Destaque da edição:
Intenção de investimentos no comércio registra maior alta anual em maio
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Intenção de investimentos no comércio registra maior alta anual em maio
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) firmou-se na zona de avaliação positiva, atingindo 103,0 pontos em maio. O Icec aumentou +2,7% na passagem de abril para maio, na série com ajuste sazonal, com altas generalizadas em todos os itens da pesquisa. Na base de comparação anual, a confiança dos comerciantes obteve a maior taxa positiva da série histórica do indicador (+30,0%), com destaque para os desempenhos das regiões Sudeste (+33,7%) e Sul (+32,5%). O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) do Icec alcançou 71,3 pontos em maio, aumento de +7% na série que considera os ajustes sazonais. Na comparação anual, o Icaec teve mais uma importante variação positiva (+74,8%), porém o índice ainda se encontra na zona negativa, abaixo dos 100 pontos.
A remodelagem do comércio internacional
A China anunciou, em 2013, um projeto de infraestrutura logística chamado One Belt, One Road (Obor), que consiste em um plano de infraestrutura e de reforço ao comércio ao longo de duas rotas – uma seguindo a antiga Rota da Seda da China através da Ásia Central e do Oriente Médio para a Europa, e a outra ligando a China ao Sudeste Asiático e à África Oriental pelo mar. O investimento financeiro no projeto está previsto em US$ 900 bilhões, cujos destinos serão construções, desde portos no Paquistão e Sri Lanka até rodovias de alta velocidade no Leste da África e gasodutos que atravessam a Ásia Central. O Obor é, sem dúvida, o maior investimento estrangeiro da atualidade lançado por um único país. A iniciativa – motivada por preocupações sobre a desaceleração do crescimento interno e o desejo de impulsionar a influência global da China – tem potencial para ajudar a solucionar uma lacuna de infraestrutura no comércio mundial. O projeto também poderá auxiliar o crescimento dos países em desenvolvimento, ao mesmo tempo que estimulará o comércio internacional e gerará retorno aos investidores.
Mercado espera crescimento econômico de 0,5% este ano
No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (19/05), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano foi reduzida para 3,92%, menor do que a previsão de 4,04% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. Seguindo esta tendência, outros índices de inflação também tiveram redução em suas estimativas para este ano, como o IGP-DI (1,66%) e o IPC-Fipe (4,00%). No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,50% para maio e 0,21% para junho deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,45% e 0,18%, respectivamente, valor próximo ao esperado pelo mercado, entretanto ligeiramente menor. A projeção para o IPCA de 2018 também mostra redução, caindo para 4,34%. Na última reunião do Copom, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida em 1 ponto e alcançou 11,25%. A próxima reunião deste ano será nos dias 30 e 31 de maio, quando o mercado espera um novo corte de mesma intensidade, alcançando 10,25%. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2017 é de 8,50%, ou seja, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance patamar de um dígito. Isso não acontece desde outubro de 2013, quando a taxa de final de mês foi de 9,50%. Para 2018, a mediana também é de 8,50%.
Retomada do Fórum das MPEs
Nos dias 16 e 17 de maio, aconteceram as reuniões dos Comitês Temáticos do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FPMEPP) na sede da Universidade da CEF. Reunindo mais de 40 órgãos públicos e entidades representativas desse segmento empresarial, o evento correspondeu à continuidade da primeira plenária do Fórum ocorrida neste ano, no dia 23 de março. Na ocasião, foi apresentada a reinstalação das atividades com a convocação das entidades públicas e privadas. Dessa vez, os trabalhos serão realizados a partir de cinco comitês temáticos, com resgate dos trabalhos passados, os quais estavam suspensos desde 2014. Na prática, os trabalhos foram conduzidos para virem a ser tratados nos subgrupos. Cada um dos comitês (Racionalização Legal e Burocrática; Acesso a Mercado; Tecnologia e Inovação; Investimento, Financiamento e Crédito; e Formação e Capacitação Empreendedora) foi dividido em subgrupos, em que cada um desses vai lidar com um tema específico.