reunião do Copom, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida em um ponto e alcançou 11,25%. A próxima reunião deste ano será nos dias 30 e 31 de maio, quando o mercado espera um novo corte de mesma intensidade, alcançando 10,25%. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2017 é de 8,50%, ou seja, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance patamar de um dígito. Isso não acontece desde outubro de 2013, quando a taxa de final de mês foi de 9,50%. Para 2018, a mediana também é de 8,50%.

Uso de agregado siderúrgico em rodovias federais

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) divulgou especificação técnica nacional que estabelece as condições técnicas para o fortalecimento de agregado siderúrgico beneficiado, conhecido como Açobrita, para aplicação em rodovias federais. O material originado do processo produtivo da indústria do aço representa uma alternativa de pavimentação mais econômica em relação ao agregado natural, além de seguro e sem riscos ao meio ambiente. A aprovação do projeto Açobrita deveu-se à intensa parceria entre o DNIT e o Aço Brasil, representado pela Usiminas, Gerdau e ArcelorMittal, além do apoio da Universidade de Brasília (UnB). Com a especificação técnica, as siderúrgicas brasileiras poderão vender o agregado para uso em pavimentos rodoviários federais. É o caso, por exemplo, da BR-381, que tem potencial para consumir cerca de dois milhões de toneladas do produto e é uma das principais rodovias federais próximas da Usina de Ipatinga (MG). A Usiminas também espera que este processo contribua para a liberação do uso do coproduto disponível na Usina de Cubatão (SP) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Para atender à nova demanda, a Usiminas desenvolveu um produto mais aprimorado, denominado Siderbrita TOP, que segue os parâmetros técnicos ambientais e as condições de aplicação estabelecidas pela norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

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